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Tiago AntunesFOTO: Gerardo Santos

Tiago Antunes falha eleição para provedor de Justiça

Candidato apresentado pelo PS teve apenas 104 votos dos deputados que participaram nas eleições para os órgãos externos. Rui Rocha diz que foi uma "vitória da decência e humilhação para Hugo Soares".
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O candidato a provedor da Justiça Tiago Antunes, indicado pelo PS, falhou a eleição, obtendo apenas 104 votos dos deputados que participaram na votação que decorreu na tarde desta quinta-feira. Houve 86 votos em branco e 36 nulos, deixando o antigo secretário de Estado de António Costa, acusado pelo liberal Rui Rocha de ter participado na "máquina de intoxicação e manipulação da opinião pública" do Governo de José Sócrates, muito longe da maioria qualificada de dois terços que seria necessária.

Em declarações ao DN, Rui Rocha reagiu à falha na eleição para o cargo que está vago desde que Maria Lúcia Amaral se tornou ministra da Administração Interna, dizendo que foi "uma vitória da decência e uma humilhação para Hugo Soares, que se prestou ao papel de mendigar apoio para um candidato com passado ligado a José Sócrates e acabou derrotado pela própria bancada do PSD".

Os 104 votos de Tiago Antunes indiciam que os apelos de Hugo Soares para a mobilização do grupo parlamentar não surtiram efeito. O PS tem 58 deputados e os partidos à sua esquerda somam 12 parlamentares, pelo que poucos deputados social-democratas terão dado voto favorável ao candidato à Provedoria de Justiça.

Cabe agora aos socialistas decidir se voltam a apresentar o nome de Tiago Antunes ou se, perante a incapacidade de o professor da Faculdade de Direito de Lisboa, que já foi secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, ser confirmado por dois terços dos deputados, avança com outro nome.

A deputada socialista Isabel Moreira reagiu, através das redes sociais, ao chumbo de Tiago Antunes, escrevendo que "há poucos com currículo e postura ética e pessoal tão impecáveis", qualificando de "autores da campanha miserável" aqueles que contestaram a indicacação pelo PS de alguém que "não tem filiação partidária e foi secretário de Estado por entrega ao serviço público".

Pelo contrário, Pais Antunes foi reeleito para a presidência do Conselho Económico e Social com uma maioria clara, de 185 votos favoráveis.

(em atualização)

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