O presidente ucraniano falou esta quinta-feira, 25 de dezembro, ao telefone durante cerca de uma hora com os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner, depois de, no dia anterior, ter revelado os detalhes da versão mais recente do plano norte-americano para a paz.“E foi realmente uma boa conversa: muitos detalhes, boas ideias, que discutimos. Temos algumas novas ideias sobre como aproximar a paz real, e isso diz respeito a formatos, a reuniões e, obviamente, a timing”, informou Volodymyr Zelensky no Telegram. Agradecendo aos Estados Unidos e a “todos os que continuam a exercer pressão sobre a Rússia para que eles compreendam a 100% que o adiamento da guerra terá consequências graves” para Moscovo, o líder ucraniano adiantou que Rustem Umerov, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, iria continuar ainda ontem a conversar com a delegação norte-americana, mas notando que “as próximas semanas também podem ser intensas”.“É importante que consigamos organizar o que discutimos hoje [ontem]. E já estão prontos alguns documentos. Vejo que estão quase completos, alguns documentos estão prontos. Claro, ainda há questões sensíveis que precisam de ser trabalhadas. Mas juntamente com a equipa americana, entendemos como garantir tudo isto”, prosseguiu.Em declarações proferidas na terça-feira e divulgadas na quarta-feira, Zelensky afirmou que a versão mais recente do plano dos EUA para a Ucrânia prevê o congelamento das linhas da frente - situação que abriria caminho a discussões sobre a criação de possíveis zonas desmilitarizadas -, mas não resolve a possível cedência de território à Rússia. Este plano, apresentado há quase um mês, tem sido objeto de negociações separadas dos norte-americanos com ucranianos e russos.Já a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, relatou ontem um “progresso lento, mas constante” nas negociações com os EUA, mas que estas estão a ser recebidas com “tentativas extremamente prejudiciais, até mesmo maliciosas, por parte de um grupo de países, principalmente da Europa Ocidental, de sabotar e inviabilizar todo o progresso diplomático”..Papa Leão XIV pede à Ucrânia e Rússia coragem para se envolverem num "diálogo sincero, direto e respeitoso"