O Aeroporto Internacional do Kuwait foi atingido esta quinta-feira por vários drones. Segundo avançou a agência de notícias do Kuwait, o ataque com drones causou danos materiais, não havendo, para já, registo de feridos..Várias explosões foram hoje ouvidas em Jerusalém, onde soaram sirenes de alerta de ataque aéreo, e no Dubai, sendo visíveis colunas de fumo, segundo relatos de repórteres da agência noticiosa francesa AFP em ambos os locais.Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) dizem ter identificado “mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", tendo sido ativadas os sistemas de defesa antiaérea.As forças armadas iranianas anunciaram entretanto ter atacado bases militares e o Shin Bet (serviço de informações e segurança interna israelita)."As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.A maioria dos projéteis do Irão disparados contra Israel em retaliação à ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro, tem sido intercetada, mas os destroços que caem no solo causam ferimentos e danos materiais diariamente, tendo feito já 12 mortos desde o início da guerra.No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como “muito forte”, foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos.Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos."Condeno veementemente o ataque à base italiana em Erbil. Acabei de falar com o nosso embaixador no Iraque e, felizmente, todos os nossos militares estão sãos e salvos no seu ‘bunker’", disse o ministro, numa mensagem divulgada na rede social X. . Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (no norte), sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.Na quarta-feira, vários drones foram abatidos sobre Erbil pela coligação internacional sediada no aeroporto da cidade, sem causar vitimas, segundo uma fonte de segurança curda.Jornalistas da agência de notícias francesa AFP ouviram fortes explosões perto do aeroporto de Erbil na noite de quarta-feira, causadas por defesas aéreas que visavam drones.Lusa.O Ministério da Saúde do Líbano informou hoje que um ataque de Israel contra a marginal de Beirute matou pelo menos sete pessoas, poucas horas depois de um outro ataque no centro da capital."O ataque do inimigo israelita a Ramlet al-Baida, em Beirute, resultou num saldo inicial de sete mortos e 21 feridos", afirmou o ministério em comunicado.Ramlet al-Baida é uma praia pública onde pessoas deslocadas têm dormido ao relento desde o início do mais recente conflito entre Israel e o grupo armado libanês pró-Irão, Hezbollah.Os meios de comunicação locais transmitiram imagens que mostram o caos e o fumo ao longo da costa após o ataque.Este foi o terceiro ataque contra o centro da capital libanesa desde o início da guerra no Médio Oriente, após uma operação contra um apartamento, na quarta-feira, e um ataque contra um hotel à beira-mar, no domingo.Lusa.Ministra da Energia: “emergência é quando os aumentos chegam a 70%, ainda não estamos lá”.A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha embarcações e marinheiros em todo o mundo, disse que um navio porta-contentores foi hoje atingido por um "projétil desconhecido" ao largo dos Emirados Árabes Unidos.De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o capitão disse que a embarcação foi atingida quando navegava a 35 milhas náuticas (65 quilómetros) a norte de Jebel Ali, situada a sudoeste do Dubai.O capitão disse que o projétil causou um "pequeno incêndio" a bordo, mas garantiu que "todos os tripulantes estavam em segurança", apesar a avaliação da extensão dos danos ter sido dificultada pela escuridão.Jebel Ali fica perto de Ormuz, um estreito crucial para o transporte de petróleo, que se encontra atualmente em alerta máximo devido ao conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.Lusa.Teerão ameaça fazer de Ormuz um estreito intransitável.O preço do petróleo Brent, referência global, voltou a subir hoje acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.Por volta das 03h00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do estreito de Ormuz.A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.Lusa.Montenegro anuncia que Portugal vai disponibilizar 10% das reservas de petróleo.Um grupo de piratas informáticos ligados ao Irão reivindicou a autoria de ataques cibernéticos contra duas empresas dos Estados Unidos (EUA): a fornecedora de equipamento médico Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.Na quarta-feira, o grupo, denominado Handala Hack, justificou na rede social X o primeiro ataque citando os laços da Stryker com Israel, uma vez que o conglomerado industrial adquiriu uma empresa israelita em 2019.Num documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a Stryker reportou um "incidente de cibersegurança" que causou "interrupção global" nas aplicações da tecnológica Microsoft dentro da empresa.Embora acredite que "o incidente está contido", a empresa, com sede no estado de Michigan (nordeste), indicou que o calendário para restaurar todas as funções "ainda não foi estabelecido".O grupo Handala Hack apresentou a ação como retaliação pelo atentado bombista numa escola primária em Minab, no sul do Irão, a 28 de fevereiro, que matou mais de 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas.O ataque terá sido causado por um erro de coordenação das forças armadas norte-americanas ao atingirem uma base iraniana adjacente, de acordo com as conclusões preliminares de uma investigação militar interna divulgadas na quarta-feira pelo The New York Times.O presidente Donald Trump negou repetidamente a responsabilidade das forças armadas dos EUA.O coletivo Handala Hack reivindicou também a responsabilidade por outro ciberataque, desta vez contra a empresa de pagamentos eletrónicos Verifone.A empresa disse à agência de notícias France-Presse que não encontrou "nenhuma evidência de um incidente relacionado com esta reclamação" e que não sofreu "nenhuma interrupção de serviço para os seus clientes".Lusa.O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) informou o Congresso que a primeira semana da guerra com o Irão custou 11,3 mil milhões de dólares, adiantou na quarta-feira à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.O Pentágono apresentou a estimativa de 11,3 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) ao Congresso numa reunião informativa no início desta semana, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato.Os militares relataram ter gasto 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) apenas em munições no primeiro fim de semana da guerra.A administração Trump tinha indicado anteriormente que iria enviar ao Congresso um pedido de financiamento suplementar para a guerra, mas esta ideia parece ter arrefecido por enquanto, indicou a AP.O senador Roger Wicker, presidente republicano da Comissão de Serviços Armados do Senado, disse na quarta-feira que não esperava o pedido suplementar este mês.Trump tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente e defendeu na quarta-feira que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão."Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.Já o Exército israelita indicou na quarta-feira que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos da operação desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Conflito no Médio Oriente dura há já 13 dias e está a ter impacto no mercado energético, com a subida do preço do petróleo devido aos condicionamentos do tráfego marítimo no estreio de Ormuz.Veja no link abaixo como foi o dia de ontem: .Trump garante que Estados Unidos destruíram 28 navios lança-minas iranianos