Pentágono pondera enviar mais 10 mil soldados para o Golfo. Irão ameaça atacar hotéis com militares dos EUA

Trump anunciou a suspensão dos ataques a centrais energéticas iranianas durante 10 dias. Negociações estão a correr "muito bem", disse. Siga aqui as notícias sobre o conflito do Médio Oriente.
Pentágono pondera enviar mais 10 mil soldados para o Golfo. Irão ameaça atacar hotéis com militares dos EUA
EPA/ABIR SULTAN

Lançados seis mísseis balísticos em direção a Riade, dois foram intercetados, diz Arábia Saudita

A Arábia Saudita informou esta sexta-feira que foram lançados seis mísseis balísticos em direção a Riade, dois dos quais foram intercetados.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa saudita, citado pela agência Anadolu, quatro mísseis caíram nas águas do Golfo e em áreas desabitadas.

Guarda Revolucionária do Irão pede que civis abandonem áreas próximas das forças dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irão pediu esta sexta-feira aos civis que se mantenham afastados das zonas que albergam forças norte-americanas no Médio Oriente, quase um mês depois do início da guerra.

As forças norte-americanas e israelitas "estão a tentar usar locais civis e pessoas inocentes como escudos humanos", declararam os membros da Guarda no seu site Sepah News, depois de o Irão ter ameaçado atacar hotéis no Golfo.

"Recomendamos que abandonem urgentemente as zonas onde estão estacionadas tropas norte-americanas para que nenhum mal vos aconteça", acrescentaram.

Os militares iranianos alertaram na quinta-feira que os hotéis no Médio Oriente que acolhem tropas norte-americanas serão agora alvos na guerra contra Israel e os Estados Unidos.

Lusa

Ministro alemão revela "preparativos para um encontro direto" entre EUA e Irão no Paquistão

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, revelou que existiram "contactos indiretos" entre os Estados Unidos e o Irão e que um encontro entre representantes dos dois países deverá acontecer em breve no Paquistão.

"Com base nas minhas informações, houve contactos indiretos e foram feitos preparativos para um encontro direto", disse o ministro alemão, em declarações à rádio Deutschlandfunk, citado pela Reuters. "Aparentemente, isso deverá acontecer muito em breve no Paquistão", adiantou Johann Wadephul.

"A justiça deve ser feita". ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.   

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.

O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.

"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.

Lusa

Irão ameaça atacar hotéis onde estejam alojados militares dos EUA  

As Forças Armadas do Irão avisaram que os hotéis da região onde estejam alojados soldados norte-americanos podem ser considerados alvos legítimos.

Foi isso que disse, na quinta-feira, à televisão estatal o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi. "Quando todas as forças norte-americanas se instalam num hotel, então, da nossa perspectiva, esse hotel torna-se norte-americano", afirmou, segundo noticia o jornal Times of Israel.

"Devemos simplesmente ficar parados e deixar que os americanos nos ataquem? Quando respondermos, naturalmente, teremos de atacar onde quer que eles estejam", argumentou.

Israel lança nova vaga de ataques antes de reunião do Conselho de Segurança da ONU

Israel lançou uma vaga de ataques contra o Irão na madrugada de hoje, antes de uma reunião planeada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os bombardeamentos de infraestruturas civis iranianas.

A ofensiva visou locais "no coração de Teerão" utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, assim como lançadores de mísseis e locais de armazenamento no oeste do Irão, afirmaram os militares israelitas.

Fumo foi também avistado sobre Beirute, embora Israel não tenha reportado de imediato ataques contra a capital libanesa. Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel, com os militares a afirmar que estavam a trabalhar para intercetar mísseis iranianos.

O Irão continuou a disparar mísseis e drones contra os vizinhos árabes do Golfo, com sirenes a alertar para ataques no Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas à porta fechada sobre o Irão para hoje em Nova Iorque, de acordo com dois diplomatas da ONU que pediram para não ser identificados por a reunião não ser pública.

As mesmas fontes acrescentaram que a Rússia solicitou a reunião sobre os ataques israelo-americanos contra infraestruturas civis no Irão, com os Estados Unidos (EUA), que detêm a presidência do Conselho de Segurança, a agendar a reunião.

Lusa

Principal porto do Kuwait atingido por ataque de drones

O principal porto comercial do Kuwait foi hoje alvo de um ataque com drones inimigos, anunciaram as autoridades portuárias locais, esclarecendo que a infraestrutura de Shuwaikh teve somente danos materiais, sem quaisquer vítimas, em comunicado na rede social X.

