Zelensky anuncia novo encontro com Trump no domingo. "Muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo"
Facebook / Volodymyr Zelensky

Zelensky anuncia novo encontro com Trump no domingo. "Muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo"

Garantias de segurança, Donbass e a central nuclear de Zaporíjia são temas em cima da mesa, disse Zelensky. "Não posso afirmar se a reunião resultará na assinatura de algum acordo", referiu.
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O presidente da Ucrânia anunciou esta sexta-feira, 26 de dezembro, que vai voltar a reunir-se com o seu homólogo norte-americano, no âmbito das negociações para pôr fim à guerra com a Rússia, em curso há quase quatro anos. Volodymyr Zelensky afirmou que o novo encontro com Donald Trump vai acontecer já este domingo, na Florida.

Na reunião com o presidente norte-americano serão discutidas garantias de segurança para a Ucrânia, afirmou o chefe de Estado ucraniano, citado pela Associated Press, dando conta que o plano de paz de 20 pontos que está em discussão "está cerca de 90% pronto".

"Quanto a questões sensíveis, vamos discutir Donbass e a central nuclear de Zaporíjia, e certamente discutiremos outras questões", disse Zelensky.

Sobre o resultado da reunião, o presidente da Ucrânia mostrou-se cauteloso. "Não posso afirmar se a reunião com o presidente Trump no domingo resultará na assinatura de algum acordo", afirmou.

Antes, Zelensky já tinha revelado que uma "reunião de alto nível com o presidente Trump" iria acontecer "num futuro próximo". "Muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo", disse, em mensagem nas redes sociais.

Do lado russo, entretanto, o Kremlin disse que o assessor de Putin para a política externa, Yuri Ushakov, falou com membros da administração de Trump já depois de Moscovo receber a proposta norte-americana sobre um possível acordo de paz. Kirill Dmitriev, enviado especial do presidente russo, também terá participado nestas conversações com o governo norte-americano.

Zelensky, recorde-se, tinha revelado quarta-feira a versão mais recente do plano de Paz patrocinado pelos Estados Unidos da América, que vinha a ser negociado há semanas, entre Washington e Kiev.

O referido documento preliminar impõe o ‘congelamento’ das atuais linhas da frente de combate, mas sem ser adiantada uma solução para os territórios ucranianos ocupados (19%) pela Federação Russa desde a invasão de 24 de fevereiro de 2022.

A versão original do plano norte-americano versava duas exigências do regime russo liderado pelo presidente Vladimir Putin, que estão ausentes da nova formulação

A Rússia exige a retirada das forças ucranianas dos territórios do Donbass, ainda sob controlo de Kiev e o compromisso, juridicamente vinculativo, de que a Ucrânia se mantém fora da NATO.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que Moscovo estava a "formular sua posição" e recusou-se comentar quaisquer os detalhes.

Quinta-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que o progresso rumo ao fim da guerra era "lento, mas constante".

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