"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas

Siga aqui o terceiro dia da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis dirigidos a alvos em território israelita e a bases militares norte-americanas no Médio Oriente.
"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Mulher de Ali Khamenei morre após ter ficado ferida num ataque

Depois do líder supremo do Irão Ali Khamenei, morreu também a mulher, Mansoureh Khojasteh, depois de ter ficado ferida, no sábado, num ataque da operação militar dos EUA e Israel, segundo a Reuters, que cita os media estatais iranianos.

Recorde-se que o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, líder supremo da República Islâmica, no poder desde 1989, morreu na primeira onda de ataques contra Teerão. O regime iraniano decretou um período de luto de 40 dias.

EUA admitem a possibilidade de ter mais baixas

Esta segunda-feira, os EUA anunciaram a morte de mais um militar norte-americano na operação Fúria Épica, elevando para quatro o número de vítimas mortais. O general norte-americano Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, admitiu, entretanto, a possibilidade de haver mais baixas entre as forças dos EUA no decorrer da ofensiva militar contra o Irão.

"Esperamos sofrer baixas adicionais e, como sempre, trabalharemos para minimizar as baixas americanas", disse Caine, durante uma conferência de imprensa, na qual participou o secretário de Defesa.

"Os objetivos militares que foram atribuídos ao CENTCOM [Comando Central] e à Força Conjunta levarão algum tempo a serem alcançados e, em alguns casos, serão um trabalho difícil e árduo", reconheceu.

Dan Caine indicou ainda que as operações dos EUA "permanecerão ativas em todo o teatro de operações e em todo o mundo". As tropas norte-americanas "estão posicionadas não apenas para manter a pressão, mas também para responder" e adaptarem-se à evolução dos acontecimentos, caso seja necessário.

"Esta não é uma guerra sem fim", garante secretário de Defesa dos EUA

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, afirmou que a operação Fúria Épica não se assemelha ao que aconteceu aquando da intervenção norte-americana no Iraque. "Esta não é uma guerra sem fim", garantiu

Para Hegseth, esta não é uma guerra de mudança de regime, "mas o regime certamente mudou", disse. "E o mundo está melhor por causa disso", declarou o secretário de Defesa, referindo que o objetivo dos EUA é destruir mísseis de Teerão, a Marinha iraniana e infraestruturas militares.

De referir que Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, que estava no poder há 36 anos, foi morto durante a operação militar.

O secretário de Defesa norte-americano disse ainda que os EUA estão a levar a cabo a "campanha aérea mais letal e precisa da história", referindo-se a ataques “cirúrgicos” e “avassaladores”. 

"Não começámos esta guerra, mas, sob o presidente Trump, estamos a terminá-la", adiantou.

Afirmou que não há tropas americanas em território iraniano, mas não descarta qualquer cenário nesta ofensiva militar conjunta com Israel contra o Irão.  

Irão diz estar preparado para uma "guerra longa"

O chefe da segurança iraniano, Ali Larijani, afirmou que a República Islâmica iraniana está preparada para uma "guerra longa".

"Ao contrário dos Estados Unidos, o Irão preparou-se para uma guerra longa, declarou Ali Larijani, do Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerão, numa mensagem publicada na rede social X.

O impacto dos ataques dos EUA e Israel nos mercados 

"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
Bolsas europeias caem mas Energia e Defesa ganham pontos. Petróleo dispara para o valor mais alto num ano

Sobe para quatro o número de militares dos EUA mortos no Médio Oriente

Morreu mais um militar dos EUA na operação Fúria Épica, desencadeada no sábado, elevando para quatro o número de vítimas mortais do lado das forças norte-americanas.

O Comando Central dos Estados Unidos informou esta segunda-feira que o quarto militar morto não resistiu aos ferimentos durante os "ataques iniciais do Irão"

"As principais operações de combate continuam e os nossos esforços de resposta estão em curso", indicou o Comando Central dos EUA.

