O Tribunal Distrital de Jerusalém aprovou este domingo, 19 de abril, a solicitação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para cancelar a sua presença. O testemunho estava previsto para segunda-feira, no âmbito do processo que enfrenta por corrupção, noticiaram media israelitas.A decisão implica uma nova suspensão (algo praticamente rotineiro), depois de o governante alegar a existência de restrições relacionadas com a sua agenda e a situação de segurança, informaram o Ynet e o Canal 12. O Ministério Público tinha-se oposto à petição do chefe do Executivo israelita, ao questionar os motivos expostos para o adiamento da sua declaração, argumentando que não pode invocar razões de segurança no contexto de cessar-fogo em vigor com o Irão e o Líbano.Netanyahu solicitou formalmente no passado dia 30 de novembro um indulto ao Presidente israelita, neste processo, no qual obteve repetidamente o apoio do seu parceiro Donald Trump. O Presidente norte-americano chegou mesmo a repreender publicamente Herzog, que ainda não tomou uma decisão, para que opte por amnistiar o primeiro-ministro.Antes da guerra com o Irão, o primeiro-ministro israelita chegou a comparecer no tribunal três vezes por semana neste caso. Mas, desde o início, em 2024, tem procurado adiar sucessivamente, alegando ter reuniões diplomáticas de alto nível e outros compromissos.Netanyahu tem três processos abertos, por fraude e abuso de confiança e sobre alegados favores do primeiro-ministro – quando era ministro da Comunicação – ao empresário Shaul Elovich, que controlava a empresa de telecomunicações Bezeq e o site de internet Walla News, em troca de uma cobertura mediática favorável. Este é considerado o caso mais grave..Ex-conselheiro revela que Netanyahu lhe pediu plano para escapar às responsabilidades pelo ataque do Hamas.Netanyahu entra no Conselho da Paz de Trump mas não é claro se vai estar na reunião inaugural