Militares franceses feridos em ataque a base iraquiana. Avião de reabastecimento dos EUA despenha-se no Iraque
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Militares franceses feridos em ataque a base iraquiana. Avião de reabastecimento dos EUA despenha-se no Iraque

Tudo sobre os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente esta quinta-feira, 12 de março.
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Seis militares franceses feridos em ataque com drone contra base militar no norte do Iraque

Seis soldados franceses ficaram feridos num ataque com um drone contra uma base militar no norte do Iraque.

O ataque teve como alvo uma base utilizada em conjunto pela França e pelos Peshmerga – as forças armadas da região do Curdistão – na zona de Makhmur, a sudoeste da cidade de Erbil, explicou o governador regional Omed Koshnaw, em comunicado.

O exército francês confirmou po ataque, afirmando que os soldados feridos, que participavam em treinos antiterroristas com parceiros iraquianos, foram levados para o centro médico mais próximo.

Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque

Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou hoje o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

"As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.

Lusa

Costa convida Guterres para cimeira de líderes da UE focada no Irão e competitividade

O presidente do Conselho Europeu convidou o secretário-geral da ONU, António Guterres, para a cimeira de líderes da UE da próxima semana, centrada na guerra no Irão e nas suas repercussões económicas, assim como na competitividade da economia.

Numa carta-convite dirigida hoje aos chefes de Estado e Governo da União Europeia (UE), António Costa indica que convidou António Guterres para se juntar aos líderes num almoço de trabalho, com o intuito de "discutir a deterioração da situação internacional e como a UE, em cooperação com os seus parceiros, pode agir para defender o multilateralismo".

Este convite a António Guterres é feito numa altura em que tem havido divergências na UE quanto à postura a adotar perante os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão: enquanto os líderes de Espanha e Itália já consideraram estar em causa uma violação do direito internacional, o chanceler alemão defendeu que não é o momento de "dar lições" aos aliados e a presidente da Comissão Europeia considerou que a Europa não "pode continuar a ser a guardiã da velha ordem internacional".

A guerra no Irão vai ser precisamente um dos temas centrais desta cimeira, com António Costa a salientar que as suas "consequências já estão a ser sentidas na Europa" e a frisar que é preciso abordar a resposta da UE "às suas repercussões geopolíticas e económicas, incluindo no que se refere aos preços da energia e à segurança energética".

"Juntos, temos de identificar os instrumentos que precisamos de mobilizar para garantir uma resposta atempada, coordenada e eficaz, que protege os nossos cidadãos e empresas, trabalhando simultaneamente no sentido de redução das tensões e estabilidade na região", afirma, referindo que os líderes vão também discutir a "situação preocupante" no Líbano, Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

A guerra na Ucrânia vai também voltar a ser discutida pelos líderes, numa altura em que a Hungria continuar a bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev, por acusar o seu executivo de estar a paralisar propositadamente a transferência de petróleo russo para o país através do oleoduto de Druzhba.

Costa diz ter convidado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a dirigir-se aos chefes de Estado e de Governo na reunião, sem referir se a intervenção será feita presencialmente ou por videoconferência.

"Vamos reafirmar o nosso apoio incondicional à Ucrânia, que continua a defender-se contra a agressão russa e a lutar por uma paz justa e duradoura", antecipa Costa, que defende que é necessário "aumentar a pressão sobre a Rússia para que encete negociações significativas com vista à paz".

Costa refere também que, tendo em conta o atual contexto geopolítico, os líderes vão "rever os esforços em curso para aumentar a prontidão" de Defesa na UE, pedindo que se "registem progressos rápidos no reforço da Europa da Defesa, incluindo na sua dimensão industrial, como componente fundamental da autonomia estratégica" do continente.

A nível interno, os líderes vão também discutir o reforço do mercado único e a competitividade da economia europeia, um mês depois de se terem reunido no castelo de Alden Biesen, no leste da Bélgica, para retiro informal convocado por Costa precisamente para debater esses temas.

Costa defende que é necessário "traduzir o sentimento de urgência" das discussões nesse retiro informal para uma agenda com "medidas concretas e prazos ambiciosos".

