Trump recusa prolongar o cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"

Acompanhe aqui as notícias desta terça-feira (21 de abril) sobre o conflito no Médio Oriente, numa altura em que são esperadas novas negociações entre EUA e Irão no Paquistão.
Trump recusa prolongar o cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Comissário europeu diz que "crise não é energética, é de combustíveis"

O comissário europeu da Energia disse hoje que a crise atual, provocada pela guerra no Médio Oriente, "não é energética, é de combustíveis" e defendeu que a Europa jamais deve voltar a importar "uma única molécula" da Rússia.

Dan Jørgensen, que falava em Madrid, no evento anual da associação Wind Europe, que promove as eólicas na União Europeia (UE), defendeu que a Europa deve acabar totalmente com a importação de energia russa e continuar a apostar na autonomia energética e na descarbonização da economia.

A UE não pode voltar a importar "nem uma única molécula de energia da Rússia", seria "um grande erro", disse o comissário Dan Jørgensen, que lembrou como a Europa foi consciente da dependência energética que tinha após o ataque da Rússia à Ucrânia em 2022.

"Esse erro não se pode voltar a cometer", realçou.

O comissário destacou como quatro anos depois, e face a uma nova crise, agora por causa do conflito dos EUA e Israel com o Irão, a Europa conseguiu afastar-se da dependência energética da Rússia e é mais autónoma.

Dan Jørgensen afirmou que a crise atual não energética, mas de combustíveis, com a Europa a estar numa situação melhor do que em 2022 com a aposta nas renováveis e na diversificação da origem do abastecimento.

O comissário considerou que a independência energética europeia só será possível com mais renováveis e sublinhou que o conflito atual no Médio Oriente está a custar 500 milhões de euros adicionais por dia à UE por causa dos combustíveis fósseis.

"Precisamos de investir fortemente nas nossas fontes de energia próprias", defendeu, realçando o potencial das eólicas.

Dan Jørgensen, que lembrou que a Comissão Europeia divulgará na quarta-feira um conjunto de propostas no contexto da guerra no Médio Oriente, defendeu que é preciso um sistema "mais flexível e mais integrado", para evitar desperdício de energia na Europa e aproveitar todo o potencial das renováveis.

O comissário reconheceu ainda que é importante agilizar processos administrativos para licenciamentos e que "a vontade política" é essencial para um avanço mais rápido.

Lusa

Paquistão pede o prolongamento do cessar-fogo em reunião com diplomata norte-americana

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, esteve esta terça-feira reunido com a encarregada de negócios dos EUA no país, Natalie Baker, com quem abordou o conflito no Médio Oriente.

Ishaq Dar sublinhou que o "diálogo e a diplomacia são os únicos meios viáveis ​​para enfrentar os desafios e alcançar a paz e a estabilidade regionais duradoura".

No encontro, o governante paquistanês instou Washington e Teerão a considerarem o prolongamento do cessar-fogo entre os dois países e a darem uma "oportunidade ao diálogo e à diplomacia".

Trump recusa prolongar do cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"

O presidente norte-americano voltou esta terça-feira a recusar o prolongamento do cessar-fogo com o Irão, que termina esta quarta-feira. "Eu não quero fazer isso", disse Donald Trump em declarações à CNBC. "Não temos tanto tempo assim", afirmou.

Trump considerou que os EUA estavam numa posição de negociação forte e disse acreditar que será alcançado um "ótimo acordo" com o Irão.

Na mesma entrevista ao programa Squawk Box, da CNBC, declarou que as Forças Armadas dos EUA estão "prontas para entrar em ação", caso não seja alcançado um acordo.

"Espero bombardear, porque acho que esta é a melhor postura para lidar com a situação. Mas estamos prontos para agir. Quer dizer, as forças armadas estão ansiosas por entrar em ação", disse.

Donald Trump afirmou ainda que os iranianos estão a usar pontes para transportar mísseis e armas, embora tenha referido que os EUA destruíram a maioria dos mísseis que o Irão tinha.

“Estão a tentar movimentar os mísseis mesmo durante o cessar-fogo”, disse o presidente norte-americano, indicando que a capacidade militar dos EUA está mais reforçada para este conflito no Médio Oriente. “Estamos totalmente carregados de munições. Muito mais poderosos do que há quatro ou cinco semanas. Aproveitámos [o cessar-fogo] para reabastecer e eles provavelmente também reabasteceram um pouco”, declarou Trump.

EUA abordam petroleiro "sujeito a sanções" na região Indo-Pacífico

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que as forças norte-americanas abordaram o petroleiro M/T Tifani, "sujeito a sanções". A abordagem à embarcação, refere a nota divulgada nas redes sociais, decorreu "sem incidentes".

"Como já deixámos claro, continuaremos os nossos esforços globais de fiscalização marítima para desmantelar redes ilícitas e intercetar embarcações sancionadas que prestam apoio material ao Irão, onde quer que operem", refere o Pentágono.

