Uma comissão parlamentar iraniana aprovou um plano para cobrar portagens aos navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, informaram hoje os meios de comunicação estatais.A televisão estatal iraniana informou, citando um membro da comissão de segurança do parlamento, que o plano inclui "disposições financeiras e sistemas de portagens em rials", a moeda iraniana, bem como a cooperação com Omã, localizado do outro lado do estreito.O plano inclui ainda "uma proibição de passagem para os americanos e o regime sionista" (Israel), bem como para outros países que impuseram sanções contra o Irão, segundo a mesma fonte.Em tempos de paz, aproximadamente um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo transita pelo Estreito de Ormuz, que o Irão declarou encerrado à navegação após os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro.Desde então, o tráfego marítimo caiu cerca de 95%, segundo a plataforma de rastreio marítimo Kpler. Com países como a Arábia Saudita e Qatar impedidos de expedir as suas exportações de petróleo e gás pela via estratégica, as repercussões estão a fazer-se sentir em todos os mercados globais de energia.Teerão tem respondido aos ataques também com visando alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.As infraestruturas energéticas de países vizinhos como o Qatar e a Arábia Saudita têm sido particularmente visadas pelos mísseis iranianos, bem como outras instalações de natureza civil. Os Estados Unidos defenderam hoje que a situação no Estreito de Ormuz está a melhorar e que, em breve, "retomarão o controlo" desta via marítima estratégica para que os navios petroleiros possam circular pela rota sem restrições.A garantia foi dada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, numa entrevista à estação de televisão Fox News."O mercado está bem abastecido e todos os dias vemos um número crescente de navios a transitar [pelo estreito], mas, com o tempo, os Estados Unidos retomarão o controlo dos estreitos e a liberdade de navegação será restabelecida, quer através de escoltas norte-americanas quer por meio de uma escolta multinacional", referiu Bessent.Ainda assim, o representante estimou o atual défice do mercado entre 10 e 12 milhões de barris, perante o qual a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, está a fornecer cerca de quatro milhões de barris por dia, no âmbito da decisão dos 32 países da Agência Internacional da Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris das reservas de emergência. Lusa.O Ministério do Interior do Bahrein anunciou hoje que as autoridades detiveram três pessoas acusadas de pertencerem a uma célula terrorista afiliada no grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.Os detidos, com idades entre os 20 e os 30 anos, estavam envolvidos em atividades que "semeariam o medo (...) e colocariam em risco a segurança do país", referiu a Direção-Geral de Investigação Criminal do país do Golfo Pérsico, que não especificou quando ou onde ocorreram as detenções.Segundo a mesma fonte, os detidos "coordenaram ações com elementos terroristas no estrangeiro para minar a soberania do Estado, instigar o medo e o terror entre cidadãos e residentes e colocar em risco a segurança nacional do Reino".As investigações revelaram que, durante a sua estadia no Líbano, os três homens se encontraram com membros do Hezbollah e receberam treino de armamento.Enviaram também fotografias e informações sobre as repercussões de ataques iranianos no Bahrein e angariaram fundos sob o pretexto de trabalho de beneficência, que foram posteriormente transferidos para financiar as atividades da organização libanesa, considerada terrorista pela União Europeia e por diversos países."Estas ações fizeram parte da preparação para a execução de planos e atos terroristas” no país, “dirigidos por líderes da organização", declarou o Ministério do Interior.Os detidos foram entregues ao Ministério Público para os devidos procedimentos legais, adiantou.Lusa.A eurodeputada do BE questionou hoje a Comissão Europeia sobre eventuais medidas para aliviar os elevados preços da energia dado o conflito no Médio oriente, como a instituição fez aquando da pandemia da covid-19.“Vai a Comissão voltar a implementar as medidas tomadas aquando da pandemia, nomeadamente a imposição de tetos aos rendimentos das distribuidoras, de uma contribuição de solidariedade do setor, de um mecanismo de correção do mercado e da fixação de preços para pequenas e médias empresas?”, perguntou Catarina Martins num pedido feito ao executivo comunitário e divulgado pelo BE.A eurodeputada bloquista questionou também se a Comissão Europeia está a “ponderar medidas adicionais desenhadas para este contexto específico” ou a “prever derrogações às regras do mercado interno que permitam aos Estados-membros tomarem as suas próprias medidas”.Em comunicado, Catarina Martins sublinhou que, “à semelhança do que aconteceu na crise da pandemia, a Comissão deve também permitir que os governos tomem medidas adicionais para proteger as suas economias e as suas famílias, sobretudo em países com níveis elevados de pobreza energética, como é o caso de Portugal”.A posição surgiu quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.Embora a Comissão Europeia tenha afirmado que o abastecimento energético está de momento garantido, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias.A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.Espera-se que, ainda esta semana, o executivo comunitário avance com medidas para baixar os preços da eletricidade e reforçar a segurança energética, incluindo flexibilizar os apoios estatais para ajudar rapidamente os setores mais afetados e trabalhar com os Estados-membros para reduzir o impacto dos custos dos combustíveis como através da redução de impostos, isto sem prejudicar o investimento em energias limpas.Ao mesmo tempo, a instituição está a preparar legislação para melhorar as redes elétricas e pretende ainda reforçar e tornar mais flexível o sistema de comércio de emissões, aumentando o financiamento para tecnologias limpas e descarbonização.A Comissão Europeia pediu na semana passada que os Estados-membros da UE apoiem os consumidores mais vulneráveis devido aos elevados preços energéticos, baixem os impostos sobre a luz e evitem cortes no fornecimento.O conflito, ainda em curso no Médio Oriente, afeta produtores de petróleo e gás e provoca instabilidade nos mercados internacionais de energia.Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações (sobretudo de combustíveis fósseis) provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.Lusa.A Autoridade Palestiniana acusou Israel de tentar "legitimar execuções extrajudiciais" com a lei aprovada hoje pelo Parlamento israelita que institui "a pena de morte para os terroristas", uma legislação à medida para se aplicar apenas a palestinianos.Esta lei constitui "um crime e uma escalada perigosa nas políticas de ocupação [por Israel, NDLR, que] não tem nenhuma soberania sobre a terra da Palestina", escreveu na rede social X o ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros, para quem esta legislação "revela mais uma vez a natureza do sistema colonial israelita", ao procurar "legitimar execuções extrajudiciais dando-lhes uma aparência legal".O parlamento israelita aprovou hoje uma lei que institui a pena de morte por enforcamento para pessoas culpadas de homicídio terrorista que, na prática, aplica-se apenas a palestinianos condenados por ataques ou atentados contra Israel.O texto obriga (salvo exceções não definidas) os tribunais militares israelitas a impor essa pena aos palestinianos residentes na Cisjordânia ocupada, enquanto os tribunais que julgam cidadãos israelitas têm a possibilidade de aplicar, em vez disso, a prisão perpétua. O diploma estabelece mais condições para a aplicação.Esta proposta de lei, apresentada pela extrema-direita, foi aprovada com 62 votos a favor e 48 contra.O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assistiu à votação na sessão plenária do Knesset (parlamento israelita) e votou a favor da reforma, promovida pelo partido do ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben Gvir."A lei é populista, imoral, não igualitária", condenou durante o debate o deputado do partido da oposição Yesh Atid (Há Futuro), Matti Sarfatti, classificando-a de "claramente inconstitucional".A organização não-governamental (ONG) Associação para os Direitos Civis em Israel (ACRI) anunciou, logo a seguir à aprovação da legislação, ter interposto um recurso junto do Supremo Tribunal de Israel para contestar a lei.Esta lei é "inconstitucional, discriminatória por natureza e, para os palestinianos da Cisjordânia, aprovada sem base jurídica", escreveu a ACRI num comunicado que detalha os motivos do recurso.Desde 1962 que Israel não aplica a pena de morte, atualmente proibida para a maioria dos crimes, sendo permitida apenas em casos extraordinários de crimes de guerra ou genocídio.No domingo, os chefes da diplomacia da Alemanha, França, Itália e Reino Unido instaram o parlamento e o Governo de Israel a abandonarem o plano de expandir as possibilidades de impor a pena de morte.Anteriormente, o Conselho da Europa tinha pedido que a proposta de lei fosse abandonada.Um grupo de 12 peritos em direitos humanos das Nações Unidas também tinham exigido em fevereiro a Israel que retirasse uma proposta de lei para impor a pena de morte a condenados por terrorismo, considerando-o ilegal e discriminatório para os palestinianos.Lusa.A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou hoje, em comunicado, que três dos seus militares foram mortos nas últimas 24 horas em dois incidentes separados no sul do território libanês.Hoje, dois militares da força de paz da ONU no Líbano, também conhecidos como “capacetes azuis”, morreram devido ao impacto de um projétil no veículo em que se deslocavam, perto de Bahi Hayan, no distrito de Marjayún, no sul do Líbano.O veículo integrava uma coluna sob comando de militares espanhóis.No domingo, morreu outro “capacete azul”, de nacionalidade indonésia, num outro ataque de origem desconhecida.Num comunicado enviado às redações, e em relação às mortes de hoje, a missão da ONU no Líbano fala de uma “explosão de origem desconhecida” que destruiu o veículo em que seguiam, tendo um outro militar ficado gravemente ferido e um quarto com ferimentos ligeiros.“Este é o segundo incidente fatal nas últimas 24 horas. Reiteramos que ninguém deveria ter de morrer ao serviço da causa da paz”, referiu a FINUL no comunicado, em que apresenta condolências às famílias das vítimas e adianta que está em curso uma investigação para determinar o que aconteceu.“Reiteramos a necessidade urgente de todos os intervenientes cumprirem as suas obrigações ao abrigo do direito internacional e garantirem a segurança e a proteção do pessoal e dos bens da ONU em todos os momentos, incluindo evitando quaisquer ações que possam colocar os membros da força de manutenção da paz em perigo”, prosseguiu a FINUL.Para a missão da ONU no Líbano, os ataques deliberados contra membros da força de manutenção da paz constituem “graves violações” do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, “podendo constituir crimes de guerra”.