O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta quinta-feira que, após 20 dias da operação "Rising Lion", o Irão já "não tem capacidade" de enriquecer urânio nem de fabricar mísseis balísticos."O que estamos a destruir neste momento são as fábricas que produzem os componentes necessários para fabricar estes mísseis e estas armas nucleares. Estamos a aniquilar a sua base industrial", explicou.Em conferência de imprensa, Netanyahu disse que a operação militar vai continuar "enquanto for necessário", tendo afirmado que o Irão “está mais fraco do que nunca”.Afirmou que os objetivos de Israel passam por "aniquilar completamente" o programa nuclear iraniano, assim como o programa de mísseis balísticos, mas também criar condições para que os iranianos "tomem as rédeas do próprio destino". .Dois bombardeiros B-52 da Força Aérea dos EUA descolaram da base aérea de Fairford, em Gloucestershire, no Reino Unido. A informação foi avançada esta quinta-feira pela BBC, que dá conta de movimentações na base militar da Força Aérea Real britânica (RAF).De acordo com a emissora, os dois bombardeiros "estavam armados com mísseis de cruzeiro", o que poderá indicar que estariam "provavelmente numa missão de ataque profundo" no Irão. .Israel informou esta quinta-feira que fragmentos de mísseis lançados pelo Irão atingiram a refinaria de petróleo na cidade portuária de Haifa, no norte do país.Devido à ofensiva de Teerão, verificou-se uma interrupção temporária no fornecimento de eletricidade. Eli Cohen, ministro da Energia, afirmou que a eletricidade já foi, entretanto, restabelecida para a maioria das pessoas afetadas.De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), a refinaria de petróleo em Haifa, a maior do país, foi atingida por fragmentos que caíram após a intercepção de um míssil balístico iraniano, segundo o jornal Times of Israel.Ataque iraniano "não causou danos significativos a instalações de infraestrutura" em Haifa, assegurou o ministro..A Guarda Revolucionária do Irão disse esta quinta-feira ter atingido um caça dos Estados Unidos durante a última madrugada. O caça F-35 das Forças Armadas dos EUA "foi atingido e gravemente danificado no espaço aéreo do centro do Irão às 02h50 da manhã de hoje pelo moderno sistema de defesa aeroespacial", diz a Guarda Revolucionária do Irão em comunicado citado pela Reuters. Na nota, o Irão adianta que desconhece o paradeiro do caça, "havendo uma grande probabilidade de que tenha caído".À CNN, o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, explicou que a aeronave estava "em missão de combate sobre o Irão" quando foi forçada a aterrar de emergência. O responsável militar afirmou que o F-35 "aterrou em segurança e o piloto está em condição estável". "Este incidente está a ser investigado", adiantou Hawkins..O presidente dos EUA garantiu esta quinta-feira que não vai mobilizar tropas para o Médio Oriente. "Não vou colocar tropas em lado nenhum", assegurou. Donald Trump afirmou, no entanto, que se estivesse a planear fazê-lo, não o revelaria. "Se fosse o caso, certamente não lhes diria. Mas não vou colocar tropas", reforçou o presidente norte-americano aos jornalistas durante o encontro com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.Trump repetiu que a operação Fúria Épica irá terminar "muito em breve", voltando a referir que a "pequena excursão", como designa a ofensiva militar no Irão, está a ser um sucesso. "A Marinha deles desapareceu, a Força Aérea desapareceu, o equipamento antiaéreo desapareceu (...) a liderança deles acabou", enumerou. .O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Estónia convocou hoje o encarregado de negócios russo em Tallinn para protestar contra uma violação do espaço aéreo estónio por um caça russo, perto da ilha de Vaindloo, no Golfo da Finlândia.“O Ministério dos Negócios Estrangeiros acaba de receber o encarregado de negócios da embaixada da Rússia e entregou uma nota referente a uma violação do espaço aéreo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Margus Tsahkna, em comunicado.Vários aviões italianos da missão de vigilância aérea da NATO no Báltico foram hoje destacados da base aérea de Amari para realizar um voo de identificação após um caça russo SU-30 ter entrado no espaço aéreo estónio, onde “permaneceu durante aproximadamente um minuto”.De acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa da Estónia, o caça russo “não tinha plano de voo” e não contactou os serviços de controlo de tráfego aéreo por rádio, marcando “a primeira violação do espaço aéreo” por uma aeronave originária da Rússia “este ano”.A primeira-ministra da Estónia, Kristen Michal, afirmou nas redes sociais que “o ‘modus operandi’ da Rússia mantém-se inalterado”, tendo “um caça russo violado o espaço aéreo”.No entanto, assegurou a chefe de Governo, a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) está a funcionar.