OMS confirma cinco casos de hantavírus, admite que número pode aumentar mas garante: "Não é Covid, nem gripe"

Siga aqui os desenvolvimentos sobre o surto de hantavírus no navio de cruzeiro HV Hondius, que já fez três mortos.
OMS confirma cinco casos de hantavírus, admite que número pode aumentar mas garante: "Não é Covid, nem gripe"
ELTON MONTEIRO/LUSA

"Isto não é Covid, nem gripe. Propaga-se de forma muito, muito diferente", diz OMS

A diretora interina da OMS para a gestão de epidemias e pandemias, Maria Van Kerkhove, vincou que "o risco para o público em geral é baixo".

Na conferência de imprensa, a responsável afirmou: "Isto não é Covid, nem gripe. Propaga-se de forma muito, muito diferente".

A especialista da OMS referiu que há dois doentes internados nos Países Baixos e um nos cuidados intensivos na África do Sul. "O doente na África do Sul está a melhorar e os dois doentes nos Países Baixos estão estáveis”, revelou.

O risco para a população das Canárias é "baixo", diz OMS

Diretor-geral da OMS indicou que o navio de cruzeiro Hondius está a dirigir-se para as Canárias, manifestando confiança "na capacidade de Espanha para gerir o risco".

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que na segunda-feira pediu ao primeiro-ministro espanhol para que aceitasse o navio e agradeceu a Pedro Sánchez pela sua "generosidade".

O risco para a população das Canárias é "baixo", destacou. Indicou que a operadora do navio recebeu orientações sobre como gerir a situação, com especialistas da OMS e médicos dos Países Baixos a bordo.

Antes de embarcarem no navio, o casal infetado (os dois primeiros casos), que acabou por morrer, viajou pela Argentina, Chile e Uruguai numa viagem de observação de aves, “que incluiu visitas a locais onde a espécie de rato conhecida por transportar o vírus dos Andes estava presente”.

A OMS está agora a trabalhar com as autoridades da Argentina para rastrear as movimentações do casal.

Ponto da situação da OMS. Cinco casos confirmados e número pode aumentar devido ao período de incubação que pode chegar às seis semanas

Num ponto da situação do surto de hantavírus detetado a bordo do navio de cruzeiro Hondius, o diretor-geral da OMS indicou que, "até momento, foram reportados oito casos, incluindo três mortes", sendo que "cinco dos oito casos foram confirmados como hantavírus e os outros três são suspeitos".

Tedros Adhanom Ghebreyesus explicou que as pessoas são infetadas através do contato com roedores infetados ou através da sua urina, fezes ou saliva.

"A espécie de hantavírus envolvida neste caso é o vírus andes, encontrado na América Latina e é a única espécie conhecida que é capaz de transmissão limitada entre humanos”, referiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O responsável máximo da OMS afirmou que em surtos anteriores, a transmissão entre humanos foi associada a "contacto próximo e prolongado". "Parece ser este o caso na atual situação", disse.

O primeiro caso diz respeito a um homem que desenvolveu sintomas a 6 de abril e morreu no dia 11 de abril. Não foram recolhidas amostras, não havendo, na altura, suspeita de hantavírus.

A mulher desembarcou na ilha de Santa Helena, tendo apresentado sintomas. O estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo, vindo a falecer em 26 de abril, explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus, indicando que foram recolhidas amostras que testaram positivo para hantavírus.

A terceira vítima mortal foi uma mulher que estava no navio, com sintomas a 28 de abril e morreu a 2 de maio.

"Dado o período de incubação do vírus dos andes, que pode chegar a seis semanas, é possível que mais casos sejam reportados", informou.

"Embora se trate de um incidente grave, a OMS avalia o risco para a saúde pública como baixo", afirmou o diretor-geral da OMS.

Ministra da Saúde diz que "não se espera transmissão generalizada" 

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou esta quinta-feira que, "neste momento, a Direção-geral da Saúde [DGS], avalia o risco para residentes em Portugal como muito baixo, não se esperando qualquer transmissão generalizada" do hantavírus. "Queria dizer isto de uma forma clara a partir de uma mensagem da senhora diretora-geral da Saúde", disse.

Ana Paula Martins acrescentou que o Governo está a acompanhar, "através da DGS e das autoridades internacionais sanitárias, a todo o momento esta situação".

