Sede da RTP em Lisboa.
Sede da RTP em Lisboa.FOTO: Álvaro Isidoro

Três deputados do Chega vão integrar Conselho de Opinião da RTP

Eleição que tinha sido adiada, por dúvidas sobre incompatibilidades, foi agendada para 8 de maio. Bernardo Pessanha, Jorge Galveias e Patrícia Carvalho estão na lista única negociada com PSD e PS.
Publicado a
Atualizado a

Os deputados do Chega Bernardo Pessanha, Jorge Galveias e Patrícia Carvalho estarão na lista única de dez representantes da Assembleia da República no Conselho de Opinião da RTP que será votada no dia 8 de maio.

A votação para este órgão externo foi adiada a 16 de abril, numa tarde marcada pela falha na eleição de Tiago Antunes para a Provedoria de Justiça. A decisão foi anunciada minutos antes da abertura das urnas pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e justificada pela falta de um parecer da Comissão Parlamentar de Transparência sobre alegadas incompatibilidades com o Estatuto dos Deputados.

A comissão parlamentar acabou por aprovar um parecer, redigido pelo deputado socialista Pedro Delgado Alves, que não apontou qualquer impedimento aos três elementos do grupo parlamentar do Chega. Dois dos quais, Bernardo Pessanha e Patrícia Carvalho, foram criticados por deputados de esquerda, durante a audição dos candidatos ao órgão consultivo da RTP, pelas suas ligações ao Folha Nacional, jornal oficial do partido de André Ventura.

Deste modo, os três parlamentares serão eleitos na lista consensualizada com o PSD e o PS. Os sociais-democratas indicaram o gestor cultural Rui Morais, o professor universitário João Paulo Faustino, a ex-diretora da Entidade Reguladora da Comunicação Social Maria de Fátima Lima e ainda Leonor Azevedo, enquanto os socialistas apostaram na professora universitária Felisbela Lopes e nas historiadoras Maria Inácia Rezola, comissária das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, e Simonetta Luz Afonso, antiga presidente da Assembleia Municipal de Lisboa.

Ainda sem agendamento parlamentar permanece a segunda votação para a Provedoria de Justiça, com o PS a manter silêncio quanto à alternativa que apresentará, depois de Tiago Antunes, professor da Faculdade de Direito de Lisboa e antigo secretário de Estado-Adjunto do Primeiro-Ministro e dos Assuntos Europeus, ter declarado publicamente a sua indisponibilidade para voltar a ir a votos. E também a eleição dos três lugares de juízes conselheiros em final de mandato no Tribunal Constitucional, aos quais se deverá juntar o atual presidente, José João Abrantes.

Sede da RTP em Lisboa.
Tiago Antunes falha eleição para provedor de Justiça
Sede da RTP em Lisboa.
Três maiores partidos entendem-se para adiar eleição do Constitucional
Diário de Notícias
www.dn.pt