Os EUA destacam ainda que "as águas internacionais não são refúgio para embarcações sancionadas". "O Departamento de Guerra continuará a negar aos agentes ilícitos e às suas embarcações a liberdade de manobra no domínio marítimo", lê-se no comunicado.

JD Vance e presidente do parlamento iraniano devem chegar a Islamabad na quarta-feira, avança a AP 

Os Estados Unidos e o Irão sinalizaram que vão estar em Islamabad, no Paquistão, para uma segunda ronda de negociações de cessar-fogo, avança a Associated Press (AP), que cita autoridades regionais.

À agência de notícias, as fontes indicaram, sob condição de anonimato, que os mediadores liderados pelo Paquistão receberam a confirmação de que os principais negociadores, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, chegarão a Islamabad na manhã de quarta-feira.

Trump acusa Irão de violar o cessar-fogo "por diversas vezes"

O presidente dos EUA afirmou esta terça-feira que "o Irão violou o cessar-fogo por diversas vezes".

A acusação de Donald Trump foi publicada na Truth Social, sem mais informações, numa altura em que são esperadas novas negociações entre EUA e Irão em Islamabad, no Paquistão, quando o cessar-fogo de duas semanas está prestes a terminar.

De acordo com o site Axios, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deverá viajar esta terça-feira para o Paquistão, mas, até ao momento, não foi confirmada a presença da delegação iraniana em Islamabad.

Guterres fala na "crise energética mais grave numa geração”

O secretário-geral da ONU afirmou esta terça-feira que a guerra no Médio Oriente causou "a crise energética mais grave numa geração", segundo noticia a Associated Press (AP).

A afirmação de António Guterres foi proferida em Nova Iorque durante a participação, remotamente, numa conferência sobre o clima em Berlim, durante a qual disse que “os combustíveis fósseis estão a manter as economias como reféns”.

Guterres defendeu que a crise energética deve ser resolvida sem agravar a crise climática através do investimento nas energias renováveis ​​nacionais, do desenvolvimento das infraestruturas necessárias e do financiamento para a transição nas economias menos desenvolvidas, segundo a AP.

Trump diz que Irão "vai negociar", caso contrário "vão enfrentar problemas como nunca viram antes"

O presidente dos EUA afirmou que o Irão "vai negociar", numa altura em que ainda não está confirmada a presença de Teerão em Islamabad, no Paquistão, para novas conversações, noticiou a CNN.

As declarações de Donald Trump foram feitas na segunda-feira ao programa de rádio conservador “The John Fredericks Show”, onde alertou para as consequências de uma possível recusa do Irão em sentar-se à mesa das negociações. "Eles vão negociar, e se não negociarem vão enfrentar problemas como nunca viram antes”, disse o presidente norte-americano.

“Espero que cheguem a um acordo justo e reconstruam o país”, disse Trump.

Irão preparado para responder de forma "decisiva" a qualquer nova ação hostil

As Forças Armadas do Irão estão preparadas para responder de forma " imediata" e "decisiva" a qualquer ação hostil, afirmou Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim, citada pela imprensa internacional.

Ali Abdollahi disse ainda que o Irão tinha vantagem militar, incluindo na gestão do estreito de Ormuz, pelo que Teerão não iria permitir que o presidente dos EUA "criasse narrativas falsas sobre a situação no terreno". 

"Até ao momento, nenhuma delegação do Irão viajou para Islamabad", diz televisão estatal iraniana

Mantém-se a incógnita sobre a participação de representantes do Irão numa possível segunda ronda negocial com os EUA no Paquistão.

De acordo com a televisão estatal iraniana, "até ao momento, nenhuma delegação do Irão viajou para Islamabad", noticia a Associated Press.

Recorde-se que Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, alertou que o seu país não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças".

Trump recusa prolongar o cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"
Preço do petróleo Brent cai 1,55% à espera de negociações entre EUA e Irão

JD Vance deverá viajar esta terça-feira até ao Paquistão

O vice-presidente dos EUA deverá viajar esta terça-feira para Islamabad, no Paquistão, para novas negociações com o Irão, segundo avançou o site Axios, que cita fontes norte-americanas.

JD Vance, recorde-se, liderou a delegação dos Estados Unidos na última ronda negocial no Paquistão.

O enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também deverão viajar hoje para Islamabad.

Trump recusa prolongar o cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"
Sinais contraditórios horas antes do fim do cessar-fogo entre EUA e Irão

AIE diz que atual crise energética é a "maior da história". O regresso à normalidade vai levar "muito tempo"

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), o turco Fatih Birol, alertou hoje que levará "muito tempo" para retomar a normalidade, mesmo que o estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente, com riscos de inflação e desaceleração económica.