Oceanwide Expeditions confirma que 30 passageiros desembarcaram na ilha de Santa Helena após morte de primeiro doente

A empresa responsável pelo navio de cruzeiro, Oceanwide Expeditions, confirmou que 30 passageiros desembarcaram na ilha de Santa Helena, após a morte do primeiro doente e antes de ter sido confirmado o primeiro caso de hantavírus.

"A Oceanwide Expeditions confirma que, no dia 1 de abril de 2026, 114 passageiros embarcaram no navio Hondius em Ushuaia, Argentina. Trinta passageiros desembarcaram do Hondius em Santa Helena a 24 de abril de 2026. Este número inclui o corpo do passageiro que faleceu a bordo do Hondius a 11 de abril de 2026", lê-se na nota da empresa, divulgada esta quinta-feira.

Referindo que o primeiro caso confirmado de hantavírus "só foi reportado a 4 de maio", a empresa refere que "todos os passageiros que desembarcaram foram contactados pela Oceanwide Expeditions". "Estamos a trabalhar para obter informações detalhadas sobre todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram do Hondius nas suas diversas paragens desde 20 de março", refere o comunicado.

Empresa explica circunstâncias da primeira morte que ocorreu a 11 de abril. Primeiro caso de hantavírus confirmado a 4 de maio

A Oceanwide Expeditions, a empresa responsável pelo cruzeiro Hondius, onde foi detetado um surto de hantavírus, emitiu um comunicado a explicar as circunstâncias da primeira morte no navio, a 11 de abril, e o vídeo gravado no dia seguinte, entretanto divulgado, que mostra o capitão da embarcação a informar que um passageiro morreu de "causas naturais".

"À data do primeiro óbito, a 11 de abril, a causa da morte era desconhecida e não havia indícios de vírus ou contágio a bordo do m/v Hondius. Esta informação foi confirmada pelo médico de bordo e comunicada pessoalmente pelo comandante aos passageiros e tripulantes no dia 12 de abril", explica a empresa.

Depois da avaliação médica, "o caso foi considerado isolado". "Foi seguido o procedimento correto para informar todos os hóspedes e tripulantes. As normas de saúde e segurança, bem como as normas marítimas referentes à gestão e comunicação adequadas dos óbitos no mar, foram rigorosamente seguidas", indica a Oceanwide Expeditions.

"A 4 de maio, foi confirmada a presença do hantavírus num indivíduo transferido por ambulância aérea do navio Hondius a 27 de abril, que está a ser tratado num hospital sul-africano. Este foi o primeiro caso confirmado", explica a empresa, que "reforçou de imediato o seu protocolo de resposta, solicitando aos hóspedes que seguissem as medidas de isolamento e os protocolos de higiene".

"Isto é um caos absoluto", acusa o PP sobre a crise sanitária

O Partido Popular (PP) exigiu esta quinta-feira explicações da ministra da Saúde, Mónica García Gómez, sobre a crise sanitária do HV Hontius, navio de cruzeiro onde foi detetado um surto de hantavírus, que já deixou as imediações do porto da Praia, em Cabo Verde, e está caminho de Tenerife.

"Isto é um caos absoluto", acusou a porta-voz parlamentar do PP, Ester Muñoz. "Não há comunicação do Governo com os governos regionais nem com o principal partido da oposição", criticou, citada pelo El País.

Muñoz lamentou ainda o "desaparecimento" de Pedro Sánchez nesta crise sanitária e exigiu a comparência urgente da ministra da Saúde no parlamento porque, segundo defende, "não está preparada para gerir uma crise desta natureza".

Três pessoas suspeitas de terem contraído o hantavírus já estão “sob os cuidados de profissionais de saúde”

As três pessoas suspeitas de terem contraído o hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já estão “sob os cuidados de profissionais de saúde” e não há mais pessoas sintomáticas a bordo, indicou hoje a empresa proprietária da embarcação.

A Oceanwide Expeditions refere, em comunicado, que um dos dois aviões ambulância que descolaram na quarta-feira de Cabo Verde transportando os três casos suspeitos, dois sintomáticos e um assintomático, só aterrou hoje nos Países Baixos, tendo o indivíduo em causa sido recebido por “equipas médicas e de rastreio especializadas”.

