Steve Witkoff, enviado especial dos EUA
Steve Witkoff, enviado especial dos EUAEPA/LUDOVIC MARIN / POOL MAXPPP OUT

Enviado dos EUA vai encontrar-se com Putin esta quinta-feira. "Esperamos ter algo bom para anunciar em breve"

Steve Witkoff vai fazer-se acompanhar por Jared Kushner, genro de Donald Trump, na viagem desta quinta-feira (22 de janeiro) a Moscovo, onde vai encontrar-se com o líder russo.
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O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, anunciou que vai estar esta quinta-feira (22 de janeiro) em Moscovo para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, numa nova ronda de conversações sobre a guerra na Ucrânia.

"Estamos a aproximar todos... espero que tenhamos algo de bom para anunciar em breve”, afirmou Witkoff que vai fazer-se acompanhar por Jared Kushner, genro de Donald Trump, nesta viagem à Rússia.

Em entrevista à CNBC, o enviado especial dos EUA disse que esta reunião foi pedida pelo lado russo, o que considera ser "uma declaração significativa" da parte de Moscovo.

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Witkoff afirmou que foram registados "muitos progressos nas últimas seis a oito semanas", dando conta que ele e Kushner vão encontrar-se, na noite desta quarta-feira, com uma delegação ucraniana, na véspera da viagem a Moscovo, revelou à margem do Fórum Económico de Davos, na Suíça, que vai contar com a participação de Donald Trump.

No encontro com a comitiva de Putin, o enviado especial do presidente norte-americano espera que sejam alcançados avanços nas questões territoriais.

Em relação ao nosso plano de paz de 20 pontos, estamos a melhorá-lo e a harmonizá-lo, e penso que estamos agora nos acordos territoriais - esse tem sido o elefante na sala", admitiu na mesma entrevista, tendo manifestado confiança de que Putin irá assinar um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia, em curso há quase quatro anos.

A 15 de janeiro, recorde-se, o presidente russo disse esperar um acordo de paz “o mais depressa possível”, durante uma cerimónia no Kremlin com dez embaixadores europeus.

As garantias de segurança, exigidas pela Ucrânia, e a cedência por parte de Kiev de território, reclamada por Moscovo, têm sido obstáculos no caminho para alcançar um acordo de paz.

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