O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, desmentiu esta quarta-feira, 18 de março, um artigo do jornal New York Times segundo o qual as autoridades dos Estados Unidos da América (EUA) tinham pressionado Havana para destituir o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.O chefe da diplomacia dos EUA classificou o texto como "falso", assim como "muitos outros” noutros órgãos da comunicação social, que se baseiam em "charlatães e mentirosos que se dizem bem informados", segundo escreveu o próprio na rede social X.Aquele jornal noticiara na segunda-feira que Washington tinha pedido a Cuba que desapossasse o seu chefe de Estado, considerado resistente a mudanças, sem defender, contudo, um derrube completo do governo daquele regime comunista.Rubio declarou na terça-feira que as medidas anunciadas na véspera pelo governo, permitindo que a diáspora cubana investisse na ilha e possuísse empresas privadas, estavam longe de ser suficientes."Cuba tem uma economia em frangalhos e o sistema político e governamental é incapaz de consertá-la. Eles precisam fazer mudanças radicais", disse o secretário de Estado dos EUA, de ascendência cubana e um ferrenho opositor do regime de Havana, estabelecido por Fidel Castro, após a revolução de 1959.O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no domingo que Cuba deseja chegar a um acordo com os EUA.O líder republicano tem falado de negociações em andamento com Havana desde janeiro, algo que a cúpula cubana só reconheceu na sexta-feira, após negar tais contactos durante semanas.Cuba, que atravessa sua pior crise económica dos últimos 30 anos, viu a situação agravada desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas, precisamente em janeiro, e consequente suspensão do fornecimento de petróleo de Caracas..Trump ameaça “tomar” Cuba em pleno apagão e Rússia mostra-se solidária com a “ilha da liberdade”.Rubio considera insuficientes medidas de Cuba para atrair investimento e defende “novas pessoas” no poder