Stephen Eustáquio, com o número 7, deu o apuramento ao Canadá.
Stephen Eustáquio, com o número 7, deu o apuramento ao Canadá.SCOTT STRAZZANTE/EPA

Mundial 2026: I Liga ainda não viu grande valorização de ativos

Diogo Costa e Eustáquio (FC Porto), Maxi Araújo (Sporting) e Aursnes (Benfica) são os que têm tido mais minutos para sobressair.
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O plano das principais equipas portuguesas com a representação no Mundial 2026 seria a valorização dos ativos, de modo a poder perfazer um valor mais alto em transferências. Mas o certo é que, dos 32 atletas presentes, poucos podem dizer que foram preponderantes e ganharam mercado. O DN faz um balanço da prestação dos convocados via campeonato português.

Em Portugal, Diogo Costa tem sido o mais unânime beneficiado e o FC Porto pode lucrar com essa subida de valor. Eustáquio, autor de um golo que valeu apuramento ao Canadá, também pode ganhar interessados e os dragões têm intenção de o transferir depois de terem cedido por empréstimo na época passada. Outro portista, Deniz Gül saiu cedo da prova, com a Turquia eliminada logo na fase de grupos (somou apenas 35 minutos, distribuídos por dois jogos, sempre como suplente utilizado).

Do lado do Sporting, também Diomande teve pouco tempo no Mundial, participando em apenas um jogo da já eliminada Costa do Marfim. Debast (Bélgica) tem passado anónimo, sem minutos; tal como Rui Silva e Inácio por Portugal. Trincão foi apenas suplente utilizado. A maior valorização estará em Maxi Araújo, que foi até apontado ao Chelsea, apesar de o Uruguai desiludir e ficar pela fase de grupos, prejudicando, também, a visibilidade do reforço leonino Zalazar. Luis Suárez tem sido titular na Colômbia, mas ficou em branco na fase de grupos e até ouviu críticas na imprensa local. Dava-se conta da possibilidade de o avançado ser trunfo eleitoral nas eleições do Fenerbahçe, mas Hakan Safi perdeu o sufrágio e o Sporting tem convicção de que terá o avançado em 2026/27.

Quanto ao Benfica, nem Richard Ríos (Colômbia) nem Schjelderup (Noruega) têm sido primeiras opções, ao contrário de Aursnes (titular em três encontros da Noruega e jogador benfiquista com maior visibilidade na prova). Dedic (Bósnia) caiu cedo, mas foi sempre opção; Lukebakio tem passado despercebido na Bélgica (1 jogo) e Tomás Araújo foi titular com a RD Congo, mas saiu do onze português com a recuperação física de Rúben Dias.

Referência ainda para o central bracarense Lagerbielke, que participou nos quatro jogos da Suécia no Mundial, sendo totalista até à eliminação perante a França. É um destaque positivo, tal como os atletas cabo-verdianos, divididos por sete clubes nacionais. Destaque principal para Vozinha, do Chaves.

Diga-se que também os clubes portugueses estão atentos ao mercado e aos jogos no Mundial 2026. Puerta, da Colômbia, entrou no radar do FC Porto e tem sido titular na equipa que passou em primeiro no Grupo K. Nakamura, extremo do Japão, com um golo marcado, era também um jogador avaliado, mas pelo Benfica.

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