“O custo humano deste conflito é demasiado elevado. A violência, como já afirmámos anteriormente, tem de acabar”, apelou a FINUL.Lusa.Os Estados Unidos (EUA) defenderam hoje que a situação no Estreito de Ormuz está a melhorar e que, em breve, “retomarão o controlo” desta via marítima estratégica para que os navios petroleiros possam circular pela rota sem restrições.A garantia foi dada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, numa entrevista à estação de televisão Fox News, que lembrou que o trânsito de petróleo e mercadorias no estreito foi interrompido pelo Irão em represália pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro.“O mercado está bem abastecido e todos os dias vemos um número crescente de navios a transitar [pelo estreito], mas, com o tempo, os Estados Unidos retomarão o controlo dos estreitos e a liberdade de navegação será restabelecida, quer através de escoltas norte-americanas quer por meio de uma escolta multinacional”, referiu Bessent.Ainda assim, o representante estimou o atual défice do mercado entre 10 e 12 milhões de barris, perante o qual a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, está a fornecer cerca de quatro milhões de barris por dia, no âmbito da decisão dos 32 países da Agência Internacional da Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris das reservas de emergência.Antes da eclosão do conflito, pelo Estreito de Ormuz passava quase um quinto do petróleo mundial..O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou hoje que existem fissuras na liderança do Irão, apontando a diferença entre discurso público e privado dos seus interlocutores iranianos, sobre quem se escusou a fornecer pormenores, por segurança.Em declarações ao canal televisivo ABC News, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que não revelaria a identidade das pessoas com as quais mantém diálogo em Teerão, para acordar o fim da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel, porque “provavelmente isso lhes causaria problemas com outros grupos dentro do Irão”.“Há lá algumas fraturas internas (na liderança iraniana). E creio que se há pessoas no Irão que agora, dadas todas as circunstâncias, estão dispostas a encaminhar o seu país numa direção diferente, isso será algo positivo”, acrescentou.Hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na sua rede social, Truth Social, que o seu país “está em conversações sérias com um novo e mais razoável regime” no Irão, ao mesmo tempo reiterando as suas ameaças às instalações elétricas e petrolíferas da República Islâmica, “se não se chegar em breve a um acordo”.Rubio assegurou depois à ABC que há pessoas em Teerão que, “em privado, estão a dizer algumas das coisas certas”.“O que dizem e tornam público para o mundo não reflete necessariamente o que dizem nas nossas conversas. Mas, no final, temos de ver se estas pessoas acabarão por ser as que estão ao comando, se serão elas que têm o poder para cumprir o acordo. (…) Temos esperança de que seja esse o caso”, afirmou.Lusa.O Bloco de Esquerda entregou esta segunda-feira na residência oficial do primeiro-ministro uma carta assinada por “cerca de 8500 pessoas” que pedem ao Governo que proíba a utilização da Base das Lajes por parte dos Estados Unidos para ataques ao Irão."O que viemos aqui trazer ao Governo foi uma carta aberta, subscrita por cerca de 8.500 pessoas, que dão voz a este sentimento de indignação, de exigência ao Governo de que condene este conflito e que o faça, sobretudo, de uma forma muito concreta, proibindo realmente, e não retoricamente, proibindo realmente a utilização da base das Lajes por aeronaves norte-americanas para este efeito", afirmou o coordenador do partido, José Manuel Pureza, que liderou a delegação que foi recebida pelo assessor diplomático do primeiro-ministro.O líder bloquista indicou que a missiva exige ao executivo liderado por Luís Montenegro que siga o exemplo de Espanha, que fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão e recusou a utilização de duas bases militares por parte dos Estados Unidos."Custa a crer que o Governo, perante tudo isto, tenha uma posição de grande cumplicidade materializada numa utilização da Base das Lajes que contraria tudo aquilo que são regras essenciais do direito internacional e até do direito português", criticou Pureza, que se referiu também à notícia avançada pela SIC que dá conta de que drones militares MQ-9 Reaper, conhecidos como "drones assassinos", vão chegar esta noite à Base das Lajes: "O facto de hoje mesmo estar programado uma aterragem na Base das Lajes de um número muito significativo de drones norte-americanos para utilização no conflito agrava essa cumplicidade do Governo português.""O que é importante que o país perceba, desejavelmente o Governo também, é que há muita gente no nosso país que olha para esta guerra com uma enorme indignação, com uma enorme preocupação e que se sente lesada, enquanto tal, na sua carteira, no dia-a-dia, no supermercado, no preço da habitação, com os efeitos desta guerra", prosseguiu Pureza, que recebeu a indicação que a carta chegará a Luís Montenegro. "Os factos dão razão a quem olha para isto com enorme preocupação e com enorme revolta. A verdade é que depois de o ministro Paulo Rangel ter dito que o Governo português estabelecia condições imperativas para a utilização da Base das Lajes, isso já aconteceu depois da Base das Lajes já ter sido utilizada por aeronaves norte-americanas para o seu envolvimento na guerra. Portanto, o governo pode não confirmar, pode não desmentir, mas os factos confirmam", acrescentou..O preço médio semanal (eficiente) calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desce esta semana para a gasolina, mas sobe para o gasóleo, que se mantém acima dos dois euros.Assim, segundo a ERSE, para a semana de 30 de março a 05 de abril, o preço eficiente antes de impostos é de 0,991 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 1,356 euros por litro para o gasóleo simples.De acordo com o regulador, após impostos, o preço fica nos 1,976 euros por litro para a gasolina 95 simples, e nos 2,232 euros por litro para o gasóleo simples.