"Os procedimentos de emergência previstos para tais casos foram acionados em coordenação com as autoridades competentes", declararam os responsáveis kuwaitianos, sem que o Irão se tenha pronunciado sobre eventual responsabilidade pelo ataque em causa.

As autoridades kuwaitianas afirmaram ter abatido dezenas de mísseis e drones disparados pelo Irão.

Lusa

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Poupados ou eliminados: as cartas fora do baralho de Israel

Dois navios da chinesa COSCO Shipping começam a atravessar estreito de Ormuz

Dois navios da transportadora chinesa COSCO Shipping começaram hoje a atravessar o estreito de Ormuz, dois dias após a empresa ter retomado as reservas de contentores com destino a vários países da região, informou a imprensa local.

Segundo o portal privado chinês Caixin, que cita fontes anónimas, os navios Indian Ocean e Arctic Ocean navegaram para fora do estreito, após terem ficado “retidos” no interior do Golfo Pérsico, exibindo o identificador “China Owner” e transportando maioritariamente contentores vazios.

As duas embarcações tinham previsto partir para a Malásia em meados de março, mas os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, bem como as represálias de Teerão, acabaram por resultar num bloqueio de facto do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos a nível mundial.

A informação indica, contudo, que os navios não seguirão a rota habitual, atravessando o estreito, mas sim um “corredor seguro” disponibilizado pelas autoridades iranianas, que implica um desvio para águas territoriais do país, entre as ilhas de Larak e Qeshm, na zona norte de Ormuz.

Uma das fontes citadas pela Caixin afirma que a COSCO deu prioridade ao regresso de cargueiros vazios, uma vez que, em caso de ataque durante a travessia, sofreriam menos danos do que os navios petroleiros da empresa presentes no Golfo Pérsico, que se encontram totalmente carregados.

Segundo o mesmo meio, ainda não é claro se será permitido a embarcações com carga atravessar aquelas águas, acrescentando que os navios aguardam os resultados das negociações entre Pequim e Teerão sobre essa possibilidade.

Um responsável de uma transportadora chinesa explicou que qualquer navio que pretenda utilizar o referido “corredor seguro” tem de contactar, através de intermediários, a Guarda Revolucionária iraniana e negociar o pagamento de uma taxa ou a prestação de serviços de transporte de bens.

De acordo com a consultora Lloyd's List Intelligence, pelo menos dois navios já terão pago essa taxa, alegadamente na moeda chinesa, o yuan.

Na quarta-feira, a COSCO anunciou que voltaria a aceitar novas reservas de contentores com destino a vários países do Médio Oriente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait e Iraque.

No dia seguinte, o cargueiro Aquarius atracou no porto de Sohar, em Omã, a cerca de 240 quilómetros a sul do estreito de Ormuz, transportando quase 200 mil toneladas de mercadorias destinadas aos países do Golfo.

Lusa

EUA ponderam enviar mais 10 mil soldados para o Golfo

O Pentágono está a considerar a possibilidade de enviar mais 10 mil soldados para o Médio Oriente, em plena guerra com o Irão, incluindo tropas terrestres, de acordo com notícia avançada quinta-feira pelo The Wall Street Journal.

A publicação, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa, informa que o destacamento inclui infantaria e veículos blindados para oferecer mais opções militares ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nem Trump nem o Pentágono descartaram uma operação terrestre na República Islâmica, o que suscitou mais ameaças de Teerão de intensificar os ataques contra Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico, bem como reforçar ainda mais o controlo sobre o Estreito de Ormuz e o de Bab al Mandeb, pontos-chave para o comércio global.

Há dias que se especula sobre a possibilidade de Washington avançar com destacamentos de soldados em locais como a ilha de Kharg, onde se encontra o principal centro petrolífero do Irão, uma decisão que pode suscitar uma rejeição significativa por parte da opinião pública norte-americana, de acordo com sondagens.

Lusa

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China adverte para riscos de ataque a instalações nucleares

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente “teria consequências incalculáveis” e mergulharia a região na miséria, numa reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

“Devemos impedir que o confronto se intensifique (...). Só um cessar-fogo imediato e o reinício do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas do conflito [entre o Irão e os EUA e Israel]”, afirmou na quinta-feira o chefe da diplomacia chinesa, que recebeu Rafael Grossi na quinta-feira, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O ministro salientou que a AIEA desempenha “um papel vital na governação nuclear mundial”, manifestou o desejo do seu país de reforçar a cooperação com a agência para salvaguardar o regime internacional de não proliferação e reiterou o desejo da China de fortalecer a ONU.

Lusa

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente. A 28 de fevereiro, EUA e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que, em retaliação, encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em território israelita, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

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