O ministro da Administração Interna, Luís Neves
O ministro da Administração Interna, Luís NevesFoto: Gerardo Santos

Luís Neves não declarou rendimentos entre 2018 e 2024

O atual ministro da Administração Interna estava obrigado a apresentar essas declarações 60 dias após a tomada de posse como Diretor Nacional da Polícia Judiciária, em junho de 2018.
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Luís Neves não apresentou qualquer declaração de contas bancárias, terrenos, automóveis, investimentos financeiros e rendimentos entre 2018 e 2024, avançam o Nascer do Sol e a TVI.

O atual ministro da Administração Interna estava obrigado a apresentar essas declarações 60 dias após a tomada de posse como Diretor Nacional da Polícia Judiciária, em junho de 2018.

“Não existem neste tribunal quaisquer registos de declarações de rendimentos, interesses e património do dr. Luís António Trindade Nunes das Neves referentes ao período indicado”, refere o Tribunal Constitucional num esclarecimento citado por esses órgãos de comunicação social.

A primeira declaração apresentada por Luís Neves só surgiu depois de ter sido reconduzido para um terceiro mandato como chefe da PJ, em 2024, tendo apresentado nova declaração no ano seguinte, antes de entrar no Governo.

Refira-se que o atual governante omitiu a empresa da mulher quando ocupava o cargo de diretor nacional da PJ.

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta sexta-feira que o seu partido vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ no arranque da próxima sessão legislativa, em setembro.

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Em resposta, o MAI disse "ainda bem". "Ainda bem. Portanto, conforme já disse anteriormente, estou totalmente disponível para, em todos os fóruns, prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para se saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária”, declarou aos jornalistas em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, onde presidiu à sessão solene comemorativa do Dia do Município.

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Luís Neves reafirmou que, no seu tempo próprio, vai prestar os esclarecimentos que os portugueses merecem.

Questionado se colocou o seu lugar à disposição do primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sequência da polémica sobre as obras numa sua casa em Odemira e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos, o governante respondeu: “Eu, se sentisse que não tinha condições para estar neste lugar, não estava aqui a desempenhar o meu trabalho”.

Luís Neves foi diretor nacional da PJ entre 2018 e 2026 e tem estado envolto numa polémica relacionada com obras realizadas numa propriedade sua em Odemira pela empresa Construbarcelos, - anteriormente responsável por obras na PJ, quando era diretor nacional - e com um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga, posteriormente encontrado nas instalações da mesma empresa.

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