Mette Frederiksen foi eleita primeira-ministra pela primeira vez em 2019.
Mette Frederiksen foi eleita primeira-ministra pela primeira vez em 2019.EPA/THOMAS TRAASDAHL

Frederiksen garante terceiro mandato como primeira-ministra da Dinamarca

Nas eleições de março, a coligação centrista liderada por Frederiksen perdeu a maioria, embora os Social Democratas se tenham mantido o maior grupo no parlamento, com 38 dos 179 lugares.
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Alíder dos Social Democratas dinamarqueses, Mette Frederiksen, anunciou que conseguiu fechar um governo de coligação de centro-esquerda, o que lhe permitirá formar um governo minoritário e cumprir um terceiro mandato consecutivo como primeira-ministra.

Este acordo, que põe fim a meses de incerteza após as eleições legislativas de março, nas quais 12 partidos conquistaram lugares no parlamento, foi assinado entre os Sociais Democratas de Frederiksen, os Liberais Sociais, a Esquerda Verde e os centristas Moderados, de Lars Løkke Rasmussen, que já vem do anterior executivo, exercendo as funções de ministro dos Negócios Estrangeiros. Nestas últimas eleições, a coligação centrista liderada por Frederiksen perdeu a maioria, embora os Social Democratas se tenham mantido o maior grupo no parlamento, com 38 dos 179 lugares, contra 50 anteriormente.

“Estive em contacto com Sua Majestade o Rei e anunciei que, após longas negociações, poderá ser formado um governo”, afirmou Mette Frederiksen na segunda-feira à noite, acrescentando que os planos da coligação serão “bons para as pessoas que vivem hoje na Dinamarca e para as gerações futuras e também para os animais”.

A composição do novo governo deverá ser revelada esta quarta-feira, 3 de junho, depois de uma reunião entre os partidos que o compõem, e mostrará a viragem à esquerda feita agora por Mette Frederiksen, após quatro anos a liderar uma inédita coligação entre a esquerda e a direita.

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