"A implementação conjunta destas medidas contribuirá para a nossa prosperidade e para a acessibilidade geral do custo de vida dos nossos cidadãos, tornando a UE mais resiliente a crises futuras. Tudo isto requer uma orientação política clara e sustentada do Conselho Europeu", defende.

No contexto desta discussão, o presidente do Conselho Europeu quer também abordar a contribuição que o próximo orçamento comunitário, para o período entre 2028 e 2034, poderá ter nessa "agenda da competitividade".

"Temos de ter uma discussão sincera sobre como é que podemos conciliar as nossas ambições com o nível adequado de financiamento", refere.

Lusa

Especialistas da ONU dizem que EUA e Israel cometeram ato de agressão

Especialistas em direitos humanos da ONU classificaram hoje o ataque não-provocado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão como “um ato de agressão”, totalmente ilegal à luz do Direito Internacional.

Sustentaram também que a ofensiva - que desencadeou o conflito atualmente em curso no Médio Oriente, com a retaliação da República Islâmica a alvos israelitas e norte-americanos em países da região – foi lançada com o apoio tácito ou explícito de muitos países.

“Existe o risco de o conflito mergulhar toda a região numa violência armada catastrófica e ameaça criar mais um precedente de total impunidade para algumas das maiores potências militares do mundo”, afirmaram os peritos, num comunicado conjunto.

Consideraram ainda que nenhuma violação dos direitos humanos no Irão ou em qualquer outro lugar é uma justificação legal ou moral para uma ingerência militar na soberania de um Estado-membro da ONU.

Em relação ao Líbano, observaram que os ataques aéreos de Israel em curso podem também constituir “um irresponsável ato de agressão” e que as ordens de evacuação do sul do Líbano e dos subúrbios sul de Beirute emitidas pelo Exército israelita “são claramente ilegais”.

“Somadas aos bombardeamentos intensos e indiscriminados, estas ordens resultaram na deslocação forçada de pelo menos 700 mil pessoas, o que constituirá outro crime de guerra”, declararam.

Os especialistas lamentaram igualmente o fracasso do Conselho de Segurança da ONU no cumprimento das suas responsabilidades de manter a paz e a segurança internacionais na região.

O órgão executivo das Nações Unidas aprovou na quarta-feira uma resolução a condenar apenas os ataques do Irão a outros países da região onde há presença militar dos Estados Unidos, mas omite o facto de terem sido Israel e os Estados Unidos a atacar primeiro o Irão, quando Washington e Teerão estavam em negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano.

Os relatores da ONU consideraram alarmante a exigência dos Estados Unidos de uma “rendição incondicional” e de uma mudança de regime no Irão, o que pode levar a uma guerra prolongada e a um enorme sofrimento humano.

“Só o povo iraniano pode decidir o seu próprio futuro”, sublinharam, acrescentando que “décadas de ingerência dos Estados Unidos no Irão e no resto do Médio Oriente - através de golpes de Estado, intervenções militares e sanções unilaterais - causaram o caos na região e devem terminar”.

Entre os signatários do documento, estão os relatores especiais da ONU para a violência contra mulheres e raparigas, Reem Alslem; sobre os direitos humanos nos territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanese; sobre o respeito dos direitos humanos no combate ao terrorismo, Ben Saul; e sobre o direito à alimentação, Michael Fakhri.

Os relatores especiais são especialistas independentes mandatados pela ONU, mas não falam em nome da organização multilateral.

Lusa

Trump diz que EUA estão "a fazer o que tem de ser feito" e Irão está a "pagar um preço elevado"

Num evento na Casa Branca ao lado da mulher, Melania, Donald Trump desviou-se do tema, relacionado com o Mês da História das Mulheres, para comentar a guerra no Médio Oriente, reafirmando a necessidade da ofensiva.

"A situação com o Irão está a evoluir muito rapidamente. Estamos a fazer o que tem de ser feito", afirmou.

Sobre o Irão, o presidente dos Estados Unidos disse que tratar-se de "realmente uma nação de terror e ódio", que está "a pagar um preço elevado agora".