Grécia envia duas fragatas e dois caças para Chipre após ataque de drones contra uma base militar britânica

A Grécia decidiu enviar duas fragatas e dois caças para o Chipre após ataque de drones contra a base militar britânica Akrotiri.

De acordo com a Associated Press, uma das fragatas está equipada com um sistema antidrone testado recentemente numa operação liderada pela UE no Mar Vermelho.

Recorde-se que o Governo de Chipre informou que dois drones, que seguiam em direção à base britânica, foram intercetados. Antes, um drone chegou mesmo a atingir a base militar, provocando danos menores.

Não há indicação de centrais nucleares atingidas, diz Agência Internacional de Energia Atómica 

A Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) afirmou não ter indicação de instalações nucleares atingidas.

Rafael Grossi ,diretor-geral da UAEA, citado pela Reuters, afirmou que a esta agência das Nações Unidas não recebeu nenhuma indicação de que instalações nucleares tenham sido atingidas desde que a operação Fúria Épica, levada a cabo pelos EUA e Israel contra o Irão, começou.

Antes, o Irão afirmou que a instalação nuclear em Natanz tinha sido atingida.

QatarEnergy suspende produção de gás natural liquefeito

A QatarEnergy anunciou esta segunda-feira a interrupção da produção de gás natural liquefeito devido a ataques militares às suas instalações operacionais nas áreas industriais de Ras Laffan e Mesaieed.

"Devido aos ataques militares perpetrados contra as instalações da QatarEnergy localizadas nas zonas industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, a QatarEnergy cessou a produção de gás natural liquefeito (GNL) e de produtos derivados", indicou a companhia estatal num comunicado citado pela Reuters.

Como consequência desta medida o preço do gás europeu disparou. De acordo com a Lusa, cerca das 12h30 em Lisboa, o contrato futuro do TTF holandês, considerado a referência europeia, mostrava um aumento de mais de 39%, ao atingir 44,605 euros, depois de ter alcançado o nível mais alto desde março de 2025, de 46,200 euros (+44,56%).

Intercetados dois drones que seguiam em direção à base militar britânica no Chipre  

Um porta-voz do governo de Chipre afirmou que dois drones, que seguiam em direção à base militar britânica Akrotiri, foram intercetados, noticia a BBC.

Este episódio aconteceu depois da base de Akrotiri ter sido atingida por um drone "causando danos materiais menores", adianta a emissora britânica.

Israel terá lançado novo ataque contra o "coração de Teerão"

O exército israelita disse ter iniciado um novo "amplo ataque" dirigido ao "coração de Teerão".

Segundo jornalistas da AFP, foram ouvidas explosões em várias partes da capital iraniana.

Três caças dos EUA terão sido abatidos por engano pela defesa aérea do Kuwait, diz Comando Central norte-americano 

O Comando Central dos Estados Unidos informou que três caças norte-americanos terão sido abatidos pela defesa aérea do Kuwait.

Três caças "F-15E Strike Eagle", que faziam parte da Operação Fúria Épica, "caíram sobre o Kuwait devido a um aparente incidente de fogo amigo", indicou uma nota do Comando Central dos EUA.

"Durante o combate ativo - que incluiu ataques de aeronaves, mísseis balísticos e drones iranianos - os caças da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait", lê-se na nota.

Os EUA adiantam que "todos os seis tripulantes ejetaram-se com segurança, foram resgatados" e o seu estado de saúde é "estável".

Está em curso uma investigação para apurar as causas deste incidente.

Terminal do aeroporto de Chipre evacuado

O terminal de um aeroporto do Chipre foi evacuado esta segunda-feira depois de ter sido detetado um objeto suspeito. A informação está a ser avançada pela televisão estatal do país.

O aeroporto de Paphos fica a cerca de 60 km da base aérea britânica Akrotiri, que terá sido atingida por um drone, explica a Reuters.

Forças de Israel dizem ter eliminado altos funcionários dos serviços de informação iranianos

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram esta segunda-feira que eliminaram altos funcionários dos serviços de informação iranianos.

