Presidente da Câmara de Lisboa respondeu a deputados municipais após chumbo da moção de censura do Chega.
Presidente da Câmara de Lisboa respondeu a deputados municipais após chumbo da moção de censura do Chega.Foto: Reinaldo Rodrigues

Lisboa. Deputados municipais do Livre pedem debate para avaliar ética da gestão de Carlos Moedas

Grupo municipal do partido avança com um pedido de agendamento para confrontar Carlos Moedas em sede de Assembleia esta quinta-feira. PSD não exclui recorrer da decisão e tensão sobe no município.
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Os deputados municipais do Livre em Lisboa avançaram com um pedido para um debate de atualidade, de modo a discutir a responsabilidade e ética na liderança da Câmara Municipal de Lisboa. Uma clara crítica dos dois eleitos à condução da capital por Carlos Moedas.

Em causa, pelo que o DN apurou, as nomeações de Mafalda Livermore, entretanto exonerada dos Serviços Sociais, a situação da vereadora Joana Baptista, que o Executivo mantém em funções apesar da polémica judicial envolvendo os almoços em Oeiras, e também Laplaine Guimarães, que liderava a Secretaria-Geral até 23 de março e foi um dos quatro detidos na Operação Lúmen. Os dois deputados municipais do Livre pretendem ver esclarecidas várias destas nomeações, além das já mencionadas alterações nos espaços culturais da cidade, como Rita Rato, comunista que deixou de dirigir o Museu do Aljube, e Francisco Frazão, que foi afastado do Teatro do Bairro Alto.

Segundo fonte consultada pelo DN, a inciativa do Livre acicatou os ânimos, levando o PSD a formular um protesto. Os sociais-democratas não afastam a possibilidade de recorrer da decisão de agendamento, que está marcado para esta quinta-feira.

Apoios sociais aprovados. Moção do Bloco para mobilização de património rejeitada

Esta quarta-feira (8), em sede de Câmara Municipal, a coligação de Carlos Moedas com a independente Ana Simões Silva, ex-Chega, aprovou "a abertura de candidaturas para o projeto Unidade Integrativa", que permitirá o acolhimento de 40 pessoas em situação de sem‑abrigo", divulgou o organismo. Foi ainda anunciado terem sido aprovados apoios financeiros ao Centro de Alojamento Temporário do Beato e para a resposta alimentar no Centro de Alojamento de Emergência da Manutenção Militar, medidas lançadas por Maria Luísa Aldim, vereadora pelo CDS-PP, com os pelouros da Inovação e Desenvolvimento Social.

Na reunião de Câmara desta quarta-feira, foi ainda votada uma proposta de um projeto imobiliário na Rua Braamcamp, com um preço por metro quadrado de cerca de 20 mil euros, e o Bloco de Esquerda, que votou contra, lembra que "a proposta não cumpre as regras urbanísticas em vigor, nomeadamente o Plano Diretor Municipal" e não "contempla qualquer compensação para o município em habitação de renda acessível", algo que BE, PS e Livre têm defendido.

O BE avançou com uma moção que foi chumbada pela coligação e Chega, que pedia "a mobilização do património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para habitação acessível".

PCP ataca nomeação direta de Pedro Mexia e ausência de concerto de celebração do 25 de abril

O Partido Comunista Português criticou que, pelo segundo ano consecutivo, não se realize um concerto de celebração do 25 de Abril. "Entendemos que está a ser levado à letra aquilo que foi dito pela deputada municipal do Chega na AML, a propósito da cultura, de que 'agora é a nossa vez de governar." João Ferreira insurgiu-se ainda por Gonçalo Reis ter afirmado que lhe era "indiferente existir ou não comemorações", entregando à EGEAC essa responsabilidade de decisão. Em sentido semelhante, apontou a queixa à escolha de Pedro Mexia, novo programador para o Festival 5L, que foi "direta e sem concurso."

O PCP viu ainda rejeitada uma moção para celebrar os 50 anos da Constituição e das primeiras eleições democráticas e João Ferreira, apesar de reafirmar "a importância do poder local democrático como conquista fundamental de Abril", teve resposta negativa de Gonçalo Reis, vice-presidente que atalhou que a coligação "não se revê em certas considerações políticas" dessa mesma moção. João Ferreira pede ainda respostas suplementares à questão das luminárias (veja mais aqui).

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