"Mesmo que o estreito de Ormuz fosse reaberto amanhã, levaria muito tempo até que voltássemos ao normal, porque há instalações de energia, petróleo e outras que foram gravemente danificadas", no golfo Pérsico, disse, em entrevista à rádio France Inter.

Questionado sobre o período de dois anos estimado como o tempo necessário para restaurar os níveis de atividade comercial pré-guerra nas instalações de energia daquela região, Birol reiterou a previsão, mas esclareceu que seria um processo gradual.

O líder da AIE – organização criada em 1974, em resposta à primeira crise do petróleo e que reúne a maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) – insistiu que a crise atual é "a maior da história" em termos de energia porque afeta não só o fornecimento de petróleo, mas também de gás, fertilizantes e outros produtos petroquímicos.

"Isto vai desacelerar o crescimento económico e, quanto mais tempo durar, mais difícil será", continuou, antes de frisar que a crise vai afetar particularmente os países em desenvolvimento, que, em muitos casos, enfrentarão "uma espiral de dívidas" a pesar sobre as gerações futuras.

Lusa

Trump recusa prolongar o cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"
AIE avisa que normalidade levará muito tempo mesmo que estreito de Ormuz abra já

Presidência da UE quer evitar filas nos postos de combustível perante eventuais problemas

A presidência do Conselho da União Europeia (UE), assumida este semestre por Chipre, disse hoje querer evitar filas nas bombas de gasolina caso o bloco comunitário tenha problemas de abastecimento de combustível devido ao conflito no Médio Oriente.

“Temos diante de nós a possibilidade - e sublinho a palavra possibilidade - de uma escassez de combustível para transporte. Esta crise geopolítica em evolução no Médio Oriente destacou que a Europa pode enfrentar problemas de abastecimento de combustível a curto prazo e isto é algo que precisamos discutir”, disse o ministro dos Transportes, Comunicações e Obras de Chipre, Alexis Vafeades, em Bruxelas.

Em declarações à imprensa antes de uma reunião informal dos ministros dos Transportes da UE centrada nos impactos conflito no Irão, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas, o governante cipriota defendeu que a União deve “estar consciente da situação”.

“Mas também temos, a médio e longo prazo, uma questão de procura que precisa de ser neutralizada. Para ser claro, o que quero dizer é que precisamos de estar preparados para evitar filas nos postos de combustível caso isto venha a acontecer, mas também precisamos de eliminar de forma permanente a possibilidade de existirem filas nos postos - e isso faz parte da discussão que espero que tenhamos hoje”, acrescentou Alexis Vafeades.

Questionado sobre eventual escassez de combustível para a aviação, dados os alertas do setor, o ministro de Chipre rejeitou que a UE esteja “numa situação perigosa”.

“Não chegámos a esse ponto, estamos apenas perante uma possibilidade, mas se isso vier a acontecer afetará a conectividade e todos os cidadãos e, portanto, temos de estar atentos e preparados, esse é o ponto principal”, adiantou.

Os ministros dos Transportes da UE vão debater hoje, numa videoconferência informal, os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente a pressão sobre o combustível para a aviação, quando já se assiste a aumentos de custos e subidas de preços.

Lusa

Conselho de Segurança da ONU condena morte de militar francês no Líbano

Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque que matou um soldado francês e feriu outros três no Líbano, dois em estado grave, no sábado.

Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis ​​sejam "levados à justiça sem demora".

No sábado, o presidente francês anunciou a morte do militar francês Florian Montorio, da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês). Emmanuel Macron disse na rede social X que “tudo aponta para que a responsabilidade do ataque seja do Hezbollah”.

“França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a UNIFIL", afirmou Macron.

Horas depois, o grupo xiita libanês Hezbollah negou ter estado envolvido no ataque.

Lusa

Teerão garante que não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças"

O líder da delegação de Teerão nas negociações com os Estados Unidos alertou na segunda-feira que o seu país não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças", sobre a possibilidade de novos encontros com Washington no Paquistão.

Mohammad Bagher Qalibaf, que é também presidente do Parlamento iraniano, reiterou a sua condenação pelas violações norte-americanas do cessar-fogo vigente e pelo bloqueio naval imposto aos portos iranianos, acrescentando que o Irão está a preparar novas estratégias para retomar o conflito armado.

"Ao impor um bloqueio e violar o cessar-fogo, Trump quer transformar a mesa das negociações numa mesa de rendição e justificar o retomar das hostilidades a seu bel-prazer", sublinhou o principal negociador iraniano numa mensagem na rede social X.

Qalibaf afirmou que o Irão não aceita "negociações sob a sombra de ameaças" e que, durante o cessar-fogo, Teerão "se preparou para mostrar novas cartas no campo de batalha".

Lusa

Siga aqui as notícias sobre o conflito no Médio Oriente

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente. A horas do fim do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, é esperado em Islamabad, no Paquistão, para uma segunda ronda negocial entre Washington e Teerão.

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