Trump voltou a afirmar que as forças armadas dos EUA serem as melhores do mundo e que os seus antecessores falharam em tomar as medidas necessárias para impedir as tentativas do Irão de adquirir uma arma nuclear.

Netanyahu alega que Israel "está a esmagar" Teerão e Hezbollah

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje que Israel “está a esmagar" o Irão e o seu aliado libanês Hezbollah e referiu-se ao novo líder supremo iraniano como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer publicamente.

"Estamos a viver dias históricos para o Estado de Israel", afirmou Netanyahu na sua primeira conferência de imprensa desde o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, e das operações militares no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah.

O líder israelita destacou que a operação contra o regime de Teerão conduziu à eliminação do “antigo tirano do Irão", Ali Khamenei, e que o seu filho, Mojtaba Khamenei, “não pode mostrar a cara em público”, em alusão ao seu primeiro discurso como líder supremo, lido hoje na televisão iraniana por uma apresentadora.

"Alcançámos os nossos objetivos, mais do que o esperado, e continuaremos a fazê-lo", proclamou Netanyahu, acrescentando que a guerra em curso visa dar aos iranianos os meios para "derrubar o regime".

“Pode-se levar alguém à fonte, mas não se pode obrigá-la a beber”, comentou.

Além disso, o chefe do Governo observou que os objetivos de Israel são impedir os iranianos de produzirem armas nucleares, apontando a propósito a eliminação de cientistas de topo, e destruir as suas capacidades de mísseis balísticos.

Mesmo que o regime não caia, diz Netanyahu, “ficará muito mais fraco” e surgirá “um Irão diferente”, que já não representará a mesma ameaça “contra a qual nada podia ser feito e contra o qual ninguém se conseguia unir”.

Nesse sentido, sustentou que Israel está a receber apoios, tanto de forma explícita como outras que disse que ficarão claras mais tarde.

"Graças a uma união de forças sem precedentes entre Israel e os Estados Unidos, demos grandes passos, passos que estão a mudar o equilíbrio de poder no Médio Oriente e até mesmo mais além", considerou.

Na sua conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu indicou ter transmitido ao Governo libanês que será melhor para ele confrontar o Hezbollah em vez de Israel.

“Eu disse-lhes: ‘Estão a brincar com o fogo se deixarem o Hezbollah atuar' (...). Mas se eles não fizerem nada, nós faremos. Como? No terreno ou de outra forma, não vou entrar em detalhes, mas o Hezbollah pagará um preço elevado e seria melhor se o Governo libanês tratasse disso", recomendou.

As forças israelitas realizaram hoje bombardeamentos em grande escala no Líbano, que atingiram inclusive o centro da capital do país, Beirute, em resposta à maior vaga de ataques aéreos lançada na véspera pelo Hezbollah no norte de Israel.

Também hoje, o ministro da Defesa israelita e o comandante das forças armadas ameaçaram tomar o Líbano se o Hezbollah prosseguir os seus ataques contra Israel, lançados no começo do mês, logo após o início da ofensiva na República Islâmica e da morte de Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão.

Benjamin Netanyahu referiu-se ainda às atuais capacidades militares do Hezbollah, depois da forte ofensiva israelita em 2024 no Líbano, ao indicar que nessa altura o grupo libanês possuía 150 mil ‘rockets’ e mísseis, com potencial para atingir torres em Telavive e provocar entre 15 mil e 20 mil mortes.

“Isto não aconteceu porque os atingimos com um golpe massivo”, defendeu, na conferência de imprensa, citado neste tema pela imprensa israelita.

O primeiro-ministro reconheceu que os combatentes do Hezbollah ”ainda conservam certas capacidades”, mas advertiu que, tal como no Irão, ”estão muito enfraquecidos” e Israel vai continuar a lidar com eles.

Brent fecha acima dos 100 dólares pela primeira vez desde 2022

O barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 9% hoje e ficou acima dos 100 dólares no fecho do mercado de futuros de Londres, após as declarações do Irão sobre o encerramento de Ormuz.

O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, fechou o dia na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres a 100,46 dólares, o seu preço mais alto desde 2022 e 9,22% superior ao do final da sessão anterior, quando fechou a 91,98 dólares.

