O secretário-geral da NATO apelou esta terça-feira (29 de setembro) à “calma” dos aliados face aos ataques híbridos de Moscovo, garantindo que “estamos a investir na nossa defesa e a Rússia não está numa boa situação” e que a Aliança “dispõe de todas as opções de resposta de que necessitamos”, mesmo que “nem sempre sejam vistas publicamente”.Mark Rutte respondia assim a perguntas sobre recentes ações de sabotagem contra aliados da NATO, incluindo a Alemanha e a Lituânia, e no dia em que a Estónia atribuiu também à Rússia a autoria de um ataque incendiário contra uma empresa de defesa em agosto. E declarou claro que os aliados devem “seguir em frente e manter o apoio à Ucrânia, pois a melhor resposta a qualquer ação nesta ‘zona cinzenta’ do que a Rússia está a fazer é mais apoio à Ucrânia”.Mesmo assim, Mark Rutte alertou que “não devemos ser ingénuos em relação à Rússia”, sublinhando que Moscovo sabe que “somos mais fortes, e precisamos de garantir, ao prosseguir os nossos investimentos, que continuaremos mais fortes daqui a dois, três ou cinco anos”.“A Rússia continua a sua campanha imprudente de ações hostis contra os aliados da NATO. Tenta enfraquecer a nossa determinação e interromper o nosso apoio à Ucrânia. Mas a Rússia está a falhar. Está a falhar no campo de batalha na Ucrânia e a falhar em minar a nossa unidade e o apoio à Ucrânia. A nossa mensagem a Moscovo é clara: faremos ainda mais pela Ucrânia, e não menos”, concluiu Rutte. No campo de batalha, a Rússia continua também os seus ataques contra Kiev e a outras regiões, o que levou esta terça-feira o líder da diplomacia ucraniana a condenar o “terror da Rússia contra a Ucrânia”, que, segundo Andrii Sybiha, “se intensifica a cada dia”. “Esta é uma escalada deliberada por parte da Rússia, em vez de aceitar as ofertas da Ucrânia para um cessar-fogo, negociações e o fim da guerra. A rejeição da paz por Putin deverá trazer consequências para a Rússia”, disse Sybiha.A Reuters noticiou que Moscovo planeia gastar 17,1 biliões de rublos (cerca de 178 mil milhões de euros) com as suas forças armadas no próximo ano, um aumento de cerca de 27% em relação ao valor orçamentado anteriormente e que será a maior despesa de Moscovo com as suas forças armadas desde o início da invasão da Ucrânia. Neste sentido, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que alarga as forças armadas do país em 15.500 efetivos, elevando o contingente total de Moscovo para 2.441.630 pessoas..Tensão alta no Báltico. Drone abatido na Lituânia, foguetes disparados contra helicóptero dinamarquês.Drone russo atinge edifício da Academia das Ciências de Kiev: um morto e seis feridos, incluindo três crianças