De acordo com a BBC, as IDF dizem ter morto Sayed Yahya Hamidi, apontado como sendo o vice-ministro da inteligence do Irão para assuntos relacionados com Israel. Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem do referido ministério também terá sido morto, assim como outros "funcionários do regime", referiu o exército israelita

França preparada para defender os países do Golfo e a Jordânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, afirmou esta segunda-feira que o país está "preparado" para defender as nações do Golfo e a Jordânia contra possíveis ataques do Irão.

"Aos países aliados que foram deliberadamente alvejados por mísseis e drones da Guarda Revolucionária (iraniana) e arrastados para uma guerra que não escolheram – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia – a França expressa o seu total apoio e completa solidariedade", disse.

Após uma reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Paris, o chefe da diplomacia francesa afirmou ainda que ataques "unilaterais" de Israel e dos EUA no Irão deveriam ter sido debatidos nas Nações Unidas.

"Todos poderiam ter assumido as suas responsabilidades, porque é apenas comparecendo perante o Conselho de Segurança (da ONU) que o uso da força pode adquirir a legitimidade necessária", disse Barrot, citado pela France 24.

Ouvidas explosões em Doha, Dubai e Abu Dhabi

Foram ouvidas na manhã desta segunda-feira "seis ou sete explosões estrondosas" em Doha, capital do Qatar, de acordo com a CNN.

O mesmo aconteceu no Dubai, Abu Dhabi e em Manama, relata a imprensa internacional.

Grupo Lufthansa suspende voos para o Médio Oriente até 8 de março

O grupo de companhias aéreas Lufthansa decidiu suspender os voos para o Médio Oriente até 8 de março, depois de Israel e os EUA terem atacado o Irão no sábado, anunciou hoje a transportadora.

O grupo Lufthansa informou que suspende os voos para Telavive (Israel), Beirute (Líbano), Amã (Jordânia), Erbil (Iraque), Dammam (Arábia Saudita) e Teerão (Irão).

Além disso, as companhias aéreas do grupo Lufthansa, ao qual também pertencem a Swiss, a Austrian, a Brussels Airlines e a ITA, não utilizarão o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Catar, Kuwait, Barém, Dammam e Irão.

Os voos para Dubai também estão suspensos até 4 de março, enquanto as companhias aéreas não utilizam o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, precisou a mesma fonte.

Lusa

Preços do gás na Europa disparam mais de 22%

"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
Preços do gás na Europa disparam mais de 22% com ataques ao Irão

Irão diz que instalação nuclear em Natanz foi atingida 

O Irão afirmou esta segunda-feira que a instalação nuclear em Natanz foi atingida pelos ataques dos EUA e Israel.

"Ontem, eles atacaram novamente as instalações nucleares pacíficas e protegidas do Irão, disse Reza Najafi, embaixador iraniano na reunião do conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês).

Base britânica no Chipre atingida por drone. Von der Leyen garante apoio a Estados-membros sob ameaça

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garante apoio a qualquer Estado-membro que esteja sob ameaça. A posição da líder do executivo comunitário surge depois de uma base britânica no Chipre, país que pertence à UE, ter sido atingida por um drone.

Von der Leyen falou com o presidente cipriota, Nikos Christodoulides, que a informou "sobre o incidente isolado ocorrido pouco depois da meia-noite, envolvendo um veículo aéreo não tripulado que teve como alvo a base britânica em Akrotiri".

"Embora a República de Chipre não tenha sido o alvo, estamos coletivamente, firme e inequivocamente ao lado dos nossos Estados-Membros diante de qualquer ameaça", garantiu.

Crescente Vermelho diz que mais de 500 pessoas terão morrido no Irão

O Crescente Vermelho Iraniano afirmou que, desde sábado, 555 pessoas foram mortas no Irão nos ataques de Israel e dos EUA.

Na sequência da operação militar, 131 cidades iranianas foram atingidas, de acordo com o Crescente Vermelho, citado pela AFP.