“O preço eficiente registou uma atualização, face à semana passada, de -1,2% para a gasolina e de +1,8% para o gasóleo, tendo em conta a variação semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples em -2,7% e do gasóleo simples em +3,3%”, disse a ERSE.Os preços eficientes resultam da média das cotações internacionais da semana anterior, acrescida de custos logísticos, margens de retalho e impostos, sendo usados pelo regulador para avaliar se os preços praticados no mercado refletem a evolução dos custos.Por sua vez, em comparação com a semana anterior, a média dos Preços de Venda ao Público (PVP) anunciados nos pórticos, reportados no Balcão Único da Energia, situou-se 3,3 cêntimos por litro abaixo do preço eficiente na gasolina 95 simples, e 10,3 cêntimos por litro abaixo no gasóleo simples.De acordo com a ERSE, “em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de -1,7% e -4,9%, respetivamente”.Já no que no que respeita aos preços com descontos, publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), “a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram um desvio face ao preço eficiente de -3,6% e de -6,4%, respetivamente”.Em termos absolutos, indicou a ERSE, estas estimativas situam-se, para a gasolina 95 simples, em –7,2 cêntimos por litro abaixo, e para o gasóleo simples, em -13,1 cêntimos por litro abaixo, dos respetivos preços eficientes.A tendência de subida nas últimas semanas acompanha a volatilidade internacional, intensificada pela tensão no Médio Oriente, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).Lusa.Os ministros das Finanças e da Energia do Grupo dos Sete (G7) manifestaram hoje disponibilidade para tomar todas as medidas necessárias para preservar a estabilidade e a segurança do mercado energético ameaçadas pelo conflito no Médio Oriente."Estamos preparados para tomar todas as medidas necessárias em estreita coordenação com os nossos parceiros [...] para preservar a estabilidade e a segurança do mercado energético", declararam os países do G7, que inclui o Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, num comunicado conjunto após uma reunião por videoconferência.Convocada pela França, que detém este ano a presidência do G7, o encontro dos ministros da Energia e das Finanças contou também com a presença dos governadores dos bancos centrais do grupo para avaliar a evolução da situação no Médio Oriente e as suas implicações para os mercados energéticos, a economia global e a estabilidade financeira.“Continuamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos e o seu potencial impacto no crescimento global e nas condições do mercado financeiro”, acrescentaram os membros do G7 no mesmo comunicado, destacando as avaliações em curso de organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a OCDE, a Agência Internacional de Energia (AIE) e o Conselho de Estabilidade Financeira.O G7 saudou também a decisão tomada há alguns dias pelos membros da AIE sobre uma maior libertação coordenada das suas reservas de petróleo, num esforço para conter a volatilidade dos preços.Por sua vez, os bancos centrais reiteraram o seu compromisso com a estabilidade de preços, sublinhando que “a política monetária continuará a ser orientada por dados” que reflitam o impacto dos preços da energia na inflação e na atividade económica.Os ministros das Finanças e da Energia do G7 reforçaram ainda a necessidade de garantir mercados energéticos “que funcionem adequadamente, sejam estáveis e transparentes”, e que assegurem o fornecimento suficiente de petróleo e gás "sem restrições injustificadas" à exportação de hidrocarbonetos."Da mesma forma, reafirmamos a importância de fluxos comerciais seguros e ininterruptos, incluindo a segurança da navegação e a proteção de infraestruturas marítimas críticas", acrescentaram.Lusa.A crise no Médio Oriente impulsionou, nas últimas semanas, o aumento em cerca de 10% do tráfego de navios no Canal do Panamá, afirmou hoje a vice-administradora da via navegável, Ilya Espino de Marotta.A segunda responsável pela via que liga o Atlântico ao Pacífico e pela qual passam entre 3% e 6% do comércio mundial precisou que, nas últimas duas semanas, foram realizados entre 38 e 41 trânsitos diários, quando estavam previstos cerca de 34 a 36.“Obviamente, o Canal do Panamá é uma rota segura, é uma rota curta que, com os preços dos combustíveis, proporciona melhores economias de escala. Por isso, temos assistido a um aumento do tráfego e estamos aqui, dia após dia, a tentar apoiar a indústria o máximo possível”, declarou Espino de Marotta numa entrevista à emissora Telemetro.Um dos segmentos mais afetados é o do gás natural liquefeito (GNL), que sofreu uma forte redução após o início da guerra na Ucrânia, uma vez que a carga deste hidrocarboneto proveniente dos Estados Unidos com destino à Ásia foi desviada para a Europa, devido às melhores condições de mercado existentes no continente, por causa do conflito armado.“Tivemos 500 trânsitos por ano, 380 trânsitos de GNL por ano entre 2018 e 2022, mas em 2023-2024 o segmento entrou em colapso devido à guerra entre a Ucrânia e a Rússia e agora está a recuperar. Estamos a registar reservas para o próximo mês de abril”, precisou Espino de Marotta.O gás natural liquefeito “é o segundo segmento que paga a portagem mais elevada do Canal, pelo que é um bom indício” do impacto que este florescimento pode ter nas receitas da rota.Assim, Espino de Marotta acredita estar “10% acima do que tinha sido previsto no orçamento em termos de tonelagem e receitas” devido a este aumento dos tráfegos.