“Os nossos céus são monitorizados, protegidos e defendidos a todo o momento”, disse.Lusa.O secretário da Defesa dos Estados Unidos anunciou hoje que o Pentágono vai solicitar ao Congresso cerca de 200 mil milhões de dólares (cerca de 175 mil milhões de euros) adicionais para financiar a guerra contra o Irão.Em conferência de imprensa no Pentágono, Pete Hegseth disse que o pedido visa assegurar recursos para operações em curso e futuras no conflito, que já entrou na terceira semana.“Voltaremos ao Congresso e aos nossos representantes para garantir que temos financiamento adequado”, afirmou Hegseth, acrescentando ser “preciso dinheiro para matar os bandidos”.O montante, inicialmente avançado pelo jornal norte-americano The Washington Post, representa um aumento significativo face ao orçamento anual do Departamento de Defesa, que ronda os 900 mil milhões de dólares (cerca de 780 mil milhões de euros), o mais elevado de sempre.Segundo Hegseth, o objetivo passa também por reforçar os ‘stocks’ de munições e equipamento militar, garantindo não apenas a reposição do material utilizado, mas a expansão acima dos níveis habituais.“Um investimento desta magnitude tem precisamente este propósito: repor todo o material consumido”, disse o chefe do Pentágono.Hegseth criticou ainda o Governo do ex-presidente democrata Joe Biden por “ter esgotado” o arsenal norte-americano com o envio de ajuda militar à Ucrânia, defendendo que esses recursos deviam ser canalizados para interesses estratégicos dos Estados Unidos.De acordo com estimativas do Pentágono partilhadas com o Congresso e citadas pelo diário norte-americano The New York Times, os Estados Unidos gastaram mais de 11,3 mil milhões de dólares (cerca de 10 mil milhões de euros) nos primeiros seis dias da guerra contra o Irão.Lusa.O secretário-geral da ONU avisou hoje Estados Unidos e Israel que “está mais do que na hora” de acabarem com a guerra no Irão, defendendo que “é tempo da força do direito prevalecer sobre o direito da força”.“É tempo de a força do direito prevalecer sobre o direito da força. É tempo de a diplomacia prevalecer sobre a guerra”, afirmou António Guterres, em declarações aos jornalistas ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa, antes de participar num almoço de trabalho com os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), no âmbito da cimeira europeia, em Bruxelas.Guterres disse ainda que tinha “duas mensagens” para partilhar sobre a guerra no Irão.“A primeira é para os Estados Unidos e Israel: está mais do que na hora de acabar com esta guerra, que corre o risco de fugir completamente de controlo, causando imenso sofrimento aos civis e tendo repercussões na economia global que são realmente dramáticas, com potenciais consequências trágicas”, avisou António Guterres.A segunda mensagem dirigiu-se ao Irão: “Parem de atacar os vossos vizinhos, eles nunca foram partes no conflito”.Guterres recordou que o Conselho de Segurança da ONU “condenou esses ataques, ordenou que cessassem e determinou a abertura do Estreito de Ormuz”, salientando que o encerramento desta artéria comercial vital, por onde passa cerca de um quinto da produção de petróleo mundial, “causa enorme sofrimento a tantas pessoas em todo o mundo que nada têm a ver com este conflito”.Lusa.O número de israelitas sem acesso a 'bunkers' aumentou de 2,5 milhões para 3,19 milhões nos últimos seis anos, um problema que afeta sobretudo as comunidades árabes, afirmou o portal de notícias Shomrim.O balanço publicado em 06 de janeiro pelo Controlador do Estado e Provedor de Justiça de Israel, Matanyahu Englman, mostrou que um terço da população israelita, mais de nove milhões de pessoas, continuam sem acesso a um abrigo ou 'bunker' para se refugiar de ataques, numa altura em que a guerra com o Irão causou pelo menos 14 mortos no país.“Um terço dos residentes de Israel não está devidamente protegido contra ataques com mísseis, incluindo mais de 42.000 residentes que vivem em comunidades situadas num raio de nove quilómetros da fronteira com a Síria e o Líbano”, afirmou o provedor, citado no comunicado.De acordo com o Shomrim, portal de notícias independente e sem fins lucrativos que analisou o documento, o último relatório deste tipo, em 2020, indicava que o número de cidadãos sem acesso a estes abrigos passou de 28% para 33%.A rede de abrigos é significativamente deficitária entre a comunidade árabe que reside em Israel, com o rácio de abrigos a chegar a um para cada 15 mil pessoas, acrescentou o portal, citando o relatório.Existem apenas 37 abrigos públicos nas comunidades árabes, o que representa apenas 0,3% do número total de abrigos no país, indicou o relatório .Dos 37, oito estão encerrados.O meio de comunicação social adiantou que, de acordo com dados de 2024 do Centro de Emergência para Autoridades Locais Árabes, cerca de 60% das autoridades árabes não dispunham de abrigos antiaéreos.O Shomrim adiantou que enquanto a cidade de Carmiel possui 126 abrigos antiaéreos públicos, duas cidades árabes adjacentes têm apenas dois entre ambas, equivalendo a um abrigo para cada 15 mil pessoas.A situação é igualmente problemática em outras localidades como