Os dois candidatos à segunda volta das eleições presidenciais encerram a campanha eleitoral a 320 quilómetros de distância e em registos bastante diferentes. António José Seguro fará um comício em Leça do Balio, perto da cidade do Porto, às 21h00, enquanto André Ventura se dirige ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Camarate, no concelho de Loures, às 22h00.Mais votado na primeira volta, com 31,12% dos votos, António José Seguro resolveu dedicar o último dia de campanha ao Grande Porto e encerrará no Lionesa Business Hub, no concelho de Matosinhos. Numa autarquia liderada pela socialista Luísa Salgueiro, o PS-Porto tem apelado à mobilização, tal como o candidato presidencial tem feito nos últimos dias, em relação ao eleitorado, repetindo que "nada está ganho se ficarmos em casa".Um aumento drástico da abstenção é a maior preocupação eleitoral de Seguro, apesar de todos os estudos de opinião o apontarem como o próximo Presidente da República. A sondagem DN/Aximage, revelada nesta quinta-feira, dá-lhe 35,1 pontos percentuais de vantagem em relação a André Ventura, com 65,4% de intenções de voto, contra 30,3% do rival, após distribuição de indecisos. Perto de Lisboa estará André Ventura, que chegou a planear fazer o arranque da pré-campanha para a segunda volta em Camarate, acabando por preferir fazer uma arruada pelas ruas de Sacavém, também no concelho de Loures. Segundo a sua campanha, a visita aos Bombeiros Voluntários de Camarate visa "acompanhar a prevenção das tempestades que se avizinham e a situação na Grande Lisboa".Já nesta tarde, o líder do Chega, que foi o segundo mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, com 23,52% dos votos, fará uma entrega de bens essenciais em Alcácer do Sal, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo que tem assolado Portugal. E um dos três, sendo os outros Arruda dos Vinhos e Golegã, em que os respetivos autarcas decidiram que a ida às urnas será adiada por uma semana.André Ventura defendeu nesta quinta-feira que o mesmo deveria ocorrer na totalidade do território nacional, "por uma questão de igualdade", mas a Comissão Nacional de Eleições afastou tal cenário, por impossibilidade legal, tendo o apelo sido reduzido a "uma pequena manobra" por António José Seguro, enquanto o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que "não há condições políticas" para declarar o estado de emergência que abriria a possibilidade de a segunda volta só decorrer a 15 de fevereiro. .Presidenciais: Almoço de Ventura teve carne de porco na ementa e eleição adiada na agenda.Presidenciais. O candidato que pede estabilidade política já não larga as críticas ao Governo