Depois de ter ouvido todos os partidos eleitos para o parlamento dinamarquês na sequência das eleições legislativas de terça-feira, o rei Frederik X decidiu esta quarta-feira, 25 de março, “que a primeira-ministra interina, Mette Frederiksen, seja nomeada para liderar as negociações sobre a formação de um governo”, segundo um comunicado da Casa Real. Uma decisão tomada depois de “representantes dos Social-Democratas, do Partido Popular Socialista, da Lista da Unidade, da Esquerda Radical e da Alternativa, que juntos detêm 84 mandatos” terem apontado que Mette Frederiksen deveria assumir essa tarefa. Os sociais-democratas, apesar de terem saído vencedores nestas eleições, obtiveram apenas 21,85% dos votos, o seu pior resultado em mais de um século. Este bloco fica aquém dos 90 deputados necessários para uma maioria, sendo preciso que consigam que mais alguém se junte a esta potencial coligação governamental. Uma possibilidade são os Moderados, do ministro cessante dos Negócios Estrangeiros, Lars Løkke Rasmussen, que conquistou 14 lugares. Segundo vários analistas políticos, avizinham-se semanas ou meses de negociações, embora o mais provável seja que Mette Frederiksen garanta o seu terceiro mandato à frente do governo da Dinamarca, pois, como referiu o comunicado da Casa Real, o “bloco azul”, de direita, liderado pelo ministro cessante da Defesa e líder do Partido Liberal, Troels Lund Poulsen, só conseguiu teoricamente o apoio de 73 deputados. .Dinamarca. Primeira-ministra apresenta a demissão do governo após vitória curta nas eleições.Frederiksen à espera que a crise com a Gronelândia lhe dê um novo mandato na Dinamarca