Rahat, lar da maior povoação beduína de Israel, com mais de 75.000 habitantes, em que existem apenas cinco abrigos públicos.Em Segev Shalom, que tem uma população de 13.000 habitantes também de maioria beduína, não existe um único abrigo antiaéreo público, acrescentou o Shomrim.O relatório deste ano indicou que, embora os abrigos individuais tenham aumentado de 3,5 milhões em 2020 para 4,3 milhões, os abrigos públicos coletivos desceram de 550 mil para 430 mil, enquanto os espaços de abrigo coletivo em apartamentos passaram de 2,5 para 1,5 milhões.A auditoria concluiu também que o programa “Proteger o Norte”, lançado em 2018, que tinha como objetivo garantir que a população civil estivesse preparada para emergências, não executou o orçamento aprovado na totalidade.“O orçamento atribuído à sua implementação foi inferior a metade do montante aprovado pelo Governo e, mesmo esse orçamento reduzido, não foi totalmente utilizado”, adiantou a nota, acrescentando que estas questões já tinham sido assinaladas pela provedoria num relatório anterior.“Quando o Governo, o Comando da Frente Interna e as autoridades locais não se preparam adequadamente em tempos de rotina, os civis israelitas são prejudicados quando surge uma crise”, acrescentou o provedor Englman citado no comunicado.A auditoria evidencia "deficiências nas ações de várias autoridades que não se organizaram de forma eficaz para prestar serviços adequados ao público e indicam a necessidade urgente de medidas corretivas imediatas", concluiu.Na cidade de Ramat Gan, perto de Telavive, duas pessoas morreram na quarta-feira atingidas por estilhaços quando se dirigiam para um abrigo, de acordo com o serviço de emergência médica israelita.Com estas vítimas, o número de mortos em Israel desde início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, subiu para 14 pessoas.Lusa.O secretário de Defesa dos Estados Unidos anunciou em conferência de imprensa que "hoje será o dia do maior pacote de ataques até agora, tal como ontem".Pete Hegseth reiterou que os alvos militares americanos estavam a ser atingidos e o plano estava a ser seguido e referiu que as defesas aéreas do Irão foram "arrasadas" e a base industrial de defesa iraniana foi "destruída em grande escala".Os EUA afundaram mais de 120 navios da marinha iraniana e 11 submarinos iranianos foram eliminados.Hegseth afirmou que as famílias dos soldados norte-americanos mortos na guerra com o Irão pediram à administração Trump para não parar até que o trabalho esteja "concluído". "É claro que vamos terminar isto. Honraremos o seu sacrifício", acrescentou..O exército do Irão reiterou hoje as ameaças de destruição de infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em caso de novo ataque às instalações iranianas.“Avisamos o inimigo de que está a cometer um erro grave ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irão”, declarou o centro de comando conjunto Khatam Al-Anbiya, citado pela agência de notícias Fars.“Se isto se repetir, as represálias contra as vossas infraestruturas energéticas e as dos vossos aliados continuarão até à sua destruição”, avisou, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).O comando alertou para uma “resposta muito mais violenta” do que a registada durante os ataques realizados durante esta madrugada contra locais do Golfo.A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos ocorridos ao amanhecer causaram “danos consideráveis” no complexo de gás de Ras Laffan.Na Arábia Saudita, um drone abateu-se sobre a refinaria da Samref, situada na zona industrial de Yanbu.Trata-se de um centro essencial para o escoamento de uma parte dos barris bloqueados pela quase paralisia do estreito de Ormuz, nas margens do mar Vermelho.A Arábia Saudita advertiu o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques iranianos.Várias infraestruturas do Kuwait foram igualmente atingidas.Lusa.Os deputados iranianos estão debater a eventual imposição de taxas à passagem de navios pelo estreito de Ormuz, via de comunicação essencial para o comércio mundial, noticiou hoje a agência de notícias ISNA.“No parlamento, estamos a trabalhar num plano segundo o qual os países vão ter de pagar taxas e impostos à República Islâmica para o estreito de Ormuz ser usado como via navegável segura”, disse a deputada de Teerão Somayeh Rafiei, referindo-se ao transporte de fontes de energia e de mercadorias.Por aquela passagem marítima passa parte muito significativa das exportações energéticas dos países do golfo Pérsico, mas também constitui rota essencial de cadeias de abastecimento alimentares e industriais, incluindo um terço dos fertilizantes comercializados globalmente.Os Estados Unidos e aliados estão a estudar opções militares para garantir a segurança no estreito de Ormuz perante uma queda do tráfego marítimo e os riscos crescentes para a economia e a segurança alimentar globais.EUA e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz e ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.Lusa.A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.