A empresa adianta que “continua a gerir uma situação médica em curso a bordo do navio Hondius”, precisando que “não existem indivíduos sintomáticos a bordo”.

Três pessoas que viajavam no cruzeiro morreram em consequência do surto de hantavírus no navio e há cinco outros casos suspeitos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Hondius partiu ao final da tarde de quarta-feira de Cabo Verde e “está a navegar para as Ilhas Canárias, especificamente para o porto de Granadilla (Tenerife)”, refere a empresa, segundo a qual a viagem deverá demorar “entre três e quatro dias”.

A Oceanwide Expeditions acrescenta manter “um contacto próximo e contínuo com as autoridades competentes” relativamente ao ponto de chegada exato do navio e “aos procedimentos de quarentena e rastreio para todos os passageiros”.

“Estamos a trabalhar para obter informações detalhadas sobre todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram do Hondius nas suas diversas paragens desde 20 de março”.

Lusa

Vídeo mostra capitão do HV Hondius a informar que um passageiro morreu de "causas naturais"

Um vídeo registado pelo youtuber turco Ruhi Çenet, um passageiro do cruzeiro HV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, mostra o capitão do navio a informar que um passageiro morreu repentinamente na noite anterior. "(...) Acreditamos que se tratou de causas naturais", disse Jan Dobrogowsk.

"Quaisquer que fossem os seus problemas de saúde, já fui informado pelos médicos que não eram contagiosos, pelo que o navio está seguro", informou, a 12 de abril, o capitão do navio de cruzeiro. Desde então foram identificados três casos confirmados de infeção por hantavírus e três suspeitos.

Ruhi Çenet disse que a informação dada pelo capitão “tranquilizou” os passageiros, mas “induziu em erro” porque "essa pessoa já tinha o vírus antes de embarcar no navio". "Como não fomos informados de nenhuma doença contagiosa, estávamos todos tranquilos", recordou.

Relatou ainda que as atividades no navio continuaram e "as pessoas não usavam máscaras".

40 passageiros desembarcaram em Santa Helena após morte do primeiro doente

Cerca de 40 passageiros do navio de cruzeiro afetado por um surto mortal de hantavírus desembarcaram na ilha de Santa Helena após a morte do primeiro passageiro, disseram hoje as autoridades dos Países Baixos.

Os 40 passageiros, incluindo a mulher do cidadão holandês que morreu a bordo, abandonaram o navio, com pavilhão dos Países Baixos, durante a escala em Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico, antes da chegada a Cabo Verde, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Haia.

Entre os passageiros que desembarcaram encontrava-se a cidadã holandesa que foi depois hospitalizada na África do Sul e o cidadão suíço que também recebeu tratamento.

A companhia holandesa que opera o navio já tinha dito que a mulher do primeiro paciente a morrer a bordo tinha abandonado o cruzeiro em Santa Helena para acompanhar o corpo do marido.

A mulher viajou depois para a África do Sul num voo comercial e morreu após adoecer em Joanesburgo.

No entanto, a empresa não tinha informado da saída de outros passageiros do navio de cruzeiro em Santa Helena.

As autoridades na África do Sul e na Europa estão a tentar localizar os contactos de quaisquer passageiros que tenham abandonado o cruzeiro.

Na quarta-feira foi conhecido que um homem que tinha desembarcado do cruzeiro em Santa Helena e viajado para casa estava internado com hantavírus na Suíça.

As autoridades holandesas desconhecem o paradeiro dos restantes passageiros do navio que desembarcaram nessa altura.

Lusa

Dois passageiros de regresso ao Reino Unido aconselhados a auto isolarem-se

Duas pessoas que regressaram ao Reino Unido depois de estarem no navio de cruzeiro MV Hondius, um foco de hantavírus, foram instruídas a auto isolarem-se, adiantou hoje a Agência de Serviços de Saúde do Reino Unido (UKHSA).

Trata-se de "duas pessoas que regressaram ao Reino Unido de forma independente após terem estado a bordo do MV Hondius", explicou a agência, referindo no seu comunicado de imprensa que "nenhuma delas apresenta sintomas neste momento".

"Estão a receber orientações e apoio da UKHSA e foram orientadas para se auto isolarem", acrescentou a UKHSA.

