O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpEPA/GIUSEPPE LAMI

Trump diz que EUA têm "mais munições do que nunca" e insiste em acordo com o Irão após eleições intercalares

Presidente dos Estados Unidos diz que o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia "vai acontecer mais depressa do que as pessoas imaginam".
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Donald Trump negou esta terça-feira, 22 de setembro, durante o seu discurso na sessão de abertura da Assembleia-Geral da ONU, que as forças armadas norte-americanas tenham falta de armas avançadas por causa da guerra com o Irão.

“Temos mais munições do que alguma vez poderíamos imaginar usar, e estamos a produzi-las a níveis nunca antes vistos”, assegurou o presidente dos Estados Unidos, apesar de especialistas afirmarem que os stocks de armas estão a diminuir e que existe uma escassez crítica de intercetores de mísseis.

Ainda sobre a guerra no Médio Oriente, Trump insiste num acordo com o Irão "logo após as eleições" intercalares, em novembro, lançando uma série de questões sobre o que deve fazer: "Será feito um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que alguma vez foi? Ou devo aniquilar a República Islâmica rapidamente, sem nunca mais lhes dar a hipótese de matar e destruir pessoas e países? Devo mandá-los para o inferno?"

Ainda assim, o presidente norte-americano diz o sufrágio nem lhe "passa pela cabeça". “Estão à espera para ver como me saio nas eleições intercalares. O que não percebem é que não estou a concorrer. Já o fiz e ganhei com folga… e vou ficar aqui durante dois anos e meio", atirou, depois de as sondagens terem indicado que a guerra está a dificultar a manutenção do controlo do Congresso por parte do Partido Republicano, até porque os republicanos de alguns estados já começaram a manifestar-se contra a guerra.

Embora tenha desvalorizado as eleições intercalares, Trump começou o seu discurso a falar de assuntos internos, como economia, imigração e criminalidade.

“Posso afirmar com orgulho que a América está de volta e o nosso país está hoje mais forte do que nunca. A nossa tecnologia não fica atrás de nenhuma, e estamos a liderar em praticamente tudo", frisou, tendo ainda destacado o desempenho do mercado bolsista dos Estados Unidos, a queda da taxa oficial de pobreza nos EUA prevista para 2025, os seus esforços para impedir as travessias ilegais na fronteira sul e a redução das taxas de crimes violentos nas cidades americanas.

Acerca da guerra na Ucrânia, o líder da Casa Branca afirmou que o fim do conflito "vai acontecer mais depressa do que as pessoas imaginam", repetindo assim uma promessa recorrente desde que voltou à presidência dos Estados Unidos, em 2025.

Trump dedicou ainda algumas palavras à Gronelândia, afirmando que o acordo que será assinado ainda esta terça-feira com a Dinamarca dará aos Estados Unidos um “controlo permanente sobre a segurança” da ilha, com a "uma grande presença militar nos locais apropriados”, incluindo “a construção de duas bases militares muito importantes”, com vista a "alargar a presença [militar] americana no Ártico e no Atlântico Norte”.

Em relação à inteligência artificial, o presidente dos EUA disse que iria mudar “oficialmente” o nome da tecnologia, pois o atual faz com que pareça "falsa".

“O uso da palavra artificial faz com que a inteligência pareça falsa, faz com que pareça falsa, e não é falsa. É realmente incrível”, disse Trump aos outros líderes mundiais.

A partir deste “momento”, os documentos do governo dos EUA “serão alterados para usar o termo muito mais preciso ‘super’ em vez de ‘artificial’". "Então será ‘superinteligência’”, anunciou, durante um longo discurso de aproximadamente 40 minutos.

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