“Teremos de ver no final do ano fiscal qual será o impacto real da crise no Médio Oriente nos números do Canal do Panamá”, acrescentou a responsável.Lusa.O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje para os impactos assimétricos da guerra no Médio Oriente pelo mundo, que passam pelos preços da energia, cadeias de fornecimento e condições financeiras, apelando aos países para adotarem medidas "cuidadosamente calibradas".Numa publicação no 'blog' da instituição, vários diretores do FMI alertam que o choque provocado pelo conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz é "global, mas assimétrico"."Os importadores de energia estão mais expostos do que os exportadores, os países mais pobres mais do que os mais ricos, e aqueles com reservas escassas mais do que aqueles com reservas amplas", lê-se no texto.Estes impactos surgem numa altura em que muitas economias têm margem limitada para absorver choques, sendo que muitos países já enfrentavam níveis recordes de endividamento, aumentando as preocupações com a sustentabilidade orçamental.Assim, para gerir o choque e manter a resiliência, é "mais importante do que nunca que os países adotem políticas adequadas", apelam os responsáveis do FMI, apontando que as medidas têm de ser "cuidadosamente calibradas para as necessidades específicas de cada país"."Os países com reservas limitadas e pouca margem de manobra orçamental devem ser especialmente cautelosos", avisam os economistas do organismo.Os responsáveis do FMI admitem que a guerra possa moldar a economia global de diferentes maneiras, mas a maioria dos cenários leva a preços mais altos e crescimento mais lento."Um conflito curto pode fazer com que os preços do petróleo e do gás disparem antes que os mercados se ajustem, enquanto um conflito longo pode manter a energia cara e pressionar os países que dependem de importações", consideram os responsáveis, mas o mundo também pode "estabilizar num ponto intermédio com tensões persistentes, energia cara e inflação difícil de controlar".Tudo depende de quanto tempo o conflito durar, de quão longe se espalhar e quanto dano infligir à infraestrutura e às cadeias de fornecimento.Lusa.De acordo com a CBS News, estão no Médio Oriente centenas de membros das forças especiais dos EUA, incluindo os SEAL da Marinha e Rangers do Exército, além de milhares de fuzileiros navais e paraquedistas do Exército. Fontes familiarizadas com o destacamento indicaram à CBS News que o reforço das forças norte-americanas na região permite dar ao presidente dos EUA, Donald Trump, opções, que podem incluir operações de reabertura do estreito de Ormuz, a tomada de petróleo da ilha de Kharg, no Irão ou a apreensão do stock iraniano de urânio enriquecido.De referir que um navio de assalto anfíbio dos Estados Unidos, liderando um grupo naval composto por "cerca de 3500" marinheiros e fuzileiros, chegou à região na sexta-feira. .França acolheu hoje uma reunião do G7 com ministros das Finanças, da Energia, responsáveis dos bancos centrais e diretores de outras organizações internacionais para analisar a guerra no Irão e impactos económicos globais.Este formato "demonstra claramente o grau de interligação entre as questões do abastecimento energético e os preços", declarou o ministro francês da Economia e Finanças, Roland Lescure, no início da reunião, à qual se juntaram representantes da Agência Internacional de Energia (AIE), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial.O ministro francês constatou que alguns países do G7 "têm problemas de abastecimento", como o Japão, enquanto outros "têm antes problemas de preços", como a França, ou "problemas económicos, problemas financeiros, problemas de inflação".A ideia da reunião, disse Lescure aos seus interlocutores, "é acompanhar a evolução da situação, trocar diagnósticos, em particular sobre as possíveis perturbações em curso, algumas das quais a ocorrer na Ásia".Face ao forte aumento dos preços da energia, Roland Lescure constatou que "já existem diferenças na resposta" dada pelos diferentes países e que estas estão "ligadas em grande medida às diferenças de situação e exposição à crise".O objetivo da reunião que junta representantes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão, passa por analisar a situação económica global num contexto marcado pela convergência de crises energéticas, pressões inflacionistas e desafios macroeconómicos.Lusa.As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos intercetaram esta segunda-feira "11 mísseis balísticos e 27" drones "lançados a partir do Irão", informou o Ministério da Defesa.Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, o país intercetou "425 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e 1941 drones", tendo sido registados 11 mortos e 178 feridos. "O Ministério da Defesa afirmou que continua totalmente preparado e pronto para lidar com quaisquer ameaças e que enfrentará com firmeza tudo o que vise minar a segurança do país, de forma a garantir a proteção da sua soberania, segurança e estabilidade e a salvaguardar os seus interesses e capacidades nacionais", lê-se na mensagem divulgada nas redes sociais..O presidente do Conselho Europeu afirmou esta segunda-feira que a União Europeia (UE) está "profundamente preocupada com o prolongamento da guerra e com o seu crescente impacto global".A afirmação de António Costa foi feita numa mensagem divulgada nas redes sociais, após uma "boa conversa" com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. O antigo primeiro-ministro português disse que ouviu avaliação do governante paquistanês "sobre a guerra com o Irão, bem como o resultado das recentes consultas entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Egito, do Reino da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia, realizadas em Islamabad"."Desejo ao Paquistão todo o sucesso nos seus esforços de paz", escreveu Costa, sublinhando que "a UE apoia todos os esforços de mediação". "Só o diálogo e a diplomacia podem trazer a paz e a estabilidade de volta ao Médio Oriente", afirmou o presidente do Conselho Europeu..O presidente dos EUA voltou a ameaçar o Irão caso não seja alcançado um acordo em breve para acabar com a guerra e se o estreito de Ormuz não for "imediatamente aberto", embora refira que Washington está em "negociações sérias" com um "novo regime" de Teerão. "Os Estados Unidos da América estão em negociações sérias com um novo regime, mais razoável, para encerrar as nossas operações militares no Irão", começa por referir Donald Trump na mensagem publicada na Truth Social.Diz que "foram feitos grandes progressos" nas negociações, mas avisa a nova liderança do Irão. "Se por algum motivo não for alcançado um acordo em breve, o que é provável que aconteça, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos a nossa adorável 'estadia' no Irão explodindo e obliterando completamente todas as suas centrais de produção de energia eléctrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as centrais de dessalinização!), que propositadamente ainda não 'tocamos'"."Isto será em retaliação pelos nossos muitos soldados e outros que o Irão massacrou e matou durante os 47 anos do 'Reinado de Terror' do antigo regime", conclui Trump.."Não tivemos, até ao momento, quaisquer negociações diretas com os Estados Unidos", afirmou esta segunda-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, numa conferência de imprensa, segundo a CNN, que cita a agência noticiosa estatal IRNA.Teerão reiterou que as mensagens de Washington têm sido transmitidas apenas através de intermediários, isto um dia depois de o Paquistão afirmar que o país irá receber em breve negociações entre Irão e EUA. A informação foi revelada no domingo pelo ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, após a reunião de altos diplomatas da Turquia, Egito e Arábia Saudita em Islamabad.O ministro paquistanês não revelou se essas negociações seriam diretas ou indiretas, e não houve até agora qualquer pronunciamento de nenhuma das partes sobre essa possibilidade.Já esta segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, afirmou que o plano de 15 pontos apresentado pelos EUA para acabar com a guerra contém "exigências em grande parte excessivas, irrealistas e irracionais". .O Ministério da Defesa iraquiano informou esta segunda-feira que uma base aérea do país foi atingida esta madrugada por um ataque com míssil, Trata-se da base aérea de Mohamad Alaa, localizada junto ao Aeroporto Internacional de Bagdade, segundo o governo iraquiano, citado pela Sky News.Não há registo de feridos, indicou o ministério, dando conta que uma aeronave foi destruída..Foi registado esta segunda-feira um incêndio na refinaria de petróleo em Haifa, no norte de Israel, de acordo com a Associated Press. A estação de televisão israelita Channel 12 mostrou imagens de denso fumo negro a partir das instalações da refinaria. Não é ainda clara a origem do incêndio, que foi reportado depois de o exército israelita informar que o Irão tinha lançado uma nova vaga de mísseis. Equipas de busca e salvamento foram acionadas para o local, disseram as forças israelitas..A Síria revelou esta segunda-feira um "ataque em grande escala" que yeve como alvo as bases militares do país que estão situadas perto da fronteira com o Iraque.As Forças Armadas sírias informaram, em comunicado citado pela AFP, que ocorreu "um ataque em grande escala por vários drones contra várias bases militares perto da fronteira com o Iraque, na madrugada de hoje". Segundo o exército sírio, a maioria dos drones foi interceptada."Estamos a analisar as nossas opções e responderemos de forma adequada para neutralizar qualquer ameaça e impedir qualquer agressão contra o território sírio", refere ainda o comunicado das Forças Armadas Sírias..Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.“Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França”, noticiou hoje o jornal El Pais, que cita fontes militares.A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos “a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal”.“Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento”, disse Sánchez.O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil"."Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.Segundo escreve o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve “intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha” e das bases militares espanholas usadas pelos EUA “no dispositivo militar norte-americano”, que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.Lusa."Não se pode repetir". Espanha chama chefe da embaixada de Israel para condenar bloqueio a Santo Sepulcro.A Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) confirmou esta segunda-feira a morte do comandante da Marinha, Alireza Tangsiri, que foi morto na passada quinta-feira num ataque israelita em Bandar Abbas, de acordo com um comunicado divulgado pelos media iranianos, segundo o The Guardian.De acordo com o ministro da Defesa israelita, "as Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] eliminaram o comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, a pessoa diretamente responsável pela operação terrorista de minagem e bloqueio do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo”..As principais bolsas europeias abriram hoje mistas, quando começa o segundo mês da guerra dos EUA e Israel contra o Irão, com o preço do barril Brent, de