Polícia espanhola faz buscas na sede do PSOE em Madrid
DR/X/PSOE (Arquivo)

Polícia espanhola faz buscas na sede do PSOE em Madrid

Também estão a ser realizadas buscas nas casas de dois antigos dirigentes do partido, bem como de um empresário, no âmbito do caso SEPI, que investiga um alegado esquema de corrupção.
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Agentes da Unidade Operacional Central (UCO) da Guardia Civil estão a realizar esta quarta-feira, 27 de maio, buscas na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em Madrid, no âmbito do caso SEPI, que investiga um alegado esquema de corrupção, segundo o El País.

A polícia espanhola está também a realizar buscas nas casas dos antigos dirigentes do PSOE, Gaspar Zarrías e Santos Cerdán, bem como do empresário Pérez Dolset.

A operação policial visa recolher documentação relacionada com um caso que envolve uma antiga militante do partido e funcionária pública, Leire Díez, que está a ser investigada por tráfico de influências, explica o El País, dando ainda conta que está prevista a recolha de depoimentos.

De acordo com fontes citadas pelo diário, estão em causa suspeitas de pagamentos do PSOE a Leire Díez e outras pessoas.

"O PSOE é diferente do PP e já o demonstrámos em muitas ocasiões. Aqui não há destruição de provas. E, por isso, toda a informação que for solicitada será, portanto, entregue", assegurou Montse Mínguez, porta-voz do partido liderado por Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol durante as diligências das autoridades.

Líder do PP volta a pedir eleições antecipadas

Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, considerou que se vive em "agonia política", depois de ter conhecimento sobre as buscas na sede do PSOE. Voltou, por isso, a pedir eleições antecipadas.

"Estamos a pôr em causa a decência, não só do governo, não só do PSOE, mas estamos já a correr o risco de contágio", afirmou Feijóo aos jornalistas nos corredores do congresso espanhol.

O alegado esquema de corrupção que está a ser investigado levou à detenção, em dezembro, de Leire Díez, Vicente Fernández Guerrero, ex-presidente da SEPI (Empresa Estatal de Participações Industriais) e do empresário basco Antxon Alonso, dono da empresa Servinabar e amigo de Santos Cerdán, antigo dirigente do PSOE. Estão acusados pela prática dos crimes de peculato, tráfico de influências e crime organizado.

Os três são suspeitos de terem formado uma rede para receber comissões ilegais entre 2021 e 2023, com a ajuda de vários funcionários públicos, explica o El País. Estarão a ser investigadas cinco transações que totalizam 132,9 milhões de euros em subsídios e contratos.

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