Também o diretor dos Serviços de Gestão Financeira e Patrimonial da Polícia Judiciária, Álvaro Pires, teve obras particulares levadas a cabo pelo mesmo empreiteiro que realizou trabalhos para a Polícia Judiciária (PJ) e nos montes em Odemira de Luís Neves, apurou a investigação do Nascer do Sol/TVI/CNN Portugal.Como foi noticiado, foi precisamente Álvaro Pires que terá dito ao empreiteiro João Carvalho que a PJ não tinha onde albergar os bidões com produtos químicos associados ao fabrico de cocaína e a quem o dono da Construbarcelos terá sugerido guardar o material no seu armazém. A proposta acabou por ser validada pelo então diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, que assumiu a decisão e justificou-a com a falta de alternativas.Na Charneca de Caparica, no concelho de Almada, onde vive o diretor financeiro da PJ, os moradores confirmaram aos acima citados órgãos de comunicação social ter assistido a obras recentes na habitação, sendo que um deles fotografou e filmou uma carrinha que, através da matrícula, foi possível identificar como pertencente à Construbarcelos, a empresa de João Carvalho. A viatura, da marca Fiat, terá permanecido estacionada naquela rua durante várias semanas.Um morador identificou também o empreiteiro João Carvalho como o homem que aparecia sempre que apitava pela a tal carrinha e outras estorvarem o trânsito. Já João Carvalho garantiu que não executou quaisquer obras em residências de outros altos dirigentes da PJ que não Luís Neves. A Construbarcelos faturou cerca de 2,3 milhões de euros em 17 contratos relacionados com obras para a PJ entre 2020 e 2025, nomeadamente em Évora e na Guarda..Luís Neves diz-se tranquilo com auditoria à PJ e garante ter sido ele a pedir apreciação do Tribunal de Contas.Presidente da República espera conhecer rapidamente resultados da auditoria à PJ.Ministra da Justiça manda auditar PJ enquanto Luís Neves enfrenta processo no Tribunal de Contas