Detido por atirar 'cocktail molotov" contra manifestação responde por posse de arma proibida
ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Detido por atirar 'cocktail molotov" contra manifestação responde por posse de arma proibida

O suspeito está sujeito a apresentações diárias às autoridades e à proibição de frequentar as imediações do parlamento.
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O homem detido no sábado após ter alegadamente atirado um 'cocktail molotov' contra a Marcha Pela Vida, em Lisboa, é suspeito do crime de posse de arma proibida, informou esta terça-feira, 24 de março, a Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Após o interrogatório [em tribunal], foi indiciado pelo crime de detenção de arma proibida e sujeito às medidas de coação de apresentações diárias às autoridades e proibição de frequentar as imediações da Assembleia da República", indicou, em resposta à Lusa, a PGR.

Na segunda-feira, fonte policial dissera já à Lusa que o suspeito tinha ficado sujeito a apresentações diárias às autoridades e à "proibição de frequentar o local da prática dos factos", que a PGR precisou ser as imediações do parlamento.

Um 'cocktail molotov' é um engenho incendiário artesanal fabricado com uma garrafa de vidro, líquidos inflamáveis e um pano embebido no mesmo combustível.

O suspeito do arremesso é um homem de 39 anos, que não participava no protesto, e que terá atirado um 'cocktail molotov' com gasolina na direção dos manifestantes, referiu no domingo, em comunicado, a PSP.

O engenho incendiário não deflagrou, mas gerou "um clima de alarme e perturbação no local", tendo algumas pessoas sido atingidas pelo líquido inflamável.

No momento do arremesso, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas “num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”.

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A Marcha pela Vida, realizada no centro de Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou no domingo o incidente, que classificou como uma demonstração de “extremismo violento”, e elogiou a “pronta intervenção da PSP”.

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