Trump insta Teerão a "parar já" cobrança de portagens no Estreito de Ormuz
EPA/JIM LO SCALZO

Trump insta Teerão a "parar já" cobrança de portagens no Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA diz que o "Irão está a agir de forma muito deficiente" no que se refere à forma como está a permitir que petróleo passe pelo estreito de Ormuz. "Não é esse o acordo que temos".
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O presidente norte-americano, Donald Trump, instou esta noite o Irão a "parar já" se estiver a cobrar portagens a navios na passagem do Estreito de Ormuz, após criticar media e comentadores conservadores que questionaram a operação militar norte-americana na região. 

“Há relatos de que o Irão está a cobrar taxas aos petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz — É melhor que não o estejam a fazer e, se o estiverem, é melhor que parem já!”, publicou Trump na rede social Truth, no segundo dia do frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Teerão.  

"O Irão está a agir de forma muito deficiente — alguns diriam que desonrosa — para permitir que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz. Não é esse o acordo que temos!", afirmou Trump numa segunda mensagem, alguns minutos depois. 

Após ameaças de aniquilação feitas por Donald Trump, o Irão concordou esta semana com um frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e as partes têm negociações agendadas no Paquistão nos próximos dias.   

Antes do aviso de hoje a Teerão, Trump publicou uma série de críticas a media e comentadores que questionaram a sua declaração de vitória sobre a República Islâmica, caso do Wall Street Journal. 

"O Wall Street Journal, um dos piores e mais imprecisos conselhos editoriais do mundo, afirmou que eu declarei uma vitória prematura no Irão. Na realidade, é uma vitória, e não tem nada de 'prematura'!”, afirmou Trump na Truth Social, logo após visar influentes comentadores conservadores, numa outra mensagem. 

"Sei porque é que Tucker Carlson, Megyn Kelly, Candace Owens e Alex Jones (...) acham fantástico que o Irão, o principal Estado apoiante do terrorismo, tenha armas nucleares. É porque têm algo em comum: têm um QI baixo. São estúpidos”, afirmou Trump. 

Estes quatro comentadores conservadores manifestaram publicamente a sua oposição à guerra no Irão, vendo nela uma quebra da promessa isolacionista da política “América Primeiro” (“America First", em inglês) defendida por Trump, e acusando o Presidente de ter cedido às pressões de Israel para desencadear o conflito a 28 de fevereiro. 

Segundo Trump, os quatro "foram todos despedidos da televisão, perderam os seus programas e já nem sequer são convidados para os estúdios porque ninguém se interessa por eles; são desequilibrados, fomentadores de desordem". 

Tucker Carlson e Megyn Kelly são ambos ex-apresentadores da emissora conservadora Fox News que agora conduzem os seus próprios programas independentes. 

A Carlson, Trump aconselha a “talvez ir consultar um psiquiatra". 

Já a influenciadora conspiracionista Candace Owens, Trump critica por "acusar a primeira-dama da França, altamente respeitada, de ser um homem, quando tal não é o caso”. 

O presidente norte-americano diz "esperar" que Brigitte Macron "ganhe muito dinheiro" no processo por difamação movido num tribunal norte-americano pelo casal presidencial francês contra Owens, por difundir a teoria da conspiração. 

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