Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald TrumpEPA/JIM LO SCALZO

"És completamente louco". Trump irritado com Netanyahu em conversa telefónica

Trump acusou o primeiro-ministro israelita de ingratidão durante uma tensa conversa telefónica, durante a qual lhe lembrou que, se não fosse ele, Netanyahu já estaria preso, segundo o site Axios.
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O presidente dos EUA terá ficado irritado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma conversa telefónica, na segunda-feira (1 de junho), antes de anunciar que não haveria mais ataques entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

"És completamente louco", terá dito Donald Trump a Netanyahu, segundo notícia avançada pelo site Axios, que cita duas fontes da administração dos EUA e outra independente.

Durante a chamada telefónica, o presidente norte-americano criticou duramente o primeiro-ministro israelita devido à intensificação dos últimos dias nos ataques de Israel contra o Líbano, que estariam a prejudicar as negociações dos EUA com o Irão.

Segundo o portal de notícias Axios, Trump ficou exaltado durante a conversa com Netanyahu, tendo até chegado a gritar: "Que raio estás a fazer?". Acusou ainda o primeiro-ministro israelita de ingratidão. "Se não fosse eu, estavas na prisão. Estou a salvar-te a pele. Agora, toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto", terá dito o presidente dos EUA.

Pouco tempo depois desta chamada telefónica, Donald Trump usou a rede social Truth Social para anunciar: “Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel, e não haverá tropas a ir para Beirute, e quaisquer tropas que estejam a caminho já foram mandadas voltar para trás", lê-se na mensagem. Disse ainda que que teve uma conversa "muito boa" com altos representantes do Hezbollah, garantindo que eles concordaram que em "cessar todos os ataques". "Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel", garantiu.

Também nas redes sociais, o presidente norte-americano garantiu que as negociações com Irão continuavam a um "ritmo acelerado", isto apesar de o regime de Teerão ter anunciado a suspensão das conversações com os EUA devido aos ataques de Israel ao Líbano.

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