Donald Trump durante o jantar com os correspondentes da Casa Branca, antes do tiroteio.
Donald Trump durante o jantar com os correspondentes da Casa Branca, antes do tiroteio.FOTO: Yuri Gripas / POOL

Trump afirma que suspeito de ataque "é muito problemático" e tem "um ódio forte e anticristão"

O presidente dos Estados Unidos afirmou que o homem que disparou no hotel de Washington, quando decorria o jantar com os correspondentes na Casa Branca, tem uma ligação religiosa radical.
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O presidente norte-americano Donald Trump disse este domingo, 26 de abril, numa entrevista via telefone à estação de televisão Fox News, que o homem suspeito de disparar no hotel onde de Washington onde, na última madrugada, jantava com os correspondentes internacionais na Casa Branca teve como motivação "um ódio forte e anticristão".

Trump referiu que o suspeito é "um tipo muito problemático" ao mesmo tempo que tem uma ligação religiosa radical, de acordo com um manifesto e em informações das autoridades norte-americanas. "Quando se lê o seu manifesto, percebe-se que ele odeia os cristãos. Isso é certo. É um ódio forte e anticristão", disse o presidente dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, o líder norte-americano revelou que a própria família do atirador "sabia que ele estava a passar por dificuldades". "Talvez devessem ter-se manifestado com um pouco mais de firmeza. Imagino que seja uma coisa difícil de se fazer, mas é uma situação muito, muito má", sublinhou.

Antes, o procurador-geral interino Todd Blanche tinha dito à cadeia de televisão NBC admitiu que o suspeito teria como alvo Trump e outros altos membros da sua administração.

O suspeito, detido após trocas de tiros com os elementos de segurança, é apontado como sendo Cole Thomas Allen, de 31 anos, que, segundo os primeiros dados da investigação indicados por Todd Blanche, terá viajado de comboio de Los Angeles para Washington, onde se alojou no hotel do evento um ou dois dias antes do ataque.

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O suspeito encontra-se no hospital em avaliação, não está a cooperar com as autoridades, de acordo com Todd Blanche, pelo que deverá comparecer no tribunal federal no Distrito de Columbia na segunda-feira para conhecer as acusações formais.

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Ainda em declarações à Fox News, Trump elogiou a "coragem" e o "talento" dos serviços secretos e das forças policiais que estavam no hotel. "Tínhamos um grande grupo de pessoas. Os serviços secretos e todas as forças policiais foram, na minha opinião, excecionais. Detiveram-no imediatamente", disse, ao mesmo tempo que comparou a velocidade do atacante à de um jogador de futebol americano.

O presidente dos EUA relacionou ainda a atuação dos agentes de segurança com a disputa orçamental com a oposição democrata no Congresso. "Este é um grupo que não está a ser pago, se pararmos para pensar. Os democratas estão a reter os seus salários, e penso que talvez se mostrem um pouco mais tolerantes agora, porque foi demonstrado um grande talento", disse.

Trump voltou ainda a negar que tenha havido alguma falha na sua segurança, uma vez que o atacante "nem sequer chegou perto dos portões" devido às "muitas camadas" de segurança.

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