Seguro espera que acordo entre Irão e EUA ponha "fim imediato ao conflito, incluindo no Líbano"
O Presidente da República saudou esta segunda-feira, 15 de junho, o acordo alcançado entre os EUA e o Irão, "esperando que este sirva para pôr um fim imediato ao conflito, incluindo no Líbano".
António José Seguro espera que a implementação do acordo "traga a paz, segurança e estabilidade indispensáveis ao desenvolvimento de toda a região, e permita o retomar da livre circulação no Estreito de Ormuz".
"Portugal estará sempre do lado da busca de soluções diplomáticas e do respeito pelo direito internacional e agradece os esforços de todas as partes envolvidas na mediação", lê-se no comunicado divulgado no site da Presidência da República.
"A paz e a estabilidade regional são essenciais e a liberdade de navegação deverá ser total e sem restrições", defende Montenegro
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, usou as redes sociais para saudar o entendimento alcançado entre os EUA e o Irão, "que deverá permitir a reabertura do estreito de Ormuz, o regresso à via diplomática para fazer face ao programa nuclear de Teerão e o fim dos ataques iranianos aos países vizinhos".
Para o chefe do Governo português, "a paz e a estabilidade regional são essenciais e a liberdade de navegação deverá ser total e sem restrições".
Após o anunciado acordo entre os dois países, "a progressiva retoma da normalidade deverá ter um impacto económico positivo, incluindo no preço dos combustíveis, na segurança alimentar de várias regiões do mundo e nas cadeias de produção globais", indicou Montenegro.
Rangel espera que acordo seja "ponto de partida de paz duradoura para a região e o mundo"
Também Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, saudou o acordo. O chefe da diplomacia portuguesa espera que o entendimento dos dois países "possa ser ponto de partida de paz duradoura para a região e o mundo".
Na mensagem publicada nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros aproveitou para agradecer "a incansável mediação do Paquistão e os importantes contributos" do Qatar, da Arábia Saudita e da Turquia no processo que levou Irão e EUA a chegarem a um acordo, anunciado no domingo pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Este acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio marítimo dos EUA aos portos iranianos.
De acordo com o Paquistão, os dois países deverão assinar um memorando de entendimento em Genebra na próxima sexta‑feira, 19 de junho.
"Após intensas negociações, temos o prazer de anunciar que o acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irão foi alcançado. Ambas as partes declararam a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano", escreveu o primeiro-ministro paquistanês Shebaz Sharif no X.
Segundo Donald Trump, "este grande acordo trará paz e segurança a toda a região". "Muitos presidentes tentaram fazer a paz com o Irão, e todos falharam antes de mim. Os líderes da região encontraram, pela primeira vez, um presidente capaz de os ajudar a alcançar uma paz verdadeira", sublinhou numa mensagem divulgada na rede social Truth Social.
"Com a abertura do estreito [de Ormuz] após a assinatura do acordo na sexta-feira, para efeitos de remoção de minas, o petróleo voltará a fluir em ambos os lados para a região e para o mundo!", prometeu o presidente norte-americano.
