Conselheiro de líder supremo do Irão acusa Trump de "trair a diplomacia pela terceira vez"
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Conselheiro de líder supremo do Irão acusa Trump de "trair a diplomacia pela terceira vez"

Mohsen Rezaei crítica o presidente dos EUA por manter o bloqueio naval aos portos iranianos e por fazer "exigências excessivas".
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"Como era de esperar, o presidente dos Estados Unidos está a trair a diplomacia pela terceira vez", afirmou este sábado, 30 de maio, um conselheiro do líder supremo do Irão.

Mohsen Rezaei considerou que ao manter o bloqueio naval aos portos iranianos e ao fazer exigências excessivas o presidente norte-americano mostra que pretende obter outros objetivos nas negociações entre os dois países.

A posição de Rezaei foi divulgada nas redes sociais numa altura em que se mantém a incógnita sobre o resultado dos esforços diplomáticos entre EUA e Irão. Fonte da Casa Branca fez saber, no entanto, que Donald Trump só assinará um acordo com o regime de Teerão se as suas “linhas vermelhas” forem cumpridas.

"Ao manter o bloqueio naval e ao fazer exigências excessivas nas negociações, provou mais uma vez que não é um homem de negociação e que está a perseguir outros objetivos", acusou Mohsen Rezaei, conselheiro militar do ayatollah Mojtaba Khamenei, citado pelo The Times of Israel.

Donald Trump afirmou na sexta-feira que iria tomar uma decisão após a reunião com os seus principais conselheiros para decidir o rumo da guerra com o Irão. Mas depois das reunião de duas horas, apenas foi noticiado que o presidente norte-americano só daria luz verde a um memorando de entendimento se o Irão não ultrapassasse aquilo que considerou linhas vermelhas.

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Trump apenas assinará um acordo com o Irão se as suas “linhas vermelhas” forem cumpridas

Antes da referida reunião, Trump elencou os vários pontos em cima da mesa e que deveriam constar de um acordo de cessar-fogo, entre os quais destaque para a questão nuclear. Além de referir que "o Irão tem de concordar que jamais terá uma arma ou bomba nuclear", disse que "o estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto, sem portagens, ao tráfego marítimo livre em ambas as direções".

"O material enriquecido, às vezes chamado de 'poeira nuclear', que está enterrado no subsolo, com montanhas praticamente colapsadas devido ao poderoso ataque com bombardeiros B-2 há 11 meses, será desenterrado pelos Estados Unidos", tendo em conta que é "o único país, juntamente com a China, com capacidade mecânica para fazê-lo", afirmou o presidente dos EUA. Disse ainda que estes trabalhos serão feitos "em estreita coordenação e conjunto com a República Islâmica do Irão e com a Agência Internacional de Energia Atómica" para que depois o "material enriquecido" seja "destruído".

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