O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, disse hoje que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, deverá ser prolongado.

Lusa

Tiroteio em sinagoga no Michigan. Suspeito em fuga

O FBI está no terreno a responder a relatos de um “atirador ativo” numa sinagoga em West Bloomfield, no estado norte-americano do Michigan.

Foram disparados tiros e um veículo esteve envolvido, segundo o xerife do condado de Oakland, mas não há a confirmação de feridos, apesar de vídeos de canais norte-americanos mostrarem fumo a sair do telhado de um edifício e um grande número de viaturas policiais nas proximidades.

O suspeito está em fuga.

Espera-se que um reforço policial noutras instalações judaicas daquela zona, tendo uma escola próxima sido evacuada.

A governadora daquele estado, Gretchen Whitmer, afirmou que "o antissemitismo e a violência não têm lugar no Michigan" e que “espera pela segurança de todos”.

ONU diz que guerra provocou 3,2 milhões de deslocados internos

Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do Irão devido à guerra com Israel e os Estados Unidos, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O número de famílias que saíram de casa devido aos bombardeamentos oscila entre as 600 mil e um milhão, de acordo com avaliações preliminares divulgadas pelo diretor de emergências da agência, Ayaki Ito.

A maioria da população fugiu da capital, Teerão, e de outras grandes áreas urbanas em direção ao norte e a zonas rurais em busca de segurança, assinalou Ito num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

Ito alertou que o número de pessoas deslocadas deverá aumentar à medida que a guerra persista.

A situação vai agravar as necessidades humanitárias de um país que já era um dos principais destinos de acolhimento de refugiados no mundo, com cerca de 1,6 milhões de pessoas, na maioria afegãos.

O ACNUR reiterou a “necessidade urgente” de proteger os civis no Irão, manter o acesso humanitário e garantir que as fronteiras permaneçam abertas para quem procura segurança, em conformidade com as obrigações internacionais.

Noutra frente do atual conflito no Médio Oriente, no Líbano, as hostilidades entre Israel e o Hezbollah causaram a deslocação forçada de mais de 600 mil pessoas, disse o ACNUR.

Desde o início da atual guerra, a agência das Nações Unidas tem alertado que a capacidade de resposta humanitária poderá ser ultrapassada na região, onde inúmeros países já acolhiam milhões de refugiados de outros conflitos.

A guerra foi desencadeada por uma ofensiva de grande escala lançada por Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, a que o Irão respondeu com ataques contra bases norte-americanas nos países da região.

O novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje, na primeira declaração desde que foi nomeado, que todas as bases norte-americanas na região devem ser imediatamente fechadas, sob pena de serem atacadas.

Disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados compilados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.

Lusa

Trump perde interesse no Nobel da Paz

O presidente dos Estados Unidos afirmou esta quinta-feira, a meio da ofensiva no Irão, que não está "interessado" no Prémio Nobel da Paz, uma distinção que ainda bem recentemente dizia ambicionar.

Numa breve entrevista telefónica ao The Washington Examiner, Trump declarou que "não faz ideia" se a ofensiva, lançada a 28 de fevereiro e apelidada de "Operação Fúria Épica" pelo Pentágono, afetará as suas aspirações ao Nobel.

"Não sei", respondeu Trump, acrescentando: "Não estou interessado nisso".

O republicano negou ainda ter mencionado o Prémio Nobel durante as suas recentes conversas com líderes internacionais.

Guarda Revolucionária responde a líder supremo e vai manter Ormuz fechado

A Guarda Revolucionária do Irão declarou hoje que vai manter o Estreito de Ormuz fechado, no seguimento do primeiro discurso de Mojtaba Khamenei desde que foi escolhido para líder supremo da República Islâmica.

"Em resposta à ordem do comandante-chefe, atacaremos o agressor inimigo com a máxima severidade, mantendo o Estreito de Ormuz fechado", declarou o comandante da força naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, na rede social X, logo após o primeiro pronunciamento de Mojtaba Khamenei.

No seu discurso à nação, lido na televisão estatal por um apresentador, o novo líder supremo afirmou que o Estreito de Ormuz "deve permanecer fechado".

O tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi praticamente interrompido pelos ataques iranianos a navios mercantes desde o início da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. O ayatollah Ali Khamenei foi morto no primeiro dia de bombardeamentos.

Lusa

Israel alerta moradores do centro de Beirute para ataque a edifício e pede que deixem o local "imediatamente" 

As Forças de Defesa de Israel alertaram esta quinta-feira os moradores do centro de Beirute para um ataque a um edifício na capital do Líbano e pediram para que deixem o local "imediatamente".

"Vocês estão perto de uma instalação da organização terrorista Hezbollah, que será alvo das Forças de Defesa de Israel", declarou o porta-voz militar Avichay Adraee numa mensagem publicada na rede X.

Por questões de segurança, pede, por isso, aos moradores para se retirarem "imediatamente" do local, e afastarem-se a "uma distância de pelo menos 300 metros".

Trump e o impacto da guerra no mercado petrolífero: "Quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro" 

Donald Trump aproveitou as redes sociais para falar sobre o aumento dos preços do petróleo, na sequência da guerra no Irão.

"Os Estados Unidos são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo, por isso, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro", lê-se na nota que publicou na Truth Social

O presidente norte-americano referiu, no entanto, que o que lhe é mais importante é impedir que haja armas nucleares no Irão. "Mas, de muito maior interesse e importância para mim, enquanto presidente, é impedir que um império maligno, o Irão, obtenha armas nucleares e destrua o Médio Oriente e, na verdade, o mundo. Eu nunca permitirei que isso aconteça!", assegurou.

Líder supremo do Irão quer ter boas relações com países vizinhos mas defende o encerramento das bases dos EUA 

O novo líder supremo do Irão dirigiu-se aos líderes da região para realçar que quer ter "boas relações" com os países vizinhos e que os alvos têm sido os interesses norte-americanos.

"Mas a existência de bases americanas em alguns destes países e a utilização destas bases para atacar o Irão não beneficiam a região e devem ser encerradas", defendeu na primeira declaração pública lida na televisão estatal iraniana.

Novo líder supremo do Irão promete "vingança" dos "mártires" e mantém encerramento do estreito de Ormuz 

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, apelou esta quinta-feira à união do povo iraniano e prometeu "vingança dos mártires" na primeira declaração pública, após ser nomeado sucessor do pai, ayatollah Ali Khamenei.

Na mensagem lida na televisão estatal iraniana, Mojtaba Khamenei defendeu que o encerramento do estreito de Ormuz deve ser mantido como forma de pressão ao inimigo.

Expressou condolências a todos os "perderam os seus entes queridos durante a guerra", garantindo que, no final, os danos serão compensados, tendo feito referência à morte do pai e de outros elementos da família, na sequência dos ataques dos EUA e Israel.

"Isto é algo que partilho com as pessoas que perderam os seus entes queridos, porque eu perdi o meu pai, perdi a minha mulher (...)", disse o novo líder supremo iraniano, citado pela Sky News. "Asseguro a todos que não ignoraremos o facto de que vingaremos os nossos mártires", afirmou.

Aguarda-se primeira mensagem do novo líder supremo do Irão

A primeira mensagem do novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, será divulgada dentro de minutos, segudo avança a AP que cita a comunicação social estatal iraniana.

O filho do ayatollah Ali Khamenei, Mojtaba, foi escolhido no domingo pela Assembleia de Peritos do Irão para suceder ao pai, que morreu no ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro.

Militares franceses feridos em ataque a base iraquiana. Avião de reabastecimento dos EUA despenha-se no Iraque
Novo líder supremo está ferido e mantém silêncio

Israel afirma ter atacado local usado no programa nuclear iraniano

O exército israelita afirmou que, nos últimos dias, atacou um local utilizado no programa nuclear iraniano, identificado como "Taleghan". Trata-se, segundo a AP, de uma instalação no complexo militar de Parchin, que as autoridades ocidentais suspeitam estar ligada ao programa nuclear de Teerão.

