Para o presidente francês, a invasão da Ucrânia é um "triplo fracasso para a Rússia" ao nível "militar, económico e estratégico". Numa longa mensagem divulgada nas redes sociais, Emmanuel Macron referiu-se a "quatro anos de uma guerra de agressão", num "flagrante desafio ao direito internacional, à soberania de um povo e à vida humana".São quatro anos "de cidades atingidas, escolas e hospitais destruídos, infraestruturas energéticas metodicamente visadas para mergulhar as famílias no frio e no terror", com "15.000 civis ucranianos mortos" e "milhares de crianças ucranianas arrancadas à sua terra e às suas famílias"."E, no entanto, durante quatro anos, a Ucrânia manteve-se firme e resistiu", assinala Macron, indicando que "mais de 1,2 milhões de soldados russos foram feridos ou mortos - o maior número de baixas russas em combate desde a Segunda Guerra Mundial".E promete: "Para aqueles que pensam que podem contar com o nosso cansaço: estão enganados. Estamos, e vamos manter-nos, ao lado da Ucrânia". No que se refere à assistência financeira, militar, humanitária e energética, Macron diz que "a Europa já mobilizou 170 mil milhões de euros".Recorda que, em dezembro, no Conselho Europeu, foi acordado "um empréstimo de 90 mil milhões de euros para fornecer à Ucrânia um financiamento previsível nos próximos dois anos". "Não há justificação para questionar este acordo. Devemos agora cumpri-lo", defende Macron..O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que o povo ucraniano "resiste com coragem admirável, há quatro anos, a uma agressão ilegal e de enorme brutalidade pela Federação Russa"."Apesar do efeito devastador dos ataques crescentemente violentos da Rússia, os ucranianos entram no quinto ano da guerra com uma determinação cada vez mais forte, provando que a resiliência da Ucrânia nunca deveria ter sido subestimada", refere a nota publicada no site da Presidência da República.Marcelo Rebelo de Sousa afirma que "no quadro da União Europeia, o apoio político, militar, humanitário e financeiro de Portugal à Ucrânia mantém-se inabalável". "Com os nossos parceiros europeus e internacionais, continuaremos a prestar a assistência pelo tempo que for necessário, para que a Ucrânia seja forte e resiliente contra agressões. Continuaremos, do mesmo modo, a respaldar a adesão da Ucrânia à União Europeia e o caminho até à adesão", destaca.Para o chefe de Estado português, "os ucranianos e ucranianas merecem uma paz justa e duradoura, que respeite a independência, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, mas também que garanta a sua segurança a longo prazo, incluindo a capacidade de defesa". "Continuaremos a apoiar os esforços internacionais fazendo pressão sobre a Rússia para que cesse a agressão e se comprometa com um processo negocial que conduza a acordo de paz, baseado no direito internacional e na Carta das Nações Unidas", lê-se na nota."Esperamos que 2026 traga um fim justo a esta guerra. Portugal permanecerá, sempre, ao lado da Ucrânia e dos ucranianos", diz Marcelo Rebelo de Sousa..Guerra na Ucrânia. Quatro anos e mais quanto tempo?.Portugal está ao lado da Ucrânia e espera que este ano seja possível alcançar um acordo para cessar a guerra, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, ao assinalar os quatro anos da invasão do país pela Rússia.“São quatro anos de sofrimento para todo o povo da Ucrânia, os seus militares, mas também para imensos alvos civis”, disse Paulo Rangel, numa mensagem publicada nas redes sociais, na qual destaca que o grau de destruição causado pela guerra é enorme. .“A violação do direito internacional, da soberania, da integridade territorial e da Carta das Nações Unidas, de valores em que todos acreditamos é verdadeiramente dramática”, sublinhou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, considerando que a invasão russa da Ucrânia, em larga escala, criou “uma nova etapa na vida internacional”.Paulo Rangel lembrou que Portugal tem uma grande comunidade ucraniana e que tem estado ao lado do país, com apoio humanitário, financeiro e militar.“Acreditamos no futuro europeu da Ucrânia”, reafirmou o titular dos Negócios Estrangeiros, acrescentando: “Celebramos estes quatro anos com tristeza, com preocupação, mas também acreditando que, em 2026, seja possível um acordo de paz, sustentável, duradouro, justo”.A Rússia anexou a Península da Crimeia, em 2014, e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.Lusa.Orbán fura plano de empréstimo à Ucrânia e veta sanções contra a Rússia.O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o líder da Rússia Vladimir Putin não alcançou os objetivos de guerra na Ucrânia, quatro anos após a invasão russa do país."Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano. Não ganhou esta guerra", disse Zelensky, numa mensagem vídeo, gravada no 'bunker' do gabinete presidencial ucraniano.. "Preservámos a Ucrânia e tudo faremos para alcançar a paz e para que a justiça seja feita. Queremos paz, uma paz forte, digna e duradoura", acrescentou o chefe de Estado.O líder recordou uma conversa telefónica que teve, em 24 de fevereiro de 2022, com o então presidente dos EUA, Joe Biden, na qual lhe disse que não fugiria da Ucrânia e que precisava de armas."Falei com o Presidente Biden aqui, e também o ouvi dizer: 'Volodymyr, há perigo, precisas de sair da Ucrânia urgentemente. Estamos prontos para te ajudar com isso'. E eu respondi que precisava de armas, não de um táxi", disse Zelensky.Lusa.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegaram hoje a Kiev para assinalar a coragem ucraniana e o apoio da UE ao país quatro anos após a invasão russa.“Quatro anos de uma guerra de agressão injusta, quatro anos de coragem ucraniana inabalável, quatro anos de apoio europeu incondicional. Uma determinação comum: garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. É por isso que estamos hoje aqui em Kiev”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X na sua chegada à capital ucraniana. . Ursula von der Leyen apontou no X que está em Kiev “pela décima vez desde o início da guerra” da Ucrânia causada pela invasão russa em 24 de fevereiro de 2022 “para reafirmar que a Europa está firmemente ao lado da Ucrânia, financeiramente, militarmente e durante este inverno rigoroso” e “para sublinhar o compromisso duradouro com a luta justa da Ucrânia”. .A líder do executivo comunitário adiantou querer ainda "enviar uma mensagem clara ao povo ucraniano e ao agressor", de que a União Europeia não desistirá "até que a paz seja restaurada", mas uma "paz nos termos da Ucrânia".Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia deslocam-se hoje a Kiev para assinalar o quarto aniversário da guerra na Ucrânia, enquanto o Parlamento Europeu organiza uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas.Através do X, a presidente da assembleia europeia, Roberta Metsola, recordou: “Quatro anos de coragem inquebrantável, quatro anos de ucranianos mantendo-se firmes sob imensa pressão, quatro anos de uma nação que se recusa a ceder, quatro anos de Europa firme no seu apoio”."A história lembrará a valentia e a solidariedade daqueles que se mantiveram ao lado deles", adiantou Roberta Metsola, que irá presidir a uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra.Lusa.Bom dia, Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia no dia em que se assinala os quatro anos da invasão russa. A 24 de fevereiro de 2022, Moscovo lançou uma operação militar em grande escala contra o território ucraniano. "Desnazificar" e "desmilitarizar” o país vizinho foram alguns dos argumentos do presidente russo, Vladimir Putin, para justificar o que considerou ser uma "operação militar especial". .A operação russa de quatro dias leva quatro anos, e sem fim à vista