“O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan.Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.“Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi”, afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita “se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário”.As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.O chefe da diplomacia saudita lamentou que “a pouca confiança” construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido “completamente destruída”, noticiou o diário saudita Arab News.O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar “praticamente nada” por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.“O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder”, advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade “procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável”.“As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões”, afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.Lusa.O barril de petróleo Brent para entrega em maio dispara mais de 10% hoje, aproximando-se dos 120 dólares, afetado pelo aumento das tensões no Médio Oriente na sequência dos ataques a instalações de gás.Às 09:45 (hora de Lisboa), de acordo com dados da Bloomberg recolhidos pela EFE, o preço do Brent disparou 10,79 %, para 119,05 dólares.Por sua vez, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), a referência nos Estados Unidos, também sobe, embora com menos intensidade, tendo avançado 3,29 %, para 99,49 dólares, antes da abertura oficial do mercado.Lusa.As grandes companhias aéreas europeias não esperam problemas significativos com o combustível se o conflito no Médio Oriente, que afeta todo o Golfo Pérsico e fez disparar os preços dos hidrocarbonetos, durar “um ou dois meses”..O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal possa ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.Leia mais clicando em baixo:.Primeiro-ministro admite défice em 2026 devido a cenário de “excecionalidade” .O presidente do Conselho Europeu, António Costa, destacou hoje que o reforço da segurança energética é fundamental para a segurança da UE.“Fica muito claro, com esta situação no Irão, que a única boa forma de termos preços estáveis e não dependermos dos outros e reforçarmos a nossa segurança energética, é investirmos cada vez mais na transição energética, porque é a única forma que nós temos de depender da nossa própria energia e isso é fundamental para a nossa segurança”, disse Costa, aos jornalistas portugueses à entrada da cimeira europeia, em Bruxelas.Leia mais clicando em baixo:.Costa defende transição energética como chave da segurança da UE face à crise no Irão.O primeiro-ministro húngaro avisou hoje que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma “questão existencial” para Budapeste.“A posição húngara é muito simples: estamos disponíveis para apoiar a Ucrânia assim que recebermos o petróleo que eles estão a bloquear. Até lá, a Hungria não vai apoiar qualquer posição que seja favorável à Ucrânia”, avisou Viktor Orbán em declarações aos jornalistas à chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, após ter sido questionado se tenciona levantar hoje o bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE a Kiev.Leia mais clicando em baixo:.Orbán recusa aprovar qualquer medida pró-Ucrânia enquanto não receber petróleo.O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%.Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia. Lusa.A fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito foi hoje reaberta pela primeira vez depois do começo da ofensiva israelo-americana contra o Irão, informaram meios de comunicação social estatais egípcios.A televisão Al-Qahera News noticiou que a passagem foi retomada "em ambos os sentidos" e transmitiu imagens aéreas de palestinianos a regressar a Gaza - alguns após tratamento médico no Egito —, mas também de ambulâncias à espera para irem buscar feridos ou doentes palestinianos ao enclave.A fronteira de Rafah tinha sido encerrada, numa primeira fase, durante a ofensiva militar de Israel sobre a Faixa de Gaza, na sequência do atentado terrorista levado a cabo em 07 de outubro de 2023 pelo grupo islamista radical Hamas, sendo o principal ponto de chegada de ajuda humanitária ao território.A passagem já tinha sido reaberta após o cessar-fogo de 10 de outubro de 2025, mediado pelos Estados Unidos e outros países da região do Médio Oriente, mas sempre com acusações mútuas de violação da trégua por parte de Israel e do Hamas e outras organizações palestinianas.Lusa.O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira que não tinha conhecimento do ataque que Israel iria realizar contra o campo de gás natural South Pars, no Golfo Pérsico, no Irão.Numa publicação em que Trump se desligou do ataque, indicou que: "Israel, enfurecido com o que aconteceu no Médio Oriente, atacou uma importante instalação no Irão conhecida como o campo de gás South Pars. Apenas uma pequena parte ficou danificada".O chefe de Estado insistiu que os Estados Unidos não tiveram "conhecimento prévio do ataque" e que "o Irão, sem conhecer os factos, respondeu atacando injustificadamente uma parte da fábrica de gás natural liquefeito do Qatar"."Israel não voltará a atacar o campo de gás South Pars, de importância vital, a menos que o Irão decida imprudentemente atacar um país inocente, neste caso o Catar", acrescentou."Caso tal aconteça, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, farão explodir massivamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência nunca antes vistas ou testemunhadas pelo Irão. Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que terá para o futuro do Irão, mas se o GNL do Qatar for novamente atacado, não hesitarei em fazê-lo", vincou Trump.. A agência Associated Press avançou hoje que os Estados Unidos terão sido informados sobre os planos de Israel de atacar o South Pars, mas não participaram na operação. A AP, que cita uma fonte anónima, acrescentou que esta não quis, porém, esclarer se a Administração Trump concordou com a decisão israelita de atacar o campo.Na manhã de quarta-feira, ataques israelitas, que os meios de comunicação da região associaram aos Estados Unidos como parte da operação, atingiram as instalações do vasto campo de gás no sul do Irão, conhecido como a maior reserva natural do mundo e fornecedor de 70% do gás doméstico utilizado pelo Estado persa.Teerão respondeu com ataques ao Qatar e Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio considerável na refinaria de Ras Laffan, a principal refinaria de gás natural liquefeito qatari, num depósito de combustível para aviões em Riade e assim como numa refinaria no Bahrein.O Governo do Qatar informou que a defesa civil interveio no incêndio que causou "graves danos" em Ras Laffan, o principal local de produção de gás natural liquefeito do país.O campo de gás de South Pars é partilhado pelo Irão e o Qatar, constituindo o maior campo de gás natural do mundo. Conhecido como South Pars no Irão e como North Field (ou North Dome) no Qatar, este enorme recurso offshore partilhado estende-se ao longo da fronteira marítima no Golfo Pérsico, servindo como uma fonte de energia essencial para ambas as nações.A guerra no Médio Oriente provocou instabilidade no fluxo e no preço do petróleo a nível mundial, levando Trump a suspender por 60 dias uma lei que obriga o transporte de crude a ser feito exclusivamente de um porto norte-americano para outro em embarcações nacionais, com o objetivo de travar a subida dos preços da gasolina..O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.Pouco depois do início das negociações às 07:00 de hoje (06:00 em Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, subiu 28,06% para 70 euros por megawatt-hora, depois de ter chegado a subir 35%.A empresa estatal de energia do Qatar reportou hoje "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan, após novos ataques com mísseis contra este local crucial, alimentando receios quanto ao fornecimento internacional de energia.Doha esclareceu posteriormente que todos os incêndios no local estavam "controlados", acrescentando que não houve feridos e que as operações de arrefecimento e segurança continuavam.O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou destruir o campo de gás de South Pars, no Irão, caso o país lançasse outro ataque contra instalações de gás no Qatar.Lusa.A China afirmou hoje que “a eliminação de líderes nacionais e ataques contra alvos civis no Irão são absolutamente inaceitáveis”, após Israel ter morto o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e ex-presidente do parlamento, Ari Larijani.O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou, em conferência de imprensa, que Pequim “se opõe sistematicamente ao uso da força nas relações internacionais”.Lin lamentou que “as chamas da guerra se estejam a expandir pelo Médio Oriente e que as tensões regionais estejam a aumentar”.“Um cessar-fogo imediato e o fim das hostilidades representam a aspiração comum da comunidade internacional”, acrescentou o porta-voz, apelando “a todas as partes envolvidas” para que interrompam “imediatamente as operações militares e evitem que a situação regional se torne incontrolável”.Lusa.O Qatar informou hoje que ataques com mísseis iranianos danificaram mais instalações de gás natural liquefeito no país rico em recursos energéticos, "provocando incêndios de grandes proporções e danos adicionais extensos".De acordo com a Qatar Energy, empresa estatal de petróleo e gás do país, o combate aos incêndios ainda decorre e, até ao momento, não se registaram feridos.O Qatar, que é um importante fornecedor de gás natural para os mercados energéticos mundiais, já tinha suspendido a produção no início da guerra, e estes danos extensos podem atrasar o país no pleno regresso ao mercado após o fim da guerra com o Irão.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui todas as incidências desta quinta-feira, 19 de março, relacionadas sobre a guerra no Médio Oriente.