Tailândia exige pedido de desculpas por ataque a navio

A Tailândia exigiu hoje ao Irão um pedido de desculpas pelo ataque a um navio cargueiro no Estreito de Ormuz.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia transmitiu o seu “mais veemente protesto” ao embaixador iraniano em Banguecoque e exigiu o pedido de desculpas.

A Tailândia quer ainda o apuramento de todos os factos relacionados com o incidente.

Marinha da Tailândia

O armador do Mayuree Naree, a empresa Precious Shipping, disse na quarta-feira à noite que três tripulantes do navio estão desaparecidos e acredita-se que estejam presos na casa das máquinas.

Num comunicado, a Precious Shipping disse que o graneleiro foi atingido por dois projéteis de origem desconhecida, que danificaram a casa das máquinas e provocaram um incêndio.

Fotos divulgadas pela Marinha tailandesa mostraram um denso fumo negro a sair da popa da embarcação, em torno do qual flutuavam botes salva-vidas.

Aeroporto do Kuwait atingido por drones

O Aeroporto Internacional do Kuwait foi atingido esta quinta-feira por vários drones.

Segundo avançou a agência de notícias do Kuwait, o ataque com drones causou danos materiais, não havendo, para já, registo de feridos.

Explosões em Jerusalém e no Dubai, Irão diz ter atacado bases e o Shin Bet

Várias explosões foram hoje ouvidas em Jerusalém, onde soaram sirenes de alerta de ataque aéreo, e no Dubai, sendo visíveis colunas de fumo, segundo relatos de repórteres da agência noticiosa francesa AFP em ambos os locais.

Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) dizem ter identificado “mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", tendo sido ativadas os sistemas de defesa antiaérea.

As forças armadas iranianas anunciaram entretanto ter atacado bases militares e o Shin Bet (serviço de informações e segurança interna israelita).

"As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.

A maioria dos projéteis do Irão disparados contra Israel em retaliação à ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro, tem sido intercetada, mas os destroços que caem no solo causam ferimentos e danos materiais diariamente, tendo feito já 12 mortos desde o início da guerra.

No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como “muito forte”, foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos.

Lusa

Base italiana atacada no Curdistão iraquiano

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos.

"Condeno veementemente o ataque à base italiana em Erbil. Acabei de falar com o nosso embaixador no Iraque e, felizmente, todos os nossos militares estão sãos e salvos no seu ‘bunker’", disse o ministro, numa mensagem divulgada na rede social X.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (no norte), sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.

Na quarta-feira, vários drones foram abatidos sobre Erbil pela coligação internacional sediada no aeroporto da cidade, sem causar vitimas, segundo uma fonte de segurança curda.

Jornalistas da agência de notícias francesa AFP ouviram fortes explosões perto do aeroporto de Erbil na noite de quarta-feira, causadas por defesas aéreas que visavam drones.

Lusa

Ataques israelitas causam pelo menos sete mortos no Líbano

O Ministério da Saúde do Líbano informou hoje que um ataque de Israel contra a marginal de Beirute matou pelo menos sete pessoas, poucas horas depois de um outro ataque no centro da capital.

"O ataque do inimigo israelita a Ramlet al-Baida, em Beirute, resultou num saldo inicial de sete mortos e 21 feridos", afirmou o ministério em comunicado.

Ramlet al-Baida é uma praia pública onde pessoas deslocadas têm dormido ao relento desde o início do mais recente conflito entre Israel e o grupo armado libanês pró-Irão, Hezbollah.

Os meios de comunicação locais transmitiram imagens que mostram o caos e o fumo ao longo da costa após o ataque.

Este foi o terceiro ataque contra o centro da capital libanesa desde o início da guerra no Médio Oriente, após uma operação contra um apartamento, na quarta-feira, e um ataque contra um hotel à beira-mar, no domingo.

Lusa

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Ministra da Energia: “emergência é quando os aumentos chegam a 70%, ainda não estamos lá”

Porta-contentores atingido por "projétil desconhecido" perto dos Emirados

A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha embarcações e marinheiros em todo o mundo, disse que um navio porta-contentores foi hoje atingido por um "projétil desconhecido" ao largo dos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o capitão disse que a embarcação foi atingida quando navegava a 35 milhas náuticas (65 quilómetros) a norte de Jebel Ali, situada a sudoeste do Dubai.