O MV Hondius, a bordo do qual o surto começou, leva 144 pessoas a bordo, sem sintomas, e estava ao largo da costa de Cabo Verde hoje à noite, a caminho das Canárias, em Espanha, onde deverá chegar no sábado, segundo fontes de Madrid.

A evacuação dos passageiros do navio de cruzeiro está prevista começar na segunda-feira, anunciou hoje o Ministério do Interior espanhol.

"Todos os passageiros permanecerão no navio de cruzeiro até à chegada" dos aviões que os repatriarão para os seus países de origem, destacaram fontes do ministério.

A agência britânica sublinhou que está também a oferecer apoio a um "pequeno número" de pessoas identificadas como tendo tido contacto próximo com os passageiros do navio.

Estes indivíduos, que também são assintomáticos, foram também orientados para se auto isolarem e receberam apoio.

"O risco para a população em geral continua muito baixo", reiterou a UKHSA.

No seu comunicado, a agência confirmou que um cidadão britânico estava entre as três pessoas suspeitas de terem contraído o hantavírus e que foram retiradas do navio para tratamento nos Países Baixos.

A UKHSA afirmou estar em contacto próximo com as equipas médicas que prestam cuidados a estas pessoas.

A agência indicou ainda que os restantes cidadãos britânicos a bordo poderão ser repatriados assim que o navio chegar ao seu próximo destino, desde que não desenvolvam sintomas.

"Nenhum dos cidadãos britânicos a bordo apresenta sintomas neste momento, mas estão a ser monitorizados de perto", acrescentou a agência.

Lusa

Centro europeu admite que “permanecem muitas incertezas” sobre o surto

O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) admitiu hoje que ainda existem “muitas incertezas” sobre o surto de hantavírus e enviou um especialista para o navio de cruzeiro onde foram detetadas as infeções.

“Permanecem ainda muitas incertezas em relação a esse surto de hantavírus e é importante que adotemos uma abordagem preventiva, nesta fase, para reduzir a probabilidade de nova transmissão”, afirmou a diretora do centro europeu.

Citada em comunicado, Pamela Rendi-Wagner adiantou que um especialista do ECDC está a bordo do navio afetado para obter mais informações, no âmbito do esforço para investigar o surto e coordenar a resposta de saúde pública em conjunto com vários países europeus.

Com base nos dados atuais, o ECDC salientou que o risco para a população geral na Europa permanece muito baixo, não esperando uma transmissão em larga escala.

“Qualquer transmissão provavelmente permanecerá limitada devido à natureza do contacto necessário e às medidas de prevenção e controle de infeções em vigor a bordo e durante o desembarque, além do acompanhamento adicional”, avançou o comunicado.

Um relatório de avaliação de risco do centro europeu, hoje divulgado, adianta que a bordo do MV Hondius estavam 149 pessoas de 23 nacionalidades diferentes, incluindo de nove países europeus, Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Holanda, Polónia, Portugal e Espanha.

Até hoje, um total de sete pessoas apresentaram febre, sintomas respiratórios e gastrointestinais, com pelo menos quatro progredindo rapidamente para pneumonia, dificuldade respiratória aguda e choque. Dessas sete pessoas, três morreram.

O ECDC admite como hipótese que alguns passageiros tenham sido expostos à estirpe dos Andes na Argentina antes de embarcar e podem ter transmitido o vírus para outros passageiros já bordo do navio de cruzeiro.

“Neste estágio inicial da investigação, com informações limitadas disponíveis, consideramos todos a bordo do navio como contactos próximos, devido ao ambiente fechado e às áreas sociais e atividades compartilhadas, alinhadas com o princípio da precaução”, referiu a agência da União Europeia.

Segundo a Ordem dos Farmacêuticos, os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infetar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano.

Lusa

Ministério da Saúde está acompanhar "de perto" evolução do surto

O Ministério da Saúde afirmou na quarta-feira que está a acompanhar de perto a evolução do surto de hantavírus no navio, adiantando que a DGS está articulada com as instituições nacionais, para dar resposta imediata caso seja necessária intervenção.

A agência Lusa teve conhecimento de uma reunião ocorrida na tarde de ontem entre a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, e a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado.

Contactado pela Lusa, o ministério confirmou a reunião, afirmando que resulta do “compromisso do Ministério da Saúde de monitorizar de perto a evolução do surto de hantavírus”.

