Escolas precisam de investimentos, como relataram ao DN na semana passada.
Escolas precisam de investimentos, como relataram ao DN na semana passada.Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Lisboa. Carlos Moedas apresenta plano de mil milhões de euros em 15 anos para intervenção nas escolas

Presidente lisboeta reuniu-se com ministro da Educação e leva esta quarta-feira proposta à reunião. Há previsão de intervenção em 49 escolas. DN noticiou necessidades urgentes em três dezenas.
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Carlos Moedas reuniu com o ministro da Educação, Fernando Alexandre, e vai levar um documento estratégico à Câmara Municipal de Lisboa que prevê um importante aumento de investimento para o parque público escolar. Pelo que o DN pôde saber, será aplicado na carta educativa, com impactos no Plano Diretor Municipal, uma intervenção a fundo, ainda que com planos a 15 anos, ou seja, que transcendem o mandato de Carlos Moedas, que governa Lisboa desde 2021.

Nesse plano, prevê-se a intervenção em 49 escolas nos próximos 15 anos, num investimento que rondará os 743 milhoes de euros. Estão ainda previstos 306 milhões de euros para novas escolas, no caso 12 a incluir no parque escolar. Neste caso, para essas cinco novas escolas prevê-se a conclusão em cinco anos, pelo que foi possível saber.

A proposta é apresentada pela coligação Por Ti, Lisboa, encabeçada por Moedas, com oito vereadores - agora reforçada por Ana Simões Silva, vereadora eleita pelo Chega, que passou a independente até ser incluída no Executivo com pelouros.

O mau tempo que assolou o país teve consequências também nas escolas da capital. Ao presidente da autarquia Carlos Moedas foram transmitidas várias preocupações vindas tanto de agrupamentos escolares como de associações de pais por todo o concelho. Vinte associações de pais responderam ao repto da vereadora Carolina Serrão, do Bloco de Esquerda, e mostraram-se alarmados com o estado das escolas, descrevendo um quotidiano prejudicado por falta de condições estruturais. Superaram as três dezenas as reivindicações se incluirmos os agrupamentos.

Vasco Moreira Rato, vereador do Urbanismo, Habitação e Edifícios Munciopais, disse há duas semanas em sede de assembleia que “não há problemas estruturais identificados que coloquem em causa os utilizadores” e disse existirem “28 escolas consideradas prioritárias”, lembrando que o seria o “Estado a realizar 100% da despesa”, estimando-a em “mais de 600 milhões de euros” num parque escolar do município que tem 141 escolas. No Orçamento Municipal estimava em 38 milhões o investimento. Agora, avança-se com um orçamento de mil milhões de euros, ou seja, sensivelmente o valor de investimento de um ano inteiro do município, mas distribuído em 15 anos.

O Bloco de Esquerda salientou a necessidade de intervenção em 57 escolas, falando num financiamento, a crédito, de 83 milhões de euros no mandato anterior por não terem sido utilizados os fundos europeus devidos. Mas o partido advoga que só foram previstas obras em cinco escolas, de forma prioritária.

Foi divulgado ao DN que o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo de Mello Gonçalves (IL), está a par destas reivindicações e tem visitado escolas e reunido com representantes dos agrupamentos.

Como muitas escolas reconhecem também, em casos de avaria elétrica ou quedas de telhados e árvores, a resposta tem existido com alguma prontidão e equipas da energia e proteção civil têm sido acionadas. Sinalizam, porém, falta de divulgação dos relatórios e resolução operacional.

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