O presidente dos EUA voltou a ameaçar o Irão caso não seja alcançado um acordo em breve para acabar com a guerra e se o estreito de Ormuz não for "imediatamente aberto", embora refira que Washington está em "negociações sérias" com um "novo regime" de Teerão. "Os Estados Unidos da América estão em negociações sérias com um novo regime, mais razoável, para encerrar as nossas operações militares no Irão", começa por referir Donald Trump na mensagem publicada na Truth Social.Diz que "foram feitos grandes progressos" nas negociações, mas avisa a nova liderança do Irão. "Se por algum motivo não for alcançado um acordo em breve, o que é provável que aconteça, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos a nossa adorável 'estadia' no Irão explodindo e obliterando completamente todas as suas centrais de produção de energia eléctrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as centrais de dessalinização!), que propositadamente ainda não 'tocamos'"."Isto será em retaliação pelos nossos muitos soldados e outros que o Irão massacrou e matou durante os 47 anos do 'Reinado de Terror' do antigo regime", conclui Trump.."Não tivemos, até ao momento, quaisquer negociações diretas com os Estados Unidos", afirmou esta segunda-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, numa conferência de imprensa, segundo a CNN, que cita a agência noticiosa estatal IRNA.Teerão reiterou que as mensagens de Washington têm sido transmitidas apenas através de intermediários, isto um dia depois de o Paquistão afirmar que o país irá receber em breve negociações entre Irão e EUA. A informação foi revelada no domingo pelo ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, após a reunião de altos diplomatas da Turquia, Egito e Arábia Saudita em Islamabad.O ministro paquistanês não revelou se essas negociações seriam diretas ou indiretas, e não houve até agora qualquer pronunciamento de nenhuma das partes sobre essa possibilidade.Já esta segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, afirmou que o plano de 15 pontos apresentado pelos EUA para acabar com a guerra contém "exigências em grande parte excessivas, irrealistas e irracionais". .O Ministério da Defesa iraquiano informou esta segunda-feira que uma base aérea do país foi atingida esta madrugada por um ataque com míssil, Trata-se da base aérea de Mohamad Alaa, localizada junto ao Aeroporto Internacional de Bagdade, segundo o governo iraquiano, citado pela Sky News.Não há registo de feridos, indicou o ministério, dando conta que uma aeronave foi destruída..Foi registado esta segunda-feira um incêndio na refinaria de petróleo em Haifa, no norte de Israel, de acordo com a Associated Press. A estação de televisão israelita Channel 12 mostrou imagens de denso fumo negro a partir das instalações da refinaria. Não é ainda clara a origem do incêndio, que foi reportado depois de o exército israelita informar que o Irão tinha lançado uma nova vaga de mísseis. Equipas de busca e salvamento foram acionadas para o local, disseram as forças israelitas..A Síria revelou esta segunda-feira um "ataque em grande escala" que yeve como alvo as bases militares do país que estão situadas perto da fronteira com o Iraque.As Forças Armadas sírias informaram, em comunicado citado pela AFP, que ocorreu "um ataque em grande escala por vários drones contra várias bases militares perto da fronteira com o Iraque, na madrugada de hoje". Segundo o exército sírio, a maioria dos drones foi interceptada."Estamos a analisar as nossas opções e responderemos de forma adequada para neutralizar qualquer ameaça e impedir qualquer agressão contra o território sírio", refere ainda o comunicado das Forças Armadas Sírias..Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.“Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França”, noticiou hoje o jornal El Pais, que cita fontes militares.A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos “a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal”.“Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento”, disse Sánchez.O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil"."Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.Segundo escreve o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve “intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha” e das bases militares espanholas usadas pelos EUA “no dispositivo militar norte-americano”, que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.Lusa."Não se pode repetir". Espanha chama chefe da embaixada de Israel para condenar bloqueio a Santo Sepulcro.A Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) confirmou esta segunda-feira a morte do comandante da Marinha, Alireza Tangsiri, que foi morto na passada quinta-feira num ataque israelita em Bandar Abbas, de acordo com um comunicado divulgado pelos media iranianos, segundo o The Guardian.De acordo com o ministro da Defesa israelita, "as Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] eliminaram o comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, a pessoa diretamente responsável pela operação terrorista de minagem e bloqueio do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo”..As principais bolsas europeias abriram hoje mistas, quando começa o segundo mês da guerra dos EUA e Israel contra o Irão, com o preço do barril Brent, de referência na Europa, em mais 116 dólares.Cerca das 08:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,04% para 575,08 pontos.As bolsas de Paris, Frankfurt e Milão recuavam 0,08%, 0,16% e 0,09%, enquanto as de Londres e Madrid se valorizavam 0,18% e 