A precipitação é a principal preocupação nos próximos dias, afirmou esta terça-feira, 10 de fevereiro, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), no habitual briefing. Mário Silvestre lembrou que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) está com aviso laranja para chuva, o que “numa situação normal, seria um episódio normal de inverno”. No entanto, não é”, alertou, referindo o impacto que a chuva terá nos cursos de água, já muito saturados.Os rios Mondego, Sorraia, Tejo, Vouga e Sado continuam a ter risco significativo de inundação. Juntam-se a estes os rios Minho, Coura, Lima, Câvado, Ave, Douro, Lis, Sousa, o Tâmega, Nabão e Guadiana, indicou o responsável. “É uma lista muito extensa dos principais cursos de água que, neste momento, são afetados ou, potencialmente, serão afetados por inundação. Vai de Norte a Sul do país”, destacou o responsável.Explicou que é preciso ter cuidado noutros "ribeiros, noutras zonas que têm afluentes a estes rios"."Não é uma situação apenas para as povoações mais ribeirinhas, mas é transversal a todas as pessoas que vivam nestas zonas", sublinhou no ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras.O comandante nacional da Proteção Civil reforçou o apelo para o cuidado redobrado nas possíveis situações de deslizamentos e quedas de árvores “nas zonas mais densamente arborizadas e nas zonas onde existem declives maiores no terreno”. "O solo encontra-se bastante instável, em virtude da precipitação e do acumulado de água", justificou, ao final da manhã, no ponto de situação. .Mau tempo já atingiu mais de 200 farmácias, algumas ainda a funcionar com gerador e satélite. Os rios Mondego, Sorraia, Tejo, Vouga e Sado continuam a ter risco significativo de inundação. Juntam-se a estes os rios Minho, Coura, Lima, o Câvado, Ave, Douro, Lis, Sousa, o Tâmega, Nabão e Guadiana, indicou o responsável. Explicou que é preciso ter cuidado noutros "ribeiros, noutras zonas que tem afluentes a estes rios"."Não é uma situação apenas para as povoações mais ribeirinhas, mas é transversal a todas as pessoas que vivam nestas zonas", sublinhou.Referiu que, entre o dia 1 de fevereiro e as 12h00 de hoje em Portugal continental, foram registadas 13.388 ocorrências, com mais de 46 mil operacionais no terreno, sendo a queda de árvore a ocorrência mais significativa, seguida de deslocação de massas e inundações.O comandante nacional da Proteção Civil alertou para a possibilidade de inundações potencialmente em áreas urbanas e junto aos cursos de água, deslizamentos de terra e colapsos de muros.Devido ao mau tempo, foram ativados 11 planos distritais, 125 planos municipais e 15 declarações de situação de alerta emitidas pelos municípios, indicou o comandante nacional da Proteção Civil, .Mais de 30 mil clientes da E-Redes sem energia e cerca de 70% do concelho de Arruda dos Vinhos sem água