André Ventura, líder do Chega.
André Ventura, líder do Chega.Foto: Reinaldo Rodrigues

Chega insiste numa nova CPI a Luís Neves, mesmo tendo de mudar o requerimento: "quem fica a perder é o país"

André Ventura reuniu-se esta quinta-feira com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, depois do requerimento do Chega ter sido recusado no dia anterior.
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Optando pela segunda via, o líder do Chega, André Ventura, confirmou esta quinta-feira, 17 de setembro, que o partido vai avançar com uma nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao mandato de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna, quando era diretor nacional da PJ, depois de uma série de polémicas, como a relacionada com uma empresa de construção que assinara vários contratos de obras com a PJ e que Luís Neves contratou para obras numa casa sua em Odemira.

André Ventura confirmou que o partido, depois de falar com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que no dia anterior tinha recusado o requerimento do Chega para uma CPI a Luís Neves, vai "delimitar um pouco mais o objeto" da CPI, para ir ao encontro das preocupações de Aguiar-Branco, garantindo que há "escrupulosamente a separação do poder".

A preocupação do presidente da Assembleia da República era não interferir com outras investigações e instâncias criminais, confirmou André Ventura. E essa preocupação será acautelada, garantiu. No entanto, André Ventura observou que a preocupação de Aguiar-Branco "de não interferir com outros juízos de natureza criminal" não aconteceu "quando foi o caso do Novo Banco, nem da TAP, onde também havia processos criminais".

De qualquer modo, o líder do Chega assegurou que o partido vai "procurar encontrar uma formulação que permita que esta comissão parlamentar de inquérito avance sem perder a sua natureza e sem perder a sua identidade".

O líder do Chega considerou que a perspetiva de Aguiar-Branco "é um bloqueio institucional", motivo pelo qual, referiu, o Chega só tinha "duas hipóteses: ou desistimos, porque o Presidente da Assembleia da República não deixa, ou avançamos e temos que amenizar um pouco o nosso requerimento".

Optando pela segunda via, com o requerimento delimitado, André Ventura afirmou que, "quem vai ficar a perder é o país e é o Parlamento".

"Mas não há outra opção. E é importante que as pessoas compreendam isto, não há outra opção", insitiu.

"Não podemos obrigar a que seja constituída a comissão de inquérito. A lei diz que ela tem de ser sempre autorizada pelo presidente da Assembleia. Na nossa visão das coisas, uma comissão de inquérito é potestativa, precisamente por exigir um dever de reserva especial por parte da maioria", argumentou o líder do Chega,

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