O presidente ucraniano rejeitou esta quarta-feira, 25 de fevereiro, alegações do Kremlin sobre supostos planos do Reino Unido e França para entregar armas nucleares à Ucrânia, atribuindo esta acusação a uma tentativa russa de desviar a atenção da situação na frente de combate."Normalmente, quando a Rússia falha em vencer no campo de batalha, começa a procurar uma arma nuclear no território da Ucrânia. Infelizmente, não existem armas nucleares na Ucrânia", disse Volodymyr Zelensky, numa conferência de imprensa conjunta em Kiev com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, com quem concordou em aumentar a cooperação bilateral.A Ucrânia chegou a ter o terceiro maior arsenal nuclear do mundo, a que renunciou em dezembro de 1994 em troca de uma promessa russa de que respeitaria plenamente a sua integridade territorial, e que, 20 anos depois, não foi cumprida, com a anexação da península da Crimeia e o conflito armado no Donbass (leste)."Todos sabem as circunstâncias do porquê e graças a quem isto aconteceu", acrescentou Zelensky.O porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, disse na terça-feira, citando alegadas informações obtidas pelos serviços de informações estrangeiras russos, que o Reino Unido e a França "estão a trabalhar ativamente nas rotas de fornecimento" de armas nucleares para a Ucrânia."Isto é uma flagrante violação de todas as normas e princípios do Direito Internacional" sobre a não proliferação nuclear, afirmou também Peskov.Porta-vozes oficiais do Reino Unido e da Ucrânia negaram na terça-feira as alegações de Moscovo.A França, por sua vez, respondeu sarcasticamente através da conta na rede social X 'French Response', criada pelo Governo francês para combater a desinformação."Quinto ano da guerra dos 'três dias'. A dissuasão FR-Reino Unido (França e Reino Unido) é a ameaça'", dizia a mensagem das autoridades de Paris, aludindo à ameaça do presidente russo, Vladimir Putin, de que tomaria a capital ucraniana, Kiev, em três dias..Líderes europeus em Kiev asseguram continuar o apoio, apesar das brechas abertas por Orbán