Roberto Martínez não garante titularidade a Gonçalo Ramos no jogo contra a Espanha depois de o avançado, em pouco tempo, resolver a eliminatória contra a Croácia. Mas valorizou as entradas em campo, também de Francisco Conceição, Bernardo Silva e Semedo, logo aos 63 minutos. "Temos padrões de ataque com jogo interior, queríamos explorar, mas depois tínhamos de pedir mais largura e rapidez. Os Mundiais são isto, é sofrer muitas vezes. Temos jogadores com perfis muito diferentes. Não há um jogador no Mundial que possa bater o penálti como o Cristiano fez e não há outro ponta de lança com a força e capacidade de entrar na área como o Gonçalo Ramos. Arriscámos muito", destacou, acrescentando: "Gonçalo Ramos acrescenta sempre que entra. Utilizamos isso a nosso favor."O selecionador nacional afirmou também a satisfação por "30 minutos muito bons", precisou mesmo a "primeira parte fantástica" e não quis valorizar em demasia os momentos em que a equipa perdeu algum controlo. "Há sempre perigo contra uma equipa como a Croácia, que tem muita capacidade para utilizar a bola. Sofremos um golo e continuámos a acreditar muito. É essa mentalidade que ajuda a ganhar jogos. Os jogos perfeitos nos Mundiais já não existem", ressalvou, homenageando "Ricardo Carvalho e o pai" e "o nosso Diogo Jota e o André." "Era o jogo típico do Diogo. Ficou 2-1, que era o número 21, contra a Croácia, que foi a última seleção a que marcou, no Jamor. São Muitos sinais. O Diogo mandou muita força e energia. Agora está muito contente e orgulhoso", comentou..Madrugadas de Ramos dão lições de eficácia. VAR foi preciso para sossegar sufocos e dar os oitavos de final.Roberto Martínez entende que Seleção aprendeu "a fechar o barulho que vem de fora"