O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, considerou esta terça-feira, 17 de março, insuficientes as medidas anunciadas por Cuba para incentivar o investimento na ilha, afirmando que não resolverão os problemas económicos do país.“O que anunciaram ontem [segunda-feira] está longe de ser suficiente. Não vai resolver o problema”, declarou Rubio na Casa Branca, acrescentando que Havana enfrenta “decisões importantes”.O chefe da diplomacia norte-americana defendeu que a economia cubana é “disfuncional” e sobreviveu durante décadas graças a subsídios externos, primeiro da União Soviética e depois da Venezuela, apoios que entretanto desapareceram.Segundo Rubio, a ausência desses apoios colocou Cuba “numa situação muito complicada”, agravada por uma crise energética e económica profunda. .Cuba anuncia início de negociações com os EUA e libertação de 51 presos na sequência da falta de petróleo. O secretário de Estado norte-americano considerou ainda que a atual liderança cubana não tem capacidade para resolver os problemas do país, defendendo a necessidade de “novas pessoas” no poder.As declarações surgem um dia após o Governo cubano ter anunciado a possibilidade de a diáspora investir e deter empresas em diversos setores, incluindo o bancário e o agrícola.Havana indicou ainda abertura à participação de grandes investidores, sobretudo em áreas consideradas estratégicas como o turismo, a energia e a mineração.As medidas foram divulgadas no contexto de negociações em curso entre Cuba e os Estados Unidos, visando aliviar as restrições económicas e estimular o investimento estrangeiro.Rubio, descendente de cubanos e crítico do regime comunista de Havana, tem sido uma das vozes mais duras contra as políticas do Governo cubano..Cuba restabelece gradualmente fornecimento de eletricidade após novo apagão.Num contexto de grave crise energética, Cuba restabeleceu hoje gradualmente o fornecimento de eletricidade depois de um apagão generalizado, devido ao colapso da rede elétrica, que deixou cerca de 10 milhões de pessoas sem eletricidade. Este foi o sexto apagão em pouco mais de um ano no país, onde situação energética se tem agravado significativamente após o Governo norte-americano ter proibido a comercialização de petróleo venezuelano para a ilha e ameaçado impor tarifas aos países que entreguem petróleo ao país.O presidente norte-americano, Donald Trump, já avisou por diversas vezes que tenciona controlar a ilha e na segunda-feira avisou mesmo que terá "a honra" de tomar Cuba e fazer "o que quiser" do país."Seja libertando-os" ou "tomando-os", "acho que poderei fazer o que quiser com eles", disse Trump na Casa Branca.Ao meio-dia de hoje, cerca de 45% dos lares de Havana, onde vivem 1,7 milhões de habitantes, já tinham novamente energia elétrica, anunciou a empresa nacional de eletricidade (UNE).As autoridades ainda não forneceram informações sobre a origem da falha geral que ocorreu na segunda-feira ao meio-dia, indicando apenas que não tinha sido detetada qualquer avaria na redeEm Cuba, a rede elétrica foi restabelecida hoje de manhã desde Pinar del Río, no extremo oeste, até Holguín, no centro-leste do país, ou seja, mais de dois terços do território, informaram as autoridades.A companhia de eletricidade do país está agora a tentar aumentar a produção de eletricidade para que a corrente chegue às residências.“O que mais tememos é que o corte se prolongue e que percamos o pouco que temos no frigorífico, porque tudo é caro”, afirmou hoje de manhã à agência de notícias France-Presse Olga Suarez, uma reformada de 64 anos, no bairro do Vedado, no centro da capital.”Quanto ao resto, habituamo-nos, porque aqui deitamo-nos e levantamo-nos sem luz” devido aos cortes diários, adiantou.O Governo cubano afirma que as sanções norte-americanas o impedem de reparar a rede elétrica, embora economistas apontem para um subinvestimento crónico do Estado neste setor. .Colapso da rede elétrica de Cuba provoca apagão total e deixa 10 milhões sem eletricidade