Refinaria na Arábia Saudita atacada por drones

A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.

A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.

A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.

Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.

Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.

Lusa

Ministério da Defesa do Kuwait confirma a queda de várias aeronaves dos EUA

O Ministério da Defesa do Kuwait informou que "várias aeronaves norte-americanas" caíram esta manhã. As tripulações "sobreviveram ilesas", tendo sido transferidas para hospitais, adiantou, dando conta que o estado de saúde dos pilotos é "estável".

Kuwait fez saber que está coordenado com o aliado EUA e que está a investigar as "causas do incidente".

"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
Khamenei está morto. Quem vai mandar agora no Irão?

Pelo menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas após ataques de Israel no Líbano

Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas hoje devido a bombardeamentos israelitas nos arredores de Beirute e sul do Líbano, em resposta a um ataque do grupo xiita libanês Hezbollah no norte de Israel.

O Exército de Israel informou que iniciou uma nova onda de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no Líbano, depois de ordenar a retirada da população libanesa de cerca de cinquenta localidades no sul do país vizinho e bombardear Beirute, em resposta a uma ofensiva do grupo xiita com mísseis e drones contra o norte do Estado judeu.

De acordo com um comunicado em árabe divulgado na rede social X pelo porta-voz do Exército de Israel, Avichay Adraee, o Exército israelita começou a bombardear "novos alvos" do Hezbollah no Líbano, entre eles depósitos de armas e infraestruturas do grupo xiita em várias regiões do país, sem especificar quais.

O Exército de Israel ordenou na madrugada de segunda-feira a evacuação de 53 vilas e cidades do sul do Líbano, antecipando novos ataques contra o Hezbollah.

Israel lançou esta madrugada uma vaga de bombardeamentos intensa contra os bairros do sul de Beirute, logo a seguir à ofensiva do Hezbollah. O exército israelita explicou que se tratava de um "ataque seletivo" contra altos comandos do Hezbollah "na área de Beirute".

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o presidente, Josep Aoun, classificaram como "irresponsável" e "perigoso" o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.

"Independentemente de quem esteja por detrás, o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano é um ato irresponsável e suspeito, que coloca em risco a segurança e a proteção do Líbano, e fornece pretextos a Israel para continuar com a sua agressão", denunciou Salam na sua conta na rede social X.

"Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês", acrescentou o chefe do Executivo.

Também o Presidente do país declarou que "o lançamento de foguetes a partir do território libanês põe em risco todos os esforços do Estado para manter o Líbano longe dos perigosos confrontos militares que assolam a região".

Lusa

China pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz

Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro “não contaram com autorização do Conselho de Segurança” das Nações Unidas e “violam o direito internacional”, apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que “o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia”.

“Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional”, acrescentou.

A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual “alastramento” dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo “devem ser plenamente respeitadas”.

Questionada sobre o papel da China enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Mao indicou que Pequim e Moscovo promoveram uma reunião de emergência do órgão e apoiam a continuação do seu papel na manutenção da paz e da segurança internacionais.

A responsável acrescentou que a China “não foi informada com antecedência” sobre as ações militares norte-americanas.

Lusa

"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
Guerra faz disparar o preço do petróleo

Teerão anunciou um novo ataque com mísseis contra Israel

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje o lançamento de uma série de mísseis contra as cidades israelitas de Telavive e Haifa, bem como contra Jerusalém Oriental.

Os alvos são o "complexo governamental do regime sionista (israelita) em Telavive", ataques contra centros militares e de segurança em Haifa e um ataque contra Jerusalém Oriental, a área ocupada e anexada por Israel, afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado transmitido hoje pela televisão estatal.

Lusa

Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país

O Kuwait declarou que a defesa aérea do país intercetou hoje um número indeterminado de drones que visavam o país, mas sem feridos registados, segundo a agência de notícias oficial do emirado do Golfo, rico em petróleo.

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.

