André Ventura diz que a opinião do Chega "não pode ser silenciada, nem calada, nem judicializada como ameaça fundamental", mas pode ser combatida democraticamente.
André Ventura diz que a opinião do Chega "não pode ser silenciada, nem calada, nem judicializada como ameaça fundamental", mas pode ser combatida democraticamente.Foto: Gerardo Santos

Ventura acusa MP de atacar quem defende que "os ciganos não devem ter privilégios em Portugal"

O líder do Chega, sobre buscas em Albufeira, motivadas pela acusação de incitamento ao ódio dirigidas ao autarca Rui Cristina, alerta que "a opinião livre" transformou-se em "ameaças de prisão".
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André Ventura confirmou esta quarta-feira, 25 de novembro, em declarações nos Passos Perdidos, na Assembleia da República, que o Chega vai pedir esclarecimentos ao Ministério Público (MP) "sobre os motivos e os fundamentos que levaram" às buscas na Câmara de Albufeira, liderada por Rui Cristina, por alegado incitamento ao ódio.

As buscas no município têm a ver com declarações proferidas pelo autarca na Assembleia Municipal e que estão relacionadas com habitações e com a comunidade cigana. De acordo com André Ventura, a informação que chegou ao partido é a de "que os fundamentos que levaram a estas buscas foram declarações do autarca e presidente da câmara, numa Assembleia Municipal, no exercício do seu mandato, dizendo: 'Isso é para dar casas a ciganos e eu não vou alinhar nisso'."

"Se não se pode dizer que os ciganos não podem ter privilégios em Portugal, se não se pode dizer que os imigrantes devem cumprir as mesmas regras que os outros, se não se pode dizer que quem chega a Portugal tem que cumprir regras e isso deixa de ser combate político e passa a ser crime, prendam-nos", insistiu andré Ventura, aludindo às declarações de Rui Cristina.

"Mais vale acabar com isto que é a charada de uma democracia, de fingir que estamos em democracia, quando na verdade um partido se aproxima do poder, acabam com ele", considerou o líder do Chega, enquanto punha em causa o "sentido de democracia" das autoridades.

"Goste-se mais ou menos do Chega, é um partido democrático, democraticamente eleito, com o voto de mais de um milhão e meio de pessoas", lembrou.

André Ventura evocou ainda o episódio do "engenho explosivo" lançado contra manifestantes, durante o fim de semana, que participavam na Marcha Pela Vida, acusando: "Aí não vimos nem buscas, nem ação coerciva da polícia, nem das autoridades. Parece que hoje, em Portugal, a polícia, as autoridades, por ordem de alguém, estão focadas em perseguir quem está à direita, por algum motivo."

André Ventura diz que a opinião do Chega "não pode ser silenciada, nem calada, nem judicializada como ameaça fundamental", mas pode ser combatida democraticamente.
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