Na sexta-feira Putin visitou um posto de comando das forças conjuntas e anunciou a tomada de Kostiantynivka.
Na sexta-feira Putin visitou um posto de comando das forças conjuntas e anunciou a tomada de Kostiantynivka.EPA/SERVIÇO DE IMPRENSA DA PRESIDÊNCIA RUSSA /DIVULGAÇÃO

Trump ofereceu a Putin ajuda para "saída rápida" da guerra

Presidente dos EUA conversou com os líderes da Rússia e da Ucrânia dias antes do início da cimeira da NATO em Ancara.
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No dia em que os EUA comemoraram 250 anos da independência, o seu presidente manteve conversas com o russo Vladimir Putin e o ucraniano Volodymyr Zelensky. No domingo, o assessor do Kremlin Yuri Ushakov disse que, durante uma chamada telefónica de quase hora e meia, Donald Trump voltou a oferecer-se para resolver o conflito. "O presidente americano confirmou mais uma vez a sua disponibilidade para trabalhar para um rápido fim dos combates e encontrar soluções para superar a crise”, disse Ushakov, que caracterizou o diálogo de "profissional e bastante construtivo".

Ushakov disse que Putin contou sobre a "situação real no campo de batalha" a Trump, um cenário segundo o qual as forças russas estão "a libertar uma localidade após outra". Em concreto, o líder russo mencionou a captura de Kostyantynivka e a sua importância para a "libertação" de toda a região de Donetsk. Esta alegação foi desmentida pelo Estado-Maior ucraniano.

No sábado, o presidente ucraniano comentou a alegação de Putin, feita na véspera, como "apenas mais uma mentira russa". E desafiou o homem que iniciou a guerra. "Se Kostiantynivka está agora sob controlo russo, então suponho que Putin não deveria ter problema em encontrar-se comigo lá e encontrar soluções diplomáticas para finalmente acabar com a guerra. Mas ele ainda não vai atravessar a linha da frente, porque a verdade é muito diferente das palavras de Putin."

Em resposta, o porta-voz do Kremlin reiterou que aquela localidade está sob controlo do exército russo e lembrou que a capital russa é Moscovo. "Se o Sr. Zelensky está a mostrar vontade de vir à Federação Russa desta forma, damos-lhe as boas-vindas. Mas gostaríamos de lembrar que o presidente Putin disse que está pronto para o receber em Moscovo", disse Dmitri Peskov. Acrescentou ainda que Zelensky pode viajar para a capital russa assim que estiver preparado para "tomar decisões importantes e responsáveis". No mês passado, Zelensky desafiou Putin a reunirem-se, mas o líder do Kremlin recusou.

À boleia da efeméride norte-americana, Zelensky também conversou no sábado com Trump. "Há boas hipóteses de acabar com esta guerra, e a determinação dos Estados Unidos será fundamental. Combinámos continuar a conversa pessoalmente durante a cimeira da NATO em Ancara", disse o presidente ucraniano no sábado de madrugada.

Já no domingo, o líder ucraniano avisou para um provável novo ataque de mísseis russos, com base em informações dos serviços de informações. "Isto é típico de Putin: logo depois do Dia da Independência dos EUA e antes da Cimeira da NATO em Ancara. A Rússia quer espalhar ainda mais maldade e matar pessoas", acusou.

Nas última semanas, Kiev recrudesceu nos ataques à Crimeia, por um lado, e às infraestruturas energéticas, por outro. Segundo dados coligidos pelo Financial Times, em maio foram registados 16 ataques a refinarias de petróleo, um recorde mensal. As refinarias de petróleo russas foram atingidas em quase 200 ocasiões desde o início do ano, 11 vezes mais do que no período homólogo do ano passado. Em resultado dos ataques de drones, intensificada por Kiev na campanha de 40 dias, a Rússia atravessa a maior crise de combustível em décadas. Mais de metade das regiões do país aplicou restrições severas à venda de combustível, enquanto os cidadãos passam horas nas filas dos postos de abastecimento.

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