Primeiro-ministro da Estónia recebeu o secretário-geral da NATO em Talinn
Primeiro-ministro da Estónia recebeu o secretário-geral da NATO em TalinnFOTO: X/Kristen Michal

Estónia diz que ataque russo a país báltico ia acabar como o Estreito de Ormuz

Kristen Michal aludiu que o país fecharia o Mar Báltico em caso de ataque como os EUA fecharam o Estreito de Ormuz. Rutte diz que Rússia seria "estúpida" se o fizesse.
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O primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, apontou a situação no Estreito de Ormuz como um aviso para Vladimir Putin sobre o que aconteceria caso a Rússia decidisse invadir um país do Mar Báltico, como é o caso da Estónia, noticiou a agência EFE.

Reunido com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, Michal usou a comparação para comentar as declarações de Margus Tashkana, ministro dos Negócios Estrangeiros, que havia dito ao The Times na semana passada que a NATO conseguia cortar essa via marítima "numa questão de horas" caso haja um ataque direto a um país aliado, algo semelhante ao que os EUA estão a impor ao Irão.

"Diria que basta observar o que está a acontecer no Estreito de Ormuz para imaginar o que poderia acontecer aqui se a Rússia nos atacasse. Portanto, podem tirar as vossas próprias conclusões", disse Michal numa conferência de imprensa com Mark Rutte.

Rutte, por sua vez, disse que não acredita que a Rússia seja "estúpida" o suficiente para atacar qualquer país da NATO e disse que não veem nenhuma ameaça iminente contra o território da NATO". "E se detetássemos um aumento das forças militares russas, reagiríamos perante ele", acrescentou.

"Temos todos os planos preparados. Estamos prontos para isso. Temos forças de defesa avançada espalhadas por todo o flanco oriental da NATO", frisou ainda o secretário-geral da aliança, que prometeu defender "cada centímetro de território" aliado, "quer se encontre perto de Paris, de Tallinn, de Washington o de Ottawa".

Sobre o apoio à Ucrânia, Mark Rutte avisou que a mudança da estação exige também um reforço da assistência dos aliados à Ucrânia. "Com o inverno a aproximar-se e com a agressão da Rússia a não abrandar, os aliados têm de fazer mais, sobretudo no apoio à defesa aérea”, sublinhou.

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