Lusa

Beirute considera "irresponsável" e "perigoso" ataque do Hezbollah a Israel

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o presidente, Josep Aoun, classificaram como "irresponsável" e "perigoso" o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.

"Independentemente de quem esteja por detrás, o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano é um ato irresponsável e suspeito, que coloca em risco a segurança e a proteção do Líbano, e fornece pretextos a Israel para continuar com a sua agressão", denunciou Salam na sua conta na rede social X.

"Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês", acrescentou o chefe do Executivo.

O presidente do país reiterou a mensagem, declarando que "o lançamento de foguetes a partir do território libanês põe em risco todos os esforços do Estado para manter o Líbano longe dos perigosos confrontos militares que assolam a região".

Aoun condenou também "os ataques israelitas" contra o país, que foi já hoje atingido pela artilharia israelita em Beirute.

"Condenamos os ataques israelitas a territórios libaneses", afirmou o chefe de Estado, quando o Estado hebraico anunciou já a intensificação dos ataques contra o sul do Líbano, numa nota divulgada na rede de mensagens Telegram.

"Os ataques continuam e a sua intensidade vai aumentar", escreveu o general Rafi Milo, chefe do Comando Norte das forças israelitas, num comunicado, garantindo que o Hezbollah "pagará um preço alto" pelo seu apoio a Teerão.

Lusa

Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil

Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.

O fotógrafo da agência de notícias francesa disse que os sistemas de defesa aérea próximos do aeroporto abateram drones.

Desde o início da campanha militar israelo-americana contra o Irão, foram intercetados drones por diversas vezes sobre Erbil, uma cidade no nordeste do Iraque que alberga um importante consulado dos EUA.

Lusa

Exército israelita alerta que ataques contra Hezbollah vão continuar

O exército israelita afirmou hoje que os ataques contra o Hezbollah continuarão por dias, após a milícia xiita libanesa ter atacado instalações militares no norte de Israel, provocando uma resposta que deixou pelo menos 31 mortos e 149 feridos.

"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", disse o chefe do estado-maior do exército israelita, Eyal Zamir, após uma avaliação dos bombardeamentos contra os arredores de Beirute e o sul do Líbano.

Zamir enfatizou a necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".

No Líbano, a maioria das vítimas – 20 mortos e 91 feridos – foi registada em Dahye, nos subúrbios da capital, Beirute, enquanto os 11 mortos e 58 feridos restantes resultaram de ataques na região sul do país, informou o Centro de Operações de Emergência, em comunicado.

O Hezbollah justificou os seus ataques como uma resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de 2024.

Antes do início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no sábado, o Hezbollah tinha dito que qualquer ataque contra o 'ayatollah' Ali Khamenei seria uma linha vermelha.

Entre 2023 e 2024, a formação libanesa travou um conflito com Israel, que começou como uma demonstração de apoio a Gaza e acabou por provocar mais de 4.000 mortos e 1,2 milhão de deslocados no Líbano.

Lusa

Milícia xiita iraquiana reivindica ataque contra tropas dos EUA no aeroporto de Bagdade

Uma milícia xiita iraquiana reivindicou um ataque com drones contra tropas norte-americanas, hoje, no aeroporto da capital do Iraque, Bagdade, numa nova ampliação da retaliação pela morte do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei.

O grupo, Saraya Awliya al-Dam, que reivindicou o ataque, é uma das milícias xiitas que operam no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.

Os Estados Unidos e o Iraque não comentaram imediatamente a reivindicação do ataque, que acontece no momento em que milícias apoiadas pelo Irão, incluindo o grupo libanês Hezbollah, entraram na guerra iniciada por Washington e Jerusalém contra a teocracia iraniana.

Lusa

Reino Unido anuncia "suposto ataque com drone" a base britânica em Chipre

 O Reino Unido reagiu a um "suposto ataque com drone", ocorrido hoje na base aérea do país no Chipre, informou o Ministério da Defesa britânico, após os ataques israelo-americanos no Irão.