referência na Europa, em mais 116 dólares.Cerca das 08:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,04% para 575,08 pontos.As bolsas de Paris, Frankfurt e Milão recuavam 0,08%, 0,16% e 0,09%, enquanto as de Londres e Madrid se valorizavam 0,18% e 0,15%.A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,45% para 8.922,22 pontos.O euro mantinha-se estabilizado e recuava 0,02% para 1,1508 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1509 dólares na sexta-feira.O mercado encontra-se num ambiente dominado pela geopolítica, a energia e as taxas de juro.A subida do petróleo Brent, com o barril em mais de 116 dólares, reabre com força o risco inflacionista e cria pressão sobre os bancos centrais, que poderiam começar a ter que reconsiderar um aumento das taxas para combater o aumento dos preços.O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 3,06% para 116,04 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, avançava 2%, para 101,68 dólares.O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, valorizava-se 2,49% para 55,525 euros por megawatt-hora (MWh).Os metais preciosos estão em alta ligeira: no caso do ouro, 0,82%, até 4.530,83 dólares a onça, enquanto a prata avança 0,98%, até 70,44 dólares.Os futuros dos índices norte-americanos apontam para ganhos de 0,24% para o Nasdaq e de 0,16% para o Dow Jones, depois de ter terminado na sexta-feira a descer 2,15% e 1,73%, respetivamente.Lusa.O presidente dos Estados Unidos afirmou na madrugada desta segunda-feira que "muitos alvos há muito procurados [no Irão] foram eliminados e destruídos" pelas Forças Armadas norte-americanas, "as melhores e mais letais do mundo", escreveu numa mensagem publicada nas redes sociais."Grande dia no Irão", resumiu Donald Trump na Truth Social. .O Governo do Kuwait anunciou hoje que o Irão atacou uma central de dessalinização no país, que também gera eletricidade, matando um cidadão indiano."Um edifício de serviços numa central de dessalinização que gera eletricidade foi atacado no âmbito da agressão iraniana contra o Estado do Kuwait, resultando na morte de um trabalhador indiano e em danos materiais significativos", escreveu o Ministério da Eletricidade e Água do Kuwait na rede social X.Também hoje, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou a interceção de cinco mísseis balísticos que se dirigiam para o leste do país."Cinco mísseis balísticos foram detetados e intercetados quando se dirigiam para a província oriental" da Arábia Saudita, afirmou o ministério em comunicado, sem especificar a origem dos projéteis.Lusa.Irão: China pode aproveitar guerra para reforçar posição global.O parlamento israelita (Knesset) aprovou hoje o orçamento do estado para 2026, com 62 votos a favor e 55 contra, incluindo mais de 39 mil milhões de euros destinados ao Ministério da Defesa."O orçamento do Estado reflete a ordem de prioridades planeada pelo governo e vai ao encontro das necessidades que ele perceciona no momento da sua formulação", afirmou o Knesset num comunicado de imprensa publicado hoje no seu site oficial.O orçamento de 699 mil milhões de shekels (aproximadamente 193 mil milhões de euros) destina mais 77% para despesas de defesa do que para a saúde, sendo esta última de aproximadamente 17 mil milhões de euros.Da mesma forma, a verba para o Ministério da Educação é 37% inferior à destinada à Defesa, estando reservados aproximadamente 27 mil milhões de euros.O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, disse que a verba atribuída à defesa vai permitir concluir a campanha militar e melhorar a posição geopolítica e diplomática.“Seremos capazes de desmantelar e reconstruir o Médio Oriente. Este orçamento dá ao país a capacidade de vencer", acrescentou o ministro das Finanças israelita, durante a sessão plenária.Lusa.O presidente norte-americano, Donald Trump, expressou otimismo sobre um acordo com a nova liderança do Irão e alegou que a guerra lançada em conjunto com Israel resultou numa mudança de regime em Teerão.Trump declarou no domingo à noite que os sucessivos assassínios dos principais líderes da República Islâmica, a começar pelo líder supremo, aiatola Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, provocaram uma mudança de facto do regime."Estamos a lidar com pessoas diferentes de todas as que já lidámos antes", disse Trump aos jornalistas, descrevendo-as como "muito mais razoáveis" do que as antecessores.O líder republicano disse que "vê um acordo" com a nova liderança iraniana, "talvez em breve".Trump afirmou que o Irão está prestes a permitir a passagem de 20 petroleiros pelo Estreito de Ormuz nos próximos dias.O Irão bloqueou esta via navegável estratégica, que transporta normalmente um quinto do petróleo e gás natural mundiais, o que fez com que os preços dos hidrocarbonetos disparassem.Os preços do petróleo abriram hoje em forte alta nos mercados asiáticos, antes das declarações do presidente norte-americano.Numa entrevista publicada no domingo à noite pelo jornal britânico Financial Times, Trump alertou que os militares norte-americanos poderiam "muito facilmente" tomar a ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, onde se situa o maior terminal petrolífero do Irão, responsável por aproximadamente 90% das exportações de crude.A ilha foi alvo de um ataque norte-americano em meados de março.Um navio de assalto anfíbio dos Estados Unidos, liderando um grupo naval composto por "cerca de 3.500" marinheiros e fuzileiros, chegou à região na sexta-feira, o que reforçou os sinais de que está em preparação o eventual envio de tropas norte-americanas para solo iraniano, uma possibilidade sobre a qual Donald Trump se tem revelado ambíguo."O inimigo está a enviar mensagens públicas de