0,15%.A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,45% para 8.922,22 pontos.O euro mantinha-se estabilizado e recuava 0,02% para 1,1508 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1509 dólares na sexta-feira.O mercado encontra-se num ambiente dominado pela geopolítica, a energia e as taxas de juro.A subida do petróleo Brent, com o barril em mais de 116 dólares, reabre com força o risco inflacionista e cria pressão sobre os bancos centrais, que poderiam começar a ter que reconsiderar um aumento das taxas para combater o aumento dos preços.O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 3,06% para 116,04 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, avançava 2%, para 101,68 dólares.O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, valorizava-se 2,49% para 55,525 euros por megawatt-hora (MWh).Os metais preciosos estão em alta ligeira: no caso do ouro, 0,82%, até 4.530,83 dólares a onça, enquanto a prata avança 0,98%, até 70,44 dólares.Os futuros dos índices norte-americanos apontam para ganhos de 0,24% para o Nasdaq e de 0,16% para o Dow Jones, depois de ter terminado na sexta-feira a descer 2,15% e 1,73%, respetivamente.Lusa.O presidente dos Estados Unidos afirmou na madrugada desta segunda-feira que "muitos alvos há muito procurados [no Irão] foram eliminados e destruídos" pelas Forças Armadas norte-americanas, "as melhores e mais letais do mundo", escreveu numa mensagem publicada nas redes sociais."Grande dia no Irão", resumiu Donald Trump na Truth Social. .O Governo do Kuwait anunciou hoje que o Irão atacou uma central de dessalinização no país, que também gera eletricidade, matando um cidadão indiano."Um edifício de serviços numa central de dessalinização que gera eletricidade foi atacado no âmbito da agressão iraniana contra o Estado do Kuwait, resultando na morte de um trabalhador indiano e em danos materiais significativos", escreveu o Ministério da Eletricidade e Água do Kuwait na rede social X.Também hoje, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou a interceção de cinco mísseis balísticos que se dirigiam para o leste do país."Cinco mísseis balísticos foram detetados e intercetados quando se dirigiam para a província oriental" da Arábia Saudita, afirmou o ministério em comunicado, sem especificar a origem dos projéteis.Lusa.Irão: China pode aproveitar guerra para reforçar posição global.O parlamento israelita (Knesset) aprovou hoje o orçamento do estado para 2026, com 62 votos a favor e 55 contra, incluindo mais de 39 mil milhões de euros destinados ao Ministério da Defesa."O orçamento do Estado reflete a ordem de prioridades planeada pelo governo e vai ao encontro das necessidades que ele perceciona no momento da sua formulação", afirmou o Knesset num comunicado de imprensa publicado hoje no seu site oficial.O orçamento de 699 mil milhões de shekels (aproximadamente 193 mil milhões de euros) destina mais 77% para despesas de defesa do que para a saúde, sendo esta última de aproximadamente 17 mil milhões de euros.Da mesma forma, a verba para o Ministério da Educação é 37% inferior à destinada à Defesa, estando reservados aproximadamente 27 mil milhões de euros.O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, disse que a verba atribuída à defesa vai permitir concluir a campanha militar e melhorar a posição geopolítica e diplomática.“Seremos capazes de desmantelar e reconstruir o Médio Oriente. Este orçamento dá ao país a capacidade de vencer", acrescentou o ministro das Finanças israelita, durante a sessão plenária.Lusa.O presidente norte-americano, Donald Trump, expressou otimismo sobre um acordo com a nova liderança do Irão e alegou que a guerra lançada em conjunto com Israel resultou numa mudança de regime em Teerão.Trump declarou no domingo à noite que os sucessivos assassínios dos principais líderes da República Islâmica, a começar pelo líder supremo, aiatola Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, provocaram uma mudança de facto do regime."Estamos a lidar com pessoas diferentes de todas as que já lidámos antes", disse Trump aos jornalistas, descrevendo-as como "muito mais razoáveis" do que as antecessores.O líder republicano disse que "vê um acordo" com a nova liderança iraniana, "talvez em breve".Trump afirmou que o Irão está prestes a permitir a passagem de 20 petroleiros pelo Estreito de Ormuz nos próximos dias.O Irão bloqueou esta via navegável estratégica, que transporta normalmente um quinto do petróleo e gás natural mundiais, o que fez com que os preços dos hidrocarbonetos disparassem.Os preços do petróleo abriram hoje em forte alta nos mercados asiáticos, antes das declarações do presidente norte-americano.Numa entrevista publicada no domingo à noite pelo jornal britânico Financial Times, Trump alertou que os militares norte-americanos poderiam "muito facilmente" tomar a ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, onde se situa o maior terminal petrolífero do Irão, responsável por aproximadamente 90% das exportações de crude.A ilha foi alvo de um ataque norte-americano em meados de março.Um navio de assalto anfíbio dos Estados Unidos, liderando um grupo naval composto por "cerca de 3.500" marinheiros e fuzileiros, chegou à região na sexta-feira, o que reforçou os sinais de que está em preparação o eventual envio de tropas norte-americanas para solo iraniano, uma possibilidade sobre a qual Donald Trump se tem revelado ambíguo."O inimigo está a enviar mensagens públicas de negociação e diálogo, enquanto planeia secretamente uma ofensiva terrestre", denunciou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf."Os