Ilhan Omar é congressista, eleita pelo 5.º distrito do Minnesota, desde 2019.
Ilhan Omar é congressista, eleita pelo 5.º distrito do Minnesota, desde 2019.Kristie Boyd / U.S. House Office of Photography

Segurança Interna faz buscas em casa de congressista dos EUA Ilhan Omar

Divisão de Investigação de Segurança Interna fez buscas à casa de Washington da democrata de origem somali no âmbito de "uma investigação criminal federal". Trump tem criticado com frequência Omar.
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Agentes do Departamento de Segurança Interna realizaram na manhã desta segunda-feira uma operação de busca na residência em Washington da congressista do Minnesota, Ilhan Omar, confirmou o Departamento de Justiça.

"Hoje, na região de Washington, D.C., a divisão de Investigação de Segurança Interna (HSI, na sigla em ingês) cumpriu um mandado de busca autorizado judicialmente e obtido pelo Departamento de Justiça", disse um porta-voz do organismo. "Esta ação faz parte de uma investigação criminal federal em curso".

Tom Homan, o responsável da Casa Branca pela gestão das fronteiras, confirmou esta manhã, em entrevista à Fox Business, que foi cumprido um mandado de busca na residência de Omar. Não é claro quais as suspeitas que levaram à emissão deste mandado.

Omar, nascida na Somália, tem sido um alvo frequente de insultos políticos por parte de Donald Trump, que retratou a comunidade somali-americana como uma ameaça ao Minnesota numa onda de retórica antissomali e antimuçulmana.

Em fevereiro, por exemplo, Trump disse que Omar e a congressista democrata Rashida Tlaib, eleita pelo Michigan e que também é muçulmana, deveriam ser reenviadas para "de onde vieram".

Um mês antes, em janeiro, o presidente dos EUA já havia anunciado na rede social Truth Social que o Departamento de Justiça estava a investigar Omar, descrevendo a congressista democrata como alguém que "saiu da Somália sem NADA e agora, segundo consta, possui uma fortuna de mais de 44 milhões de dólares".

Citando duas fontes próximas da investigação, a Fox News noticiou que a busca estava relacionada com uma investigação de fraude criminal envolvendo a documentação de imigração de Omar, preenchida pelo seu falecido pai quando esta era ainda criança - a democrata nasceu na Somália e veio para os EUA aos oito anos, fugindo da guerra.

Em dezembro, Trump acusou Ilhan Omar de ter "casado com o próprio irmão" e disse que ela "devia ser expulsa do nosso país", referindo-se uma alegação antiga, mas não comprovada, de que Omar teria tentado ajudar o ex-marido (que, segundo alegam, seria na verdade seu irmão) a obter documentos de imigração através de um casamento de fachada.

Omar, que até ao momento ainda não tinha comentado as buscas desta segunda-feira, sempre negou estas acusações.

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