negociação e diálogo, enquanto planeia secretamente uma ofensiva terrestre", denunciou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf."Os nossos homens aguardam a chegada dos soldados norte-americanos a terra para os atacar e castigar os seus aliados regionais de uma vez por todas", acrescentou.O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, agradeceu às autoridades religiosas e ao povo iraquiano o apoio face à ofensiva americano-israelita, que descreveu como uma "agressão".Mojtaba Khamenei, que se manteve fora de vista desde a nomeação, a 08 de março, voltou a pronunciar-se numa mensagem escrita divulgada pelos meios de comunicação iranianos.A sua ausência tem alimentado especulações, e o próprio Donald Trump questionou se o novo aiatola está vivo.DN/Lusa.Irão avisa os EUA para as consequências de uma invasão terrestre .Tóquio informou hoje que considera tomar "medidas decisivas" face à desvalorização do iene, que caiu para 160 unidades por dólar, o nível mais baixo em mais de 18 meses, devido à subida dos preços do petróleo."Estamos a constatar que a especulação está a aumentar no mercado cambial, para além do mercado de futuros do petróleo. Se esta situação persistir, em breve serão necessárias medidas decisivas", declarou o vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais do Japão, Atsushi Mimura, citado pelo jornal económico Nikkei.O principal diplomata japonês em matéria de divisas utilizou, pela primeira vez desde que assumiu o cargo em julho de 2024, o termo "decisivo", uma expressão que os operadores costumam interpretar como um sinal de que as autoridades estão dispostas a intervir.As declarações de Mimura, que constituem o aviso mais enérgico até ao momento sobre uma possível intervenção, surgem depois de o iene ter atingido na sexta-feira, em Nova Iorque, o nível mais baixo desde julho de 2024, altura em que as autoridades japonesas intervieram pela última vez.O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou na comissão de Orçamento da Câmara dos Representantes que o banco central continuará a "acompanhar de perto" as tendências no mercado cambial, mas que, em comparação com 2025, as empresas estão a ser mais proativas no que diz respeito ao aumento dos salários, o que faz com que as flutuações da taxa de câmbio influenciem as tendências dos preços.Neste contexto, a Bolsa de Tóquio abriu hoje em forte queda, a perder mais de 4,5% devido a preocupações com uma escalada da guerra no Médio Oriente e eventuais repercussões no abastecimento energético, numa altura em que os rebeldes Huthis do Iémen se juntaram ao conflito e há relatos que apontam para uma possível incursão terrestre dos Estados Unidos no Irão.Lusa.A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou no domingo que um elemento das forças de manutenção da paz morreu na noite passada quando um projétil explodiu numa posição da FINUL no sul do Líbano.O ‘capacete azul’ “foi tragicamente morto na noite passada quando um projétil explodiu numa posição da FINUL perto de Adchit Al Qusayr. Outro ficou gravemente ferido. Ninguém deve perder a vida a servir a causa da paz”, refere a força da ONU em comunicado.O sul do Líbano está a ser bombardeado pelas forças israelitas desde que o movimento xiita libanês Hezbollah começou a disparar ‘rockets’ em direção ao norte de Israel em 2 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.“A FINUL expressa as suas mais profundas condolências à família, amigos e colegas do membro das forças de manutenção da paz que perdeu a vida enquanto cumpria corajosamente o seu dever”, adianta.A força da ONU indica desconhecer a origem do projétil e ter iniciado uma investigação “para apurar todas as circunstâncias”.A FINUL reafirma o apelo “a todos os intervenientes para que cumpram as suas obrigações perante o direito internacional e garantam a segurança do pessoal e dos bens da ONU em todos os momentos”, acrescentando que “os ataques deliberados contra membros das forças de manutenção da paz são graves violações do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, podendo constituir crimes de guerra”.Aquela força da ONU sublinha ainda que “não há solução militar” para o conflito na zona.Lusa.Uma fábrica petroquímica localizada no noroeste do Irão foi hoje alvo de um ataque, que não provocou a libertação de substâncias perigosas, de acordo com a imprensa oficial iraniana.Segundo a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica do Irão, o "ataque EUA-sionista" contra fábrica petroquímica, localizada em Tabriz, não causou danos."A situação está controlada. Equipas de resgate e operacionais estão presentes no local e nenhuma substância perigosa, tóxica ou poluente foi libertada. A população não tem de se preocupar", acrescentou a Tasnim.Horas antes, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA, na sigla em inglês) disse que a central nuclear de Khondab, no Irão, deixou de funcionar devido a danos sofridos num ataque, mas não continha material nuclear.Em comunicado publicado na rede social X, a AIEA revelou que, "com base numa análise independente de imagens de satélite e com conhecimento das instalações" de Khondab, concluiu que a central que produz "água pesada" sofreu graves danos e está inoperacional.Lusa.Atestar o carro com gasolina já custa mais 14% e no gasóleo subida vai em 30% desde o início da guerra.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra contra o Irão, desencadeada a 28 de fevereiro por uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel.Em retaliação, Teerão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, para além de manter um bloqueio ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz..Netanyahu anuncia alargamento da invasão do sul do Líbano