nossos homens aguardam a chegada dos soldados norte-americanos a terra para os atacar e castigar os seus aliados regionais de uma vez por todas", acrescentou.O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, agradeceu às autoridades religiosas e ao povo iraquiano o apoio face à ofensiva americano-israelita, que descreveu como uma "agressão".Mojtaba Khamenei, que se manteve fora de vista desde a nomeação, a 08 de março, voltou a pronunciar-se numa mensagem escrita divulgada pelos meios de comunicação iranianos.A sua ausência tem alimentado especulações, e o próprio Donald Trump questionou se o novo aiatola está vivo.DN/Lusa.Irão avisa os EUA para as consequências de uma invasão terrestre .Tóquio informou hoje que considera tomar "medidas decisivas" face à desvalorização do iene, que caiu para 160 unidades por dólar, o nível mais baixo em mais de 18 meses, devido à subida dos preços do petróleo."Estamos a constatar que a especulação está a aumentar no mercado cambial, para além do mercado de futuros do petróleo. Se esta situação persistir, em breve serão necessárias medidas decisivas", declarou o vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais do Japão, Atsushi Mimura, citado pelo jornal económico Nikkei.O principal diplomata japonês em matéria de divisas utilizou, pela primeira vez desde que assumiu o cargo em julho de 2024, o termo "decisivo", uma expressão que os operadores costumam interpretar como um sinal de que as autoridades estão dispostas a intervir.As declarações de Mimura, que constituem o aviso mais enérgico até ao momento sobre uma possível intervenção, surgem depois de o iene ter atingido na sexta-feira, em Nova Iorque, o nível mais baixo desde julho de 2024, altura em que as autoridades japonesas intervieram pela última vez.O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou na comissão de Orçamento da Câmara dos Representantes que o banco central continuará a "acompanhar de perto" as tendências no mercado cambial, mas que, em comparação com 2025, as empresas estão a ser mais proativas no que diz respeito ao aumento dos salários, o que faz com que as flutuações da taxa de câmbio influenciem as tendências dos preços.Neste contexto, a Bolsa de Tóquio abriu hoje em forte queda, a perder mais de 4,5% devido a preocupações com uma escalada da guerra no Médio Oriente e eventuais repercussões no abastecimento energético, numa altura em que os rebeldes Huthis do Iémen se juntaram ao conflito e há relatos que apontam para uma possível incursão terrestre dos Estados Unidos no Irão.Lusa.A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou no domingo que um elemento das forças de manutenção da paz morreu na noite passada quando um projétil explodiu numa posição da FINUL no sul do Líbano.O ‘capacete azul’ “foi tragicamente morto na noite passada quando um projétil explodiu numa posição da FINUL perto de Adchit Al Qusayr. Outro ficou gravemente ferido. Ninguém deve perder a vida a servir a causa da paz”, refere a força da ONU em comunicado.O sul do Líbano está a ser bombardeado pelas forças israelitas desde que o movimento xiita libanês Hezbollah começou a disparar ‘rockets’ em direção ao norte de Israel em 2 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.“A FINUL expressa as suas mais profundas condolências à família, amigos e colegas do membro das forças de manutenção da paz que perdeu a vida enquanto cumpria corajosamente o seu dever”, adianta.A força da ONU indica desconhecer a origem do projétil e ter iniciado uma investigação “para apurar todas as circunstâncias”.A FINUL reafirma o apelo “a todos os intervenientes para que cumpram as suas obrigações perante o direito internacional e garantam a segurança do pessoal e dos bens da ONU em todos os momentos”, acrescentando que “os ataques deliberados contra membros das forças de manutenção da paz são graves violações do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, podendo constituir crimes de guerra”.Aquela força da ONU sublinha ainda que “não há solução militar” para o conflito na zona.Lusa.Uma fábrica petroquímica localizada no noroeste do Irão foi hoje alvo de um ataque, que não provocou a libertação de substâncias perigosas, de acordo com a imprensa oficial iraniana.Segundo a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica do Irão, o "ataque EUA-sionista" contra fábrica petroquímica, localizada em Tabriz, não causou danos."A situação está controlada. Equipas de resgate e operacionais estão presentes no local e nenhuma substância perigosa, tóxica ou poluente foi libertada. A população não tem de se preocupar", acrescentou a Tasnim.Horas antes, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA, na sigla em inglês) disse que a central nuclear de Khondab, no Irão, deixou de funcionar devido a danos sofridos num ataque, mas não continha material nuclear.Em comunicado publicado na rede social X, a AIEA revelou que, "com base numa análise independente de imagens de satélite e com conhecimento das instalações" de Khondab, concluiu que a central que produz "água pesada" sofreu graves danos e está inoperacional.Lusa.Atestar o carro com gasolina já custa mais 14% e no gasóleo subida vai em 30% desde o início da guerra.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra contra o Irão, desencadeada a 28 de fevereiro por uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel.Em retaliação, Teerão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, para além de manter um bloqueio ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz..Netanyahu anuncia alargamento da invasão do sul do Líbano