O capitão disse que o projétil causou um "pequeno incêndio" a bordo, mas garantiu que "todos os tripulantes estavam em segurança", apesar a avaliação da extensão dos danos ter sido dificultada pela escuridão.

Jebel Ali fica perto de Ormuz, um estreito crucial para o transporte de petróleo, que se encontra atualmente em alerta máximo devido ao conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Lusa

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Teerão ameaça fazer de Ormuz um estreito intransitável

Cotação do Brent sobe acima de 100 dólares apesar do recurso a reservas

O preço do petróleo Brent, referência global, voltou a subir hoje acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.

Por volta das 03h00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.

Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do estreito de Ormuz.

A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.

Lusa

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Montenegro anuncia que Portugal vai disponibilizar 10% das reservas de petróleo

Piratas informáticos ligados ao Irão reivindicam ciberataque contra duas empresas dos EUA

Um grupo de piratas informáticos ligados ao Irão reivindicou a autoria de ataques cibernéticos contra duas empresas dos Estados Unidos (EUA): a fornecedora de equipamento médico Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.

Na quarta-feira, o grupo, denominado Handala Hack, justificou na rede social X o primeiro ataque citando os laços da Stryker com Israel, uma vez que o conglomerado industrial adquiriu uma empresa israelita em 2019.

Num documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a Stryker reportou um "incidente de cibersegurança" que causou "interrupção global" nas aplicações da tecnológica Microsoft dentro da empresa.

Embora acredite que "o incidente está contido", a empresa, com sede no estado de Michigan (nordeste), indicou que o calendário para restaurar todas as funções "ainda não foi estabelecido".

O grupo Handala Hack apresentou a ação como retaliação pelo atentado bombista numa escola primária em Minab, no sul do Irão, a 28 de fevereiro, que matou mais de 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas.

O ataque terá sido causado por um erro de coordenação das forças armadas norte-americanas ao atingirem uma base iraniana adjacente, de acordo com as conclusões preliminares de uma investigação militar interna divulgadas na quarta-feira pelo The New York Times.

O presidente Donald Trump negou repetidamente a responsabilidade das forças armadas dos EUA.

O coletivo Handala Hack reivindicou também a responsabilidade por outro ciberataque, desta vez contra a empresa de pagamentos eletrónicos Verifone.

A empresa disse à agência de notícias France-Presse que não encontrou "nenhuma evidência de um incidente relacionado com esta reclamação" e que não sofreu "nenhuma interrupção de serviço para os seus clientes".

Lusa

Pentágono indicou ao Congresso que primeira semana de guerra custou 9,8 mil milhões de euros

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) informou o Congresso que a primeira semana da guerra com o Irão custou 11,3 mil milhões de dólares, adiantou na quarta-feira à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.

O Pentágono apresentou a estimativa de 11,3 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) ao Congresso numa reunião informativa no início desta semana, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato.

Os militares relataram ter gasto 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) apenas em munições no primeiro fim de semana da guerra.

A administração Trump tinha indicado anteriormente que iria enviar ao Congresso um pedido de financiamento suplementar para a guerra, mas esta ideia parece ter arrefecido por enquanto, indicou a AP.

O senador Roger Wicker, presidente republicano da Comissão de Serviços Armados do Senado, disse na quarta-feira que não esperava o pedido suplementar este mês.

Trump tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente e defendeu na quarta-feira que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

"Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.

Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.

Já o Exército israelita indicou na quarta-feira que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.

Lusa

13.º dia de guerra no Irão

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos da operação desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Conflito no Médio Oriente dura há já 13 dias e está a ter impacto no mercado energético, com a subida do preço do petróleo devido aos condicionamentos do tráfego marítimo no estreio de Ormuz.

Veja no link abaixo como foi o dia de ontem:

Militares franceses feridos em ataque a base iraquiana. Avião de reabastecimento dos EUA despenha-se no Iraque
Trump garante que Estados Unidos destruíram 28 navios lança-minas iranianos

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