O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, anunciou que vai estar esta quinta-feira (22 de janeiro) em Moscovo para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, numa nova ronda de conversações sobre a guerra na Ucrânia. "Estamos a aproximar todos... espero que tenhamos algo de bom para anunciar em breve”, afirmou Witkoff que vai fazer-se acompanhar por Jared Kushner, genro de Donald Trump, nesta viagem à Rússia. Em entrevista à CNBC, o enviado especial dos EUA disse que esta reunião foi pedida pelo lado russo, o que considera ser "uma declaração significativa" da parte de Moscovo. .Zelensky propõe exército europeu com três milhões de soldados. Witkoff afirmou que foram registados "muitos progressos nas últimas seis a oito semanas", dando conta que ele e Kushner vão encontrar-se, na noite desta quarta-feira, com uma delegação ucraniana, na véspera da viagem a Moscovo, revelou à margem do Fórum Económico de Davos, na Suíça, que vai contar com a participação de Donald Trump. No encontro com a comitiva de Putin, o enviado especial do presidente norte-americano espera que sejam alcançados avanços nas questões territoriais. “Em relação ao nosso plano de paz de 20 pontos, estamos a melhorá-lo e a harmonizá-lo, e penso que estamos agora nos acordos territoriais - esse tem sido o elefante na sala", admitiu na mesma entrevista, tendo manifestado confiança de que Putin irá assinar um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia, em curso há quase quatro anos. A 15 de janeiro, recorde-se, o presidente russo disse esperar um acordo de paz “o mais depressa possível”, durante uma cerimónia no Kremlin com dez embaixadores europeus. As garantias de segurança, exigidas pela Ucrânia, e a cedência por parte de Kiev de território, reclamada por Moscovo, têm sido obstáculos no caminho para alcançar um acordo de paz. .Garantias de segurança para a Ucrânia “praticamente finalizadas”, diz enviado especial dos EUA.Putin espera acordo de paz "o mais depressa possível" e normalizar relações com Europa