Viktor Orbán num dos seus últimos Conselhos Europeus, em fevereiro.
Viktor Orbán num dos seus últimos Conselhos Europeus, em fevereiro.FREDERIC SIERAKOWSKI / UNIÃO EUROPEIA

EUA ponderam apoiar Viktor Orbán para secretário-geral da ONU

Potencial candidatura do ex-primeiro-ministro da Hungria poderá ser feita em conjunto com Rússia e China.
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Membros da Administração Trump estarão a ponderar o nome do ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, com a candidatura a ser potencialmente apoiada pelos Estados Unidos, Rússia e China, três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, noticiou esta segunda-feira o Wall Street Journal. De recordar que o segundo mandato de António Guterres termina a 31 de dezembro.

De acordo com o mesmo jornal, ainda não foi tomada uma decisão definitiva sobre este tema, com uma fonte do Departamento de Estado norte-americano a dizer que conversas anteriores com Washington sugerem que a Rússia e a China também a apoiam a ideia. De recordar que Orbán tem uma relação próxima com Donald Trump e Vladimir Putin, mas também com Xi Jinping. “Se os EUA, a Rússia e a China querem a mesma coisa no Conselho de Segurança da ONU, geralmente conseguem”, adiantaram ao WSJ responsáveis ​​norte-americanos e de outro país.

Esta não é a primeira vez que Orbán, que foi derrotado nas eleições de abril após 16 anos no poder, é ligado nos últimos meses a uma posição nas Nações Unidas. Em maio, o jornalista de investigação húngaro Szabolcs Panyi noticiou que figuras ligadas ao movimento MAGA de Trump estavam a discutir formas de apoiar Orbán para um cargo de topo na ONU. Na altura, o porta-voz do Fidesz, Bertalan Havasi, classificou estas notícias como falsas.

Reagindo a esta notícia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse estar "certo de que Viktor Orbán, como Secretário-Geral da ONU, faria bom uso das habilidades magistrais de veto e chantagem que desenvolveu ao longo de anos sabotando decisões importantes da UE", numa referência aos constantes vetos impostos pelo antigo líder húngaro nas reuniões do Conselho Europeu a medidas de apoio a Kiev. "Podemos compartilhar com o resto do mundo a nossa grande experiência de levá-lo para tomar um café no momento certo", acrescentou Sybiha, recordando um episódio passado numa dessas reuniões dos líderes dos 27.

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