Ramos diz-se habituado a marcar nos últimos minutos, Ronaldo desvaloriza garantias de adeus dadas pela irmã
Gonçalo Ramos resolveu para Portugal no jogo em que teve mais tempo para jogar (entrou aos 63 minutos). Nas entrevistas rápidas destacou a felicidade e a aptidão para o golo tardio. "Quando é preciso marcar estou lá. Não é a primeira, a segunda ou a terceira vez, podem chamar o Gonçalo Ramos para marcar. Com mais ou menos tempo de jogo", valorizou o avançado algarvio, autor de uma das transferências mais sonantes do verão, rumando ao AC Milan por 74 milhões de euros.
Questionado pela SIC se acredita que pode jogar mais tempo, o avançado passou a Martínez a bola. "Oportunidades? Isso será o míster a ter de dizer, mas espero que sim", afirmou, reconhecendo que o momento individual é uma "demonstração de caráter" e que "prova a capacidade". Quanto ao jogo salientou a "montanha-russa de emoções numa fase crítica da competição."
O pré-jogo de Portugal com a Croácia ficou marcado pelas declarações de Kátia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo. "Pela informação que tenho, podem despedir-se. Aproveitem. Não é hoje que se vão despedir, mas é em breve. Acredito que é a despedida. Aproveitem muito. Vai ser difícil encontrar alguém como ele. Acredito que é a last dance [última dança]", expressou, rechaçando as críticas. Cristiano Ronaldo não deu o adeus à Seleção como garantido. "O futuro do Cristiano não é importante neste momento. Falarei… terei tempo, depois de ganhar ou de perder, falarei com a minha família e depois tomarei a decisão da melhor maneira. Já não tomo decisões com cabeça quente, agora é tudo com calma. Agora, é desfrutar", disse à Sport TV.
Em relação ao 2-1 com a Croácia, valorizou a "lenda" Modric, que diz "respeitar por tudo o que faz e fez pelo futebol", e confidenciou ter dito aos colegas que "era preciso saber sofrer." "Controlámos bastante o jogo na 1.ª parte, a 2.ª foi mais caótica. Eles marcaram, entrámos um bocadinho em stress, mas o desbloqueio emocional surgiu quando marcámos o penálti", enalteceu, homenageando Diogo Jota, tal como Rúben Neves, logo de seguida, vincando que "todos os dias" pensa no amigo e que "a homenagem deu força à Seleção."
Bernardo Silva, por sua vez, viu o jogo do banco na primeira parte, deixou elogios, mas alguns raspanetes. "Foi um jogo difícil, perdemos o controlo emocional, fizemos 20 minutos bons, mas entrámos no jogo que eles queriam. Fico com a sensação de que partimos demasiado o jogo. É difícil, perdemos a parte racional e podia ter-nos custado muito caro", avisou o médio contratado pelo Real Madrid, perspetivando um jogo "igualmente difícil" com a Espanha, que considera "uma das equipas favoritas" e com conceitos bem trabalhados."