“Esta reunião serviu para a diretora-geral da Saúde fazer o ponto da situação deste surto que tem sido acompanhado pelas autoridades nacionais e internacionais da saúde”, afirma numa resposta escrita.

No que diz respeito a Portugal, a DGS informou a secretária de Estado da Saúde que “está articulada com todas as instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), para dar resposta imediata, caso venha a ser necessária” intervenção.

Em declarações na terça-feira à Lusa, a diretora-geral da Saúde afirmou que o surto “é uma situação circunscrita e por isso mesmo é uma situação que atualmente desempenha um baixo risco para Portugal”.

 Rita Sá Machado adiantou que a Direção-Geral da Saúde está a acompanhar a situação com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no âmbito das suas funções e do Regulamento Sanitário Internacional.

 “Não existem medidas preventivas para Portugal. Existem sim medidas que estão a ser equacionadas, neste momento, dentro do navio cruzeiro”, declarou.

Lusa

OMS confirma cinco casos de hantavírus, admite que número pode aumentar mas garante: "Não é Covid, nem gripe"
DGS acompanha surto de hantavírus no navio cruzeiro que classifica de "baixo risco" para Portugal

Ponto da situação

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre o surto de hantavírus no navio de cruzeiro HV Hondius, que já fez três mortos.

Ponto da situação:

- O HV Hondius a caminho de Tenerife. O navio de cruzeiro deixou as imediações do porto da Praia, Cabo Verde, na quarta-feira, com destino a Tenerife, após ter sido detetado a bordo um surto de hantavírus, que já fez três mortos. Seguem a bordo do HV Honvius 144 pessoas sem sintomas, indicou a diretora nacional de Saúde de Cabo Verde. O presidente do Governo das Canárias contesta a escala do cruzeiro num porto de Tenerife.

- Retiradas três pessoas da embarcação. Na quarta-feira, foram retirados do HV Hondius dois membros da tripulação com sintomas de infeção e um passageiro assintomático, mas que partilhou cabine com a última das três vítimas mortais por síndrome respiratória aguda – doença que se suspeita estar relacionada com dois casos de hantavírus a bordo, confirmados em laboratório. As três pessoas retiradas do navio foram transportadas para os Países Baixos.

- Três casos confirmados e cinco suspeitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que, atualmente, existem oito casos suspeitos de infeção por hantavírus, dos quais três foram confirmados como hantavírus" através de "testes laboratoriais". Dois passageiros recentes do MV Hondius deram positivo em Joanesburgo e Zurique, onde se encontram hospitalizados.

- 14 espanhóis a bordo vão ser examinados nas Canárias. A ministra da Saúde de Espanha afirmou que os 14 cidadãos espanhóis a bordo do HV Hondius vão ser examinados mal cheguem ao porto de Tenerife. Serão depois transportados por avião militar até Madrid. "Os restantes passageiros regressarão aos seus respetivos países”, disse o diretor-geral da OMS, confirmando o que tinha já sido dito pela ministra da Saúde espanhola, Mónica García Gómez. “Já temos a bordo profissionais de saúde, incluindo pessoal da OMS. E continuaremos a monitorizar e a apoiar as pessoas a bordo. Acompanharemos também a situação no exterior”, acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus. As pessoas a bordo do navio vão ser retiradas e repatriadas ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil.

- Risco é fraco e não é comparável com a covid-19. “Neste momento, o risco para o resto do mundo é fraco”, afirmou o diretor-geral da OMS à AFP, indicando que o risco representado não é comparável com a covid-19.

- Hantavírus detetado em navio é a estirpe transmissível entre humanos. Ministro da Saúde sul-africano informou que a estirpe de hantavírus detetada no cruzeiro é a andina, a única transmissível entre humanos. Dois dos passageiros do navio de cruzeiro afetado com um surto de hantavírus foram transferidos para Joanesburgo, um faleceu e o outro permanece hospitalizado. “Os testes iniciais mostram que se trata, de facto, da estirpe andina. Esta é a única estirpe, entre as 38 estirpes conhecidas, que pode ser transmitida de uma pessoa para outra”, explicou o ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi.

DN/Lusa

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Cruzeiro com surto de hantavírus. Passageiros espanhóis vão ser examinados nas Canárias
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