O Bloco de Esquerda reuniu este sábado a Mesa Nacional no Casal Vistoso, em Lisboa, e foram aprovadas as determinações levadas a debate por parte do seu coordenador, José Manuel Pureza.Criticando a reforma laboral proposta pelo Governo e o "autoritarismo no diálogo com a UGT", o Bloco pressiona o Presidente da República neste dossier, considerando que terá neste ponto "o teste do algodão". São palavras fortes expressas no documento, que colocam clara a pressão do BE no candidato mais votado em fevereiro e que se posicionou contrário à Lei Laboral como estava. Sabe-se, porém, que muito desse documento será alterado.Mencionando que a doutrina Trump se pauta por "sucessivas agressões económicas e militares", os militantes do Bloco de Esquerda aprovaram, em Mesa Nacional, a exigência para que o Governo "recuse qualquer alinhamento com os planos imperialistas de Trump e condene todas as agressões ilegais, proibindo o uso da Base das Lajes para qualquer apoio à agressão dos Estados Unidos da América contra o Irão." O Bloco enumera a estratégia de "divisão de terras" da Ucrânia, o ataque à Venezuela e o conflito com o Irão, mencionando ainda ameaças a Colômbia, México e Gronelândia, como exemplos recentes da atitude imperialista da administração Trump. No documento aprovado, o Bloco insurge-se ainda com a oscilância "entre a conivência e as afirmações falhadas de estratégia alternativa", aponta, criticando o "aumento dramático da despesa militar da Europa." As Lajes são para o Bloco prova de que Portugal foi "cúmplice" do ataque ao Irão. Além deste ponto, no qual se registou uma larga maioria a concordar com o posicionamento internacional do novo coordenador, também as propostas quanto ao custo de vida foram tema da reunião.Mencionando a "conquista do lay-off a 100%", o Bloco aprova coletivamente o pedido de "regulação dos preços dos combustíveis, do gás e do cabaz alimentar, da redução do IVA a zero nos bens alimentares essenciais", além de "um imposto sobre lucros extraordinários das petrolíferas, distribuidoras e banca", este último já um ponto salientado por outras coordenações do partido.O partido anuncia que "a recusa do pacote laboral é uma prioridade da luta social e do Bloco de Esquerda", comunicando que organizará, em parceria com o grupo parlamentar europeu The Left, um encontro de trabalho a 23 de maio para "consolidar uma resposta ao Governo através da participação e promoção de iniciativas amplas e unitárias para resistir ao ataque das direitas contra quem trabalha."No documento, ficaram ainda explícitas críticas ao governo e à direita do Parlamento pela tentativa de controlo das entradas para o Tribunal Constitucional, ainda em relação à legislação quanto às questões de género e ainda o assinalar pelo perigo pela falta de autonomia da Lusa e da fusão com a RTP. José Manuel Pureza, em conferência de Imprensa, atacou até uma "direita irmanada", mencionando que "o PSD tem de assumir uma posição quanto à revisão constitucional", que o Bloco, como se sabe, rejeita. No final da reunião, Pureza definiu ainda as três principais linhas de orientação do partido nesta fase. Em primeira fase, a "resposta política ao aumento do custo de vida", no segundo lugar na criação de "iniciativas plurais contra a guerra", mencionou o coordenador, terminando com a terceira alínea, o combate à revisão constitucional. Atacou ainda o PS por agora se apropriar e referir o fim dos vistos gold como meta, lembrando que "escusava o país de ter esperado dez anos."O documento foi aprovado apenas com dois votos contra..José Manuel Pureza estranha abstenções do PS às propostas do Bloco.José Manuel Pureza e Paulo Raimundo encontram-se e concordam na rejeição ao pacote laboral