Do lado do presidente russo, ouviram que só haverá uma paz duradoura na Ucrânia se os interesses nacionais da Rússia forem tidos em conta.
Do lado do presidente russo, ouviram que só haverá uma paz duradoura na Ucrânia se os interesses nacionais da Rússia forem tidos em conta.Foto: SERGEY DOLZHENKO/EPA

Vizinhos da Noruega e Finlândia falaram com Putin sobre guerra na Ucrânia

Conversa foi vista como "franca e substancial", mas Putin terá dito que só haverá uma paz duradoura na Ucrânia se os interesses nacionais da Rússia forem tidos em conta.
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O presidente da Finlândia e o primeiro-ministro da Noruega falaram esta terça-feira, 27 de outuro, ao telefone com Vladimir Putin, presidente da Rússia, numa ação que é vista como mais um esforço para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia. Depois, os dois líderes conversaram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Somos países vizinhos da Rússia. O resultado desta guerra terá um impacto direto na nossa segurança e na segurança da Europa em geral. O fim da guerra exige negociações diretas", disse o finlandês Alexander Stubb, descrevendo a conversa como "franca e substancial".

"Esta guerra acarreta enormes custos humanos e materiais. O sofrimento e a destruição afetarão várias gerações. Durante a conversa, enfatizámos a importância de medidas que conduzam a uma desescalada do conflito", afirmou, por seu lado, o chefe de governo norueguês, Jonas Gahr Støre.

Do lado do presidente russo, ouviram que só haverá uma paz duradoura na Ucrânia se os interesses nacionais da Rússia forem tidos em conta.

Segundo a EFE, que cita um comunicado do Kremlin, Putin criticou a política de confronto da NATO e da União Europeia, apontando-a como a causa do prolongamento dos combates entre russos e ucranianos.

O primeiro-ministro da Noruega e o presidente da Finlândia - que realçaram ter falado com Vladimir Putin na qulaidade de líderes dos respetivos países e "não como representantes de toda a Europa" - disseram que os países que lideram "sempre promoveram a paz e a segurança" na região. "Temos um interesse comum na estabilidade e na previsibilidade no Mar do Norte e no Extremo Norte", declararam, reafirmando que continuarão a apoiar a Ucrânia.

Deixaram também claro que entendem que a guerra deve terminar e as negociações devem ser retomadas.

A conversa telefónica foi, segundo disseram, uma continuação da reunião realizada em Oslo, a 20 de outubro. Seguiu-se depois, confirmou um assessor de Zelensky à Reuters, uma conversa com o presidente ucraniano.

Isto num dia em que começou um cessar-fogo destinado a realizar uma operação humanitária nos arredores de Olechky, uma cidade isolada no sul da Ucrânia, sob ocupação russa e que enfrenta escassez de mantimentos.

Esta trégua foi negociada por ambos os lados, que esta terça-feira confirmaram a trégua, para a qual a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, terá tido grande contributo.

Situada no rio Dnieper, que marca a linha da frente na região sul de Kherson, Olechky está sob ocupação russa desde as primeiras semanas da invasão em grande escala que começou em fevereiro de 2022. Os cerca de dois mil residentes estão cercados - sem acesso a alimentos e medicamentos.

Do lado do presidente russo, ouviram que só haverá uma paz duradoura na Ucrânia se os interesses nacionais da Rússia forem tidos em conta.
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