O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou esta terça-feira (26 de maio) os EUA de cometerem uma "grave violação do cessar-fogo", na sequência dos ataques, que as forças norte-americanas classificaram de defensivas, lançados contra o sul do país.Para o regime de Teerão, os Estados Unidos são os responsáveis por "todas as consequências resultantes destas ações agressivas e injustificadas", referindo-se aos ataques em Bandar Abbas, na província de Hormozgan.Os media iranianos, citados pela Reuters, reportaram na segunda-feira (25) várias explosões em Bandar Abbas, perto do estreito de Ormuz, mas também nas zonas costeiras de Sirik e de Jask. .EUA realizaram ataques defensivos contra o sul do Irão. Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA afirmou que as forças norte-americanas agiram em "legitima defesa". Os ataques foram defensivos para proteger os militares "das ameaças representadas pelas forças iranianas” e visaram "locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas", adiantou o responsável, citado pela imprensa norte-americana. "O Comando Central dos EUA continua a defender as nossas forças, agindo com moderação durante o cessar-fogo em vigor”, afirmou Tim Hawkins.A Guarda Revolucionária do Irão, por outro lado, anunciou que atingiu "caças e drones americanos invasores". Detalhou que abateu um drone MQ-9 quando ativou as defesas aéreas e que forçou um outro drone e um caça norte-americano a "fugir", segundo comunicado divulgado pelos media estatais iranianos, citados pela Sky News. A Guarda Revolucionária do Irão fez ainda saber que se reserva ao direito "legítimo e definitivo" de retaliação a qualquer violação do cessar-fogo."A Guarda Revolucionária Islâmica advertiu contra qualquer violação do cessar-fogo por parte do exército americano agressor e considera o seu direito à resposta recíproca e legítima", lê-se na nota. De referir que, em abril, os dois países acordaram uma trégua temporária, estando a decorrer negociações para que seja alcançado um acordo de paz.O líder supremo do Irão, ayatollah Mojtaba Khamenei, também lançou avisos contra Washington. "O tempo não para, e as nações e os países da região deixarão de ser um escudo para as bases americanas", afirmou numa mensagem divulgada no Telegram, que serviu para assinalar a peregrinação islâmica anual a Meca, segundo a imprensa internacional. "Os Estados Unidos não terão mais um refúgio seguro para o mal ou para estabelecer bases militares na região”, garantiu. .Há progressos, mas não acordo entre EUA e Irão. O que está em jogo no memorando de entendimento?