"As nossas forças armadas estão a reagir a um suposto ataque com drones à base da Royal Air Force em Akrotiri, em Chipre, ocorrido à meia-noite" (22:00 de domingo em Lisboa), disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

"O nosso dispositivo de proteção na região está no nível mais alto", acrescentou.

Não foram registadas vítimas de imediato.

A base de Akrotiri, território britânico ultramarino desde a independência cipriota em 1960, é a maior base militar do Reino Unido na região.

Londres enviou, recentemente, recursos adicionais para essa base, incluindo sistemas de defesa antiaérea e antidrones, radares e aviões F-35.

O Reino Unido concordou que os Estados Unidos utilizem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, anunciou o primeiro-ministro, Keir Starmer, no domingo, afirmando que Londres não participaria em "ações ofensivas no Irão".

"Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles", sublinhou o chefe do Governo britânico.

Mas "o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos" e os aliados na região, acrescentou Keir Starmer.

"A única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte — nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis", referiu.

Lusa

"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
“Não há nenhuma hipótese, militarmente, de a China se envolver nesta guerra, tal como a Rússia também não”

Hezbollah ataca Israel desde o Líbano e exército israelita retalia

 Israel anunciou esta segunda-feira ter registado vários mísseis lançados do Líbano contra zonas do norte do país, ataques reivindicados pelo grupo xiita Hezbollah, num contexto de escalada bélica regional após Israel e Estados Unidos atacarem o Irão.

Vários alertas foram ativados no norte de Israel após os ataques, pouco depois da meia-noite (22:00 de domingo em Lisboa), de acordo com informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI, na sigla em inglês) na plataforma de mensagens Telegram.

As FDI garantiram que estavam a responder com bombardeamentos em território libanês.

"A Força Aérea intercetou um projétil que cruzou do Líbano (...) Não foram relatados danos ou vítimas", anunciou o exército israelita, notando que outros projéteis caíram em áreas abertas.

O Hezbollah reivindicou posteriormente a autoria dos ataques, que foram dirigidos ao sul de Haifa, de acordo com um comunicado do grupo, divulgado por meios de comunicação como a emissora do Qatar Al Jazeera.

De acordo com esta informação, o grupo xiita atacou Israel "em vingança pelo sangue do imã Khamenei".

"A nossa resposta é de legítima defesa", acrescentou.

As FDI garantiram estar a responder a estes ataques "de forma vigorosa" com bombardeamentos dirigidos contra "a organização terrorista Hezbollah em todo o Líbano", que acusou de "operar sob os auspícios do regime terrorista iraniano".

"As FDI estavam preparadas para este cenário como parte das operações de combate no âmbito da operação Rugido do Leão", como batizaram o ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irão no sábado.

Esta troca de fogo e acusações ocorre num contexto de escalada bélica regional após o bombardeamento de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que causou a morte do líder supremo iraniano, do 'ayatollah' Ali Khamenei, além de vários altos oficiais militares, deixando um saldo total de mais de 200 vítimas mortais.

Israel bombardeia regularmente o Líbano com o objetivo de enfraquecer o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão.

O Irão, por sua vez, bombardeou Israel, causando nove mortos, e os países aliados dos Estados Unidos na região onde Washington mantém bases militares, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos, onde também deixou três vítimas mortais.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

Lusa

Terceiro dia de ofensiva militar dos EUA e Israel contra o Irão

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos da ofensiva militar levada a cabo, iniciada no sábado, pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, que estava no poder há 36 anos, foi morto, confirmou o regime que decretou 40 dias de luto. Vários altos oficiais militares iranianos também foram mortos.

Os Guardas da Revolução iranianos, tropa especial do ayatolla, prometeram uma "punição severa" aos "assassinos" do líder supremo.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

"Esta não é uma guerra sem fim", garante Hegseth. EUA admitem mais baixas
Trump e nova liderança iraniana vão falar enquanto Netanyahu anuncia intensificar de ataques
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