O Presidente da República, António José Seguro, durante a sua intervenção na sessão de encerramento do 4.º BOOK 2.0 - O Futuro da Leitura, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa
O Presidente da República, António José Seguro, durante a sua intervenção na sessão de encerramento do 4.º BOOK 2.0 - O Futuro da Leitura, no Centro Cultural de Belém, em LisboaTIAGO PETINGA/Lusa

Seguro pede novo impulso nas políticas de educação para a leitura

Presidente da República defende que o país não se pode conformar perante os problemas apontados pelos resultados mais recentes do PISA.
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O Presidente da República pediu esta quarta-feira, 16 de setembro, um novo impulso nas políticas de educação para a leitura, defendendo que o país não se pode conformar perante os problemas apontados pelos resultados mais recentes do PISA.

"Quarenta anos depois da criação da Rede de Leitura Pública, é necessário um novo impulso nas políticas de educação para a leitura e para o enriquecimento cultural. Isso fará de nós uma nação que lê. É um trabalho que diz respeito à escola, em primeiro lugar, mas também à família e a cada um de nós, portugueses", declarou António José Seguro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O chefe de Estado, que discursava na quarta edição do encontro Book 2.0, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), apelou, por outro lado, à valorização da língua portuguesa no espaço mediático e da política e também em encontros como este – que tem nome em inglês – e insistiu na importância das "palavras do meio".

Na sua intervenção, António José Seguro referiu-se aos "estudos PISA recentemente conhecidos" que apontam para uma "diminuição da taxa de literacia bem como, em muitos países desenvolvidos, o abandono da leitura como fonte de prazer ou como atividade cultural dominante", de que decorrem "o declínio das competências cognitivas e o declínio da literacia em ciência ou em matemática".

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"Este tempo pode ser, como dizem algumas vozes, o tempo de um certo conformismo diante desses números pouco agradáveis", comentou.

"Portugal enfrenta agora a revelação desse declínio, que está sustentado em números, em estudos e em previsões. Nesta matéria não podemos conformar-nos, nem desistir dos combates pela leitura e, mais do que isso, pela qualidade da leitura, o que são coisas diferentes", defendeu, em seguida.

O chefe de Estado considerou que a leitura "é um antídoto contra a exclusão e a ignorância, o mais perigoso dos vírus em democracia" e que "uma nação que lê é mais poderosa e está mais bem preparada para os desafios do seu tempo".

"Acredito que uma nação que lê promove a inteligência humana e não fica passivamente à espera dos benefícios e facilidades da inteligência artificial. Acredito que uma nação a ler, e a ler bons livros, é mais resistente às ventanias do populismo, da desigualdade, da ignorância, da injustiça e do esquecimento. Esse é um desafio para os próximos anos", acrescentou.

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