A União Europeia (UE) disse esta quinta-feira estar "profundamente alarmada" com a decisão da Coreia do Norte de enviar militares para combater pela Rússia na Ucrânia e advertiu que o bloco comunitário vai coordenar uma resposta com parceiros.."A UE está profundamente alarmada com as notícias de que a Coreia do Norte está a enviar tropas para participar na guerra de agressão ilegal da Rússia contra a Ucrânia", disse, em comunicado, o alto representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell..Josep Borrell recordou que a decisão de Pyongyang "constitui uma grave violação da lei internacional, incluindo dos princípios mais fundamentais da Carta das Nações Unidas".."Este ato unilateral hostil da Coreia do Norte tem consequências para a paz e segurança na Europa e global", alertou..O chefe da diplomacia europeia condenou em nome da União Europeia o "aprofundamento da cooperação militar e transferência de armamento" entre os dois países, que é uma "violação flagrante de múltiplas" resoluções das Nações Unidas..Josep Borrell diz que a Rússia enviou uma "mensagem clara" ao aprofundar a cooperação militar com a Coreia do Norte a deixar militares norte-coreanos combater na Ucrânia: "Apesar de declarar que está pronta para negociar [um cessar-fogo], a Rússia não está verdadeiramente interessada numa paz justa, compreensiva e duradoura"..O alto representante da UE deixou um aviso: "A União Europeia vai coordenar-se com os parceiros internacionais nesta questão, incluindo em respostas"..Os Estados Unidos da América e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) confirmaram na quarta-feira que pelo menos 3.000 militares norte-coreanos estão a caminho da Rússia para integrar os batalhões que combatem na Ucrânia e para reforçar a presença de Moscovo nos territórios ocupados há mais de dois anos e meio..A denúncia tinha sido feita inicialmente pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na semana passada, quando visitou Bruxelas para participar na reunião do Conselho Europeu e na reunião do Conselho NATO - Ucrânia..Seul confirmou, entretanto, essa informação, mas a Aliança Atlântica e Washington D.C. só se pronunciaram esta semana.