O USS Gerald Ford chegou na sexta-feira ao largo de Haifa.
O USS Gerald Ford chegou na sexta-feira ao largo de Haifa.U.S. Navy / Mass Communication Specialist 2nd Class Jackson Adkins

'USS Gerald Ford' - a "plataforma de combate mais letal do mundo" é a joia da coroa da 'armada' de Trump

O maior porta-aviões do mundo chegou na sexta-feira ao largo de Haifa. Juntou-se na região a mais de uma dezena de navios de guerra americanos, incluindo outro porta-aviões, o USS Abraham Lincoln.
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Horas depois de o USS Gerald Ford ter chegado ao largo da cidade israelita de Haifa, Israel e os EUA lançaram ataques contra o Irão. Primeiro da sua classe, o porta-aviões nomeado em honra do presidente que sucedeu a Richard Nixon na presidência e que serviu num porta-aviões durante a II Guerra Mundial é a joia da coroa da "armada" que Donald Trump deslocou para o Médio Oriente em antecipação de um conflito com o Irão.

Maior navio de guerra do mundo, descrito pela marinha americana como "a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo", o USS Gerald Ford tem capacidade para transportar mais de 75 aviões e uma tripulação de cinco mil pessoas.

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Com 333 metros de comprimento (três vezes um campo de futebol) e 41 metros de largura, o USS Gerald Ford custou cerca de 13 mil milhões de dólares e tem propulsão nuclear e consegue deslocar as suas 100 mil toneladas a uma velocidade de 55km/h.

Ao chegar ao Médio Oriente acompanhado pela sua escolta - o chamado Carrier Strike Group 12 que inclui três destroyers - o USS Gerald Ford juntou-se a mais de uma dezena de outros navios de guerra que já se encontravam na região, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que se encontra nas imediações de Omã.

Da classe Nimitz, o USS Abraham Lincoln tem o nome do 16.º presidente dos EUA, o homem que pôs fim à Guerra Civil americana. Verdadeira fortaleza flutuante, o seu poderia está na capacidade para transportar 90 aviões a jato, sistemas de armas avançados e uma tripulação de mais de cinco mil.

O USS Abraham Lincoln.
O USS Abraham Lincoln.U.S. Navy / Mass Communication Specialist 3rd Class Clint Davis

O facto de dois porta-aviões americanos estarem na mesma região do mundo é pouco comum (apesar de um estar no Mediterrâneo e o outro no Índico), mas já aconteceu em junho num primeiro ataque de Israel e dos EUA contra o Irão.

Além dos caças a bordo dos porta-aviões, houve também um reforço dos meios aéreos na região - fala-se em mais de 250 aviões, o maior número desde a guerra do Iraque em 2003 - assim como nas bases europeias, entre elas a das Lajes, nos Açores.

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Entre os aviões detetados na zona nos últimos dias estão os F-35 Lightning II, os F-22 Raptor, além de aviões de abastecimento KC-135 e KC-46, que apoiam ações de longo curso, e aviões de comando e vigilância E-3 Sentry, preparados para coordenar operações de larga escala. Também foi detetado um P-8 de vigilância marítima no Estreito de Ormuz.

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