O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não descarta a possibilidade de uma troca parcial de territórios controlados por Moscovo como parte de um acordo com a Ucrânia, mas não abre mão da região do Donbass, avança o jornal russo Kommersant, conforme noticia esta sexta-feira, 26 de dezembro, a Reuters.Num encontro com empresários, no Kremlin, na madrugada de 24 de dezembro, o líder russo terá dado informações sobre um plano de paz para o fim da guerra e reiterou que quer todo o Donbass, que inclui Donetsk e Lugansk. No entanto, fora desta região "não se exclui uma troca parcial de territórios por parte da Rússia", escreveu Andrei Kolesnikov, o correspondente do Kremlin no diário russo."Vladimir Putin afirmou que o lado russo ainda está disposto a fazer as concessões que fez em Anchorage [Alasca]. Ou seja, que 'Donbass é nosso'", adiantou o jornal. De acordo com a Reuters, que se baseia em estimativas de Moscovo, além da Crimeia, anexada em 2014, a Rússia controla cerca de 90% do Donbass, 75% das regiões de Zaporíjia e Kherson, e partes das regiões de Kharkiv, Sumy, Mykolaiv e Dnipropetrovsk.Segundo o Kommersant, na reunião com empresários, Putin falou sobre a maior central nuclear da Europa, localizada em Zaporíjia, dando conta que a gestão conjunta russo-americana estava a ser discutida. O líder russo, noticia ainda o diário russo, revelou ainda o interesse dos EUA na mineração de criptomoedas perto da central.Novo encontro entre Zelensky e Trump pode acontecer já este domingoO presidente ucraniano, refira-se, anunciou esta sexta-feira que vai voltar a encontrar-se, no domingo, na Florida, com o seu homólogo norte-americano. Nas redes sociais, Zelensky manifestou-se otimista ao afirmar que "muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo".Do lado russo, entretanto, o Kremlin disse que o assessor de Putin para a política externa, Yuri Ushakov, falou com membros da administração de Trump já depois de Moscovo receber a proposta norte-americana sobre um possível acordo de paz. Kirill Dmitriev, enviado especial do presidente russo, também terá participado nestas conversações com o governo norte-americano. . O chefe de Estado ucraniano tinha revelado quarta-feira a versão mais recente do plano de Paz patrocinado pelos Estados Unidos da América, que vinha a ser negociado há semanas, entre Washington e Kiev.O referido documento preliminar impõe o ‘congelamento’ das atuais linhas da frente de combate, mas sem ser adiantada uma solução para os territórios ucranianos ocupados (19%) pela Federação Russa desde a invasão de 24 de fevereiro de 2022.A versão original do plano norte-americano versava duas exigências do regime russo liderado pelo presidente Vladimir Putin, que estão ausentes da nova formulaçãoA Rússia exige a retirada das forças ucranianas dos territórios do Donbas, ainda sob controlo de Kiev e o compromisso, juridicamente vinculativo, de que a Ucrânia se mantém fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa).O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que Moscovo estava a "formular sua posição" e recusou-se comentar quaisquer os detalhes.Com Lusa .Zelensky anuncia novo encontro com Trump no domingo. "Muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo".Putin nega rejeitar plano de